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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Déda garante mais 1,4 bilhão para financiar investimentos em Sergipe

A disciplina fiscal do governo de Sergipe vai permitir que o Estado amplie seu espaço fiscal em R$ 1,435 bilhão. O atestado foi concedido formalmente pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em reunião nesta quinta, 16, em Brasília, com 17 governadores ou seus representantes.

Como justificativa ao aval do Tesouro Nacional que amplia a capacidade de endividamento de Sergipe, Mantega destacou a "solidez fiscal do Estado". Os novos recursos servirão para cumprir integralmente o plano de investimentos entre 2012 e 2014, assegurou o governador Marcelo Déda, logo depois do encontro.

A assinatura do protocolo com a Fazenda representa "mais disponibilidade de recursos para que o Estado dê prosseguimento ao seu plano de investimentos, realizando obras estruturantes na área de infraestrutura, na área da Saúde, da Educação, da Segurança Pública e do Desenvolvimento Econômico", listou Déda. Sergipe está entre os estados que tiveram 100% de seus pleitos deferidos.

Futuros governantes

Mesmo com a ampliação do espaço fiscal, Sergipe prosseguirá confortável em sua capacidade de endividamento. Após a contratação dos novos recursos, o Estado atingirá cerca de 50% do limite de endividamento de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ou seja, não comprometerá a busca por crédito de futuros governantes.

"Os próximos governos ainda terão um espaço fiscal suficiente para acessar operações de crédito que possam financiar projetos novos que os futuros governantes produzam. Então, é um endividamento responsável", destacou Déda.

BNDES

O governador enfatiza: "Ao mesmo tempo que nós fazemos operações de crédito para financiar investimentos importantíssimos, que estão ajudando a mudar o estado de Sergipe, nós também temos feito pagamentos de maneira rigorosa e pontual dos empréstimos que fizemos". Com o abatimento da dívida velha, possível no protocolo assinado nesta quinta, cria-se espaço para contratar uma dívida nova vinculada a projetos estruturantes para Sergipe.

Como consequência imediata do acordo com a União, Sergipe poderá, já na próxima semana, protocolar carta-consulta junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 567 milhões. Valores que serão aplicados em infraestrutura e mobilidade urbana, por exemplo.

CEF

Outros R$ 160 milhões, que serão contratados junto a Caixa Econômica Federal (CEF), poderão ser utilizados como contrapartida, devida pelo Estado, às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa Minha Vida. Como explica o secretário João Andrade Vieira, da Fazenda, que acompanhou o governador no encontro em Brasília, estes recursos representarão alívio fiscal.

Outra parte dos recursos será destinada à saúde, como na compra de equipamentos hospitalares, e à renegociação da dívida antiga em condições mais vantajosas. Com parte dos recursos do Pró-Investe, Sergipe poderá reduzir o custo da dívida antiga e alongar o prazo de pagamento. O resultado significa mais recursos para o custeio da administração pública.

LRF

O protocolo entre a União e Sergipe, que resultará num plano de investimento até 2014, só foi possível graças à situação fiscal do Estado. Quando Déda assumiu o governo, em 2006, a relação Dívida Líquida (DL) - Receita Corrente Líquida (RCL) era de 57,1%. Em abril de 2012, estava em 45,4%.

Já o Serviço da Dívida (SD) em relação à RCL, que, em janeiro de 2006, era de 6,8%, baixou para 5,8% em abril deste ano. De acordo com a LRF, a relação DL-RCL pode chegar a 200%. Já a porcentagem SD-RCL tem limite máximo especificado em lei de 11,5%.

Ou seja, hoje, o espaço fiscal do Governo Estadual é maior do que o que foi encontrado no começo do mandato anterior, em 2007. "Tanto do ponto de vista da capacidade de endividamento, quanto do ponto de vista da capacidade de pagamento", destaca Déda.

Fonte: Blog Aconteçe em Sergipe

quinta-feira, 18 de março de 2010

Déda alerta servidor sobre queda de receita

A queda no repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE), em torno de R$ 170 milhões, pode ser o complicador para a concessão do reajuste salarial dos servidores públicos estaduais, que tem como data base o mês de maio. Foi o que deixou claro na tarde de ontem o governador Marcelo Déda (PT).

O governador disse que a sua angústia não é nem com o índice da inflação, mas com o limite que ele tem para gastar com pessoal de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “A discussão hoje não é a questão do índice inflacionário. A questão hoje é a pressão da folha já sobre os limites da LRF”. Frisou.


Déda esclareceu que os limites da LRF são contados nos 12 meses anteriores da data, ou seja, de março de 2009 a março de 2010, e assim sucessivamente, trabalhando-se com a média histórica dos últimos 12 meses. “Estamos rompendo em pouco tempo o limite prudencial. E é esse o risco que estamos correndo”, adverte.


O governador lembrou que esteve na Assembleia Legislativa durante a abertura dos trabalhos no último mês de fevereiro, e em seu discurso observou que o Estado estava a dois pontos do limite prudencial da LRF, enfatizando que no mês de janeiro o Estado pagou integralmente o piso salarial do magistério, ou seja, os dados apresentados estão hoje desatualizados.


Disse ainda que não está sendo computada a perda com a queda dos royalties e da Cide. “Com a queda dessas receitas caiu a Receita Corrente Líquida. A folha de pagamento é um percentual da RCL, o percentual aplicado sobre ela fica obviamente muito reduzido e muito estreito”, frisou.


Estamos trabalhando com um limite de pouca flexibilidade, e a situação não é uma situação fácil do ponto de vista da LRF, independente do índice da inflação, disse o governador. “É uma situação que vai exigir muitos estudos e uma solução que nos permita ver de que maneira vai ser resolvida a questão do reajuste de maio”, disse, lembrando o reajuste concedido aos policias que terão parcelas que serão pagas em março e que serão pagas regularmente até o mês de dezembro de 2010.


Questionado sobre a posição do Ministério Público, que determinou a contratação de concursados e a realização de concursos a exemplo da Penitenciaria Advogado Antonio Jacinto Filho, em substituição aos servidores terceirizados, Déda disse que vai buscar contornar a situação a partir dos instrumentos que o estado tenha para encontrar prazos e pedir prazos as instituições onde já se tem compromissos assumidos, algum termo de ajuste assinado, ou discutir no judiciário, até que a melhoria das receitas viabilize a contratação de pessoas.


Com relação ao anuncio do reajuste salarial dos servidores, o governador se limitou a dizer que “a data base é o mês de maio”.

Fonte: Jornal O Dia

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