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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Antes de morte de recruta, aluna foi internada após treino com crise renal

Dois meses antes do treinamento no Centro de Formação e Aprimoramento de Praças (Cfap) que terminou com a internação do recruta Paulo Aparecido Santos de Lima, uma outra aluna do curso deu entrada no Hospital Central da PM após treino na unidade. Ao contrário de Paulo, que morreu no último dia 22, a mulher sobreviveu, após quatro dias internada com insuficiência renal. Parentes e colegas da recruta foram ouvidos pelo EXTRA e relataram que ela foi levada do Cfap para o hospital após maus-tratos durante o treinamento, que aconteceu em 11 de setembro.

— O que a médica falou para nós foi que ela passou por muito exercício no sol quente, sem se hidratar. Na polícia, eles não dão valor aos alunos, que se esforçam para chegar ali. Quando fiquei sabendo da morte do Paulo, pensei: podia ter acontecido antes — disse um parente.

A ex-aluna — que concluiu o curso de formação uma semana depois — era da mesma turma do recruta que relatou, num documento de razões de defesa (DRD) arquivado na 3ª Companhia do Cfap — e revelado pelo EXTRA na última segunda-feira — a determinação de um oficial para que todo o pelotão se sentasse “no chão quente”. A ordem, segundo o documento, foi dada após o aluno deixar a fila de formação “desesperado” para ir ao banheiro. Os cem recrutas da turma ficaram dez minutos sentados no pátio da unidade.

Segundo a clínica geral Cristhiane Pinto, em casos como o da recruta, a desidratação prejudica o funcionamento dos rins. A médica diz que, se o quadro for agravado, outros órgãos podem ser prejudicados:

— Com a falta de água no corpo, os rins não funcionam em sua plenitude e não conseguem filtrar as toxinas do sangue, que podem se acumular nos pulmões ou no cérebro, por exemplo.

A internação chegou a pôr em dúvida a participação da ex-aluna na formatura, dia 20 de setembro. Segundo colegas, a aspirante teve que participar do ato num palanque, protegida do sol, e não junto dos demais alunos, em fila no pátio. Procurada, a PM informou que a ex-aluna “teve uma crise urinária”.

Oficiais investigados são transferidos

Os cinco oficiais que estão sendo investigados no Inquérito Policial Militar (IPM) sob a acusação de excessos durante a sessão de treinamento que terminou com a morte do recruta Paulo Aparecido foram transferidos de unidade. A informação foi publicada no boletim da corporação do último dia 22. Quatro dos oficiais eram responsáveis pela 5ª Companhia Alfa, turma do aluno. O quinto foi afastado por decisão do próprio comandante do Cfap, coronel Nélio Monteiro, após denúncias de alunos da turma em blogs na internet.

O capitão Renato Martins Leal da Silva está lotado agora no Batalãho de Policiamento em Areas Turísticas (BPTur). Já os tenentes Sérgio Batista Viana Filho, Jean Carlos Silveira de Souza, Gerson Ribeiro Castelo Branco e Paulo Honésimo Cardoso da Silva foram transferidos, respectivamente para o Batalhão de Choque (BPChq), o 38º BPM (Três Rios), o 41º BPM (Irajá) e Coordenadoria de Inteligência.

Segundo a PM, a medida teve como objetivo “evitar o contato dos policiais afastados com os alunos durante este período para dar isenção ao processo”. Ontem, os deputados Flávio Bolsonaro (PP) e Iranildo Campos (PSD) propuseram um projeto de lei que concede uma pensão mensal vitalícia à família de Paulo Aparecido. O valor da remuneração é referente a um salário de 3º sargento

Fonte: Extra/O Globo

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