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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Caneta não pode ser arma a intimidar delegado no trabalho investigativo


João Eloy outra vez à frente da SSP? “Chama o Eloy que ele vooolta…” É isso? Aquela musiquinha do candidato Edvaldo vale para Eloy também? Nada contra a pessoa, lógico. É um delegado preparado, inclusive. Mas seu projeto quando esteve à frente da mesma pasta não se mostrou falido?

E se Eloy não deu certo, e os números são inquestionáveis, o que o faz retornar, sobretudo num momento em que a Segurança Pública ainda não oferece a resposta que a sociedade quer, mas pelo menos está reagindo à sova que vem levando da criminalidade, sobretudo na era Jackson Barreto? Timidamente, é verdade. Mas há reação da SSP contra os bandidos com João Batista. O que move Jackson Barreto?

Evidente que tanto João, o Eloy, quanto João, o Batista, são do mesmo grupo. São próximos até que se prove o contrário. E, assim, ao menos na teoria não haverá muita mudança – exceto, óbvio de nomes. Os projetos, se não são idênticos, são bem parecidos. Portanto, não creio que a troca do secretário em si comprometa o atual projeto.

O problema a deixar os botões mais inquietos que de praxe, contudo, é a possibilidade de boatos virarem notícias. De o pano de fundo ser, na verdade, o que se conhece popularmente como “quebrar as pernas”. Impedir que Danielle Garcia e demais delegados continuem trabalhando contra a corrupção quando o câncer envolver determinados figurões.

É insanidade ao extremo um governador ceder a pressões do poder político e econômico e frustrar polícia e população. Não deve mesmo passar de boatos. Melhor não acreditar que forças ocultas têm tamanha influência nos destinos de Sergipe. Jackson e João Eloy não se prestariam a tal papel…

… Como ajuíza com autoridade e legitimidade a Associação dos Delegados de Polícia Civil, os cargos são do governador. A ele, e somente a ele, cabe nomear ou exonerar quem quer que seja. E nada mais legítimo.

Todavia, caneta não pode ser arma a intimidar delegado no trabalho investigativo. Qualquer mudança pensada ou respaldada pelo governador já nasceria nociva, se de alguma forma ferisse a autonomia dos delegados no tocante a investigar quem quer que seja.

Como já disse neste espaço, a polícia não está só na luta contra os ladrões. Sejam os de galinha, banco ou do dinheiro público. Estes últimos, óbvio, os mais cínicos de todos. Mas como ia dizendo, a polícia não está só nesta batalha contra o crime.

Todos os cidadãos de bem de Sergipe querem que o trabalho da polícia continue. Querem que todos os comprovadamente envolvidos em falcatruas que lesaram ou lesem os cofres púbicos sejam punidos à luz do Código Penal. Isso é o básico. É o que Sergipe espera do seu governador – opte ele por Eloy, Batista ou qualquer outro João.

Joedson Telles

Fonte: Universo Político

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