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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ações do "Tolerância Zero" têm seu início adiado

As ações do novo movimento Tolerância Zero tiveram seu início adiado. O calendário que deveria ser definido em reunião entre as associações militares não foi discutido em respeito ao falecimento do genitor do governador Marcelo Déda, senhor Manoel Chagas. A Asprase aguardará a definição sobre a retomada das discussões e manterá seus associados e leitores informados.

domingo, 19 de setembro de 2010

Bancários podem deflagrar greve no final do mês por tempo indeterminado

O Sindicato mobilizou a categoria para a Assembleia Geral Extraordinária que acontece neste sábado, dia 18, às 9h da manhã


Esta semana, o Sindicato dos Bancários de Sergipe realizou mais dois dias de luta como parte da mobilização da Campanha Salarial 2010. Na quinta-feira, dia 16, a mobilização aconteceu nas agências Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Caixa e HSBC, no Centro. Nesta sexta-feira, dia 17, o ato foi realizado no CPD do Banese, no Banese DIA, na agência central do BNB e no Banco do Brasil da General Valadão. O Sindicato mobilizou a categoria para a Assembleia Geral Extraordinária que acontece neste sábado, dia 18, às 9h da manhã, através de apresentação de uma peça teatral, com integrantes dos grupos de teatro 'Kaza da Imaginação' e 'Reflexos da Alma', e o ator convidado Feliciano José, representando o banqueiro.

O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban – Federação Nacional dos Bancos - concluíram, na última quinta-feira 16, a quarta rodada de negociações da Campanha Salarial 2010. Sem avanços econômicos e sociais, os bancários poderão entrar em greve a partir do final deste mês. O presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe, José Souza, participou da negociação, realizada em São Paulo. “A Fenaban não apresentou proposta para as reivindicações dos bancários. Sobre o índice de reajuste, eles disseram que vão apresentar proposta na próxima semana, após consulta aos bancos filiados”, informa Souza.

As principais reivindicações dos trabalhadores são reajuste de 11%, melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), valorização dos pisos salariais, elevação dos auxílios refeição/alimentação e creche/babá, combate às metas abusivas, fim do assédio moral, plano de carreiras, cargos e salários em todos os bancos, proteção ao emprego, mais contratações, auxílio-educação e segurança contra assaltos. “Sobre a PLR, os banqueiros argumentaram que a lucratividade do sistema não é essa que estamos alardeando”, acrescenta Souza.

Para se ter uma ideia, os seis maiores bancos que operam no país (Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC) apresentaram R$ 21,7 bilhões de lucro líquido no primeiro semestre do ano, resultado quase 32% superior ao do mesmo período de 2009 e uma rentabilidade média sobre o patrimônio líquido de 25%.

A próxima rodada de negociação ficou marcada para a próxima quarta-feira, 22, quando os bancos apresentarão uma proposta global para a categoria. O Comando Nacional dos Bancários definiu um calendário, que combina negociação e mobilização, visando intensificar as atividades, e está orientando os sindicatos a realizarem Dia de Luta no dia 21, e assembleias no dia 28, para discutir e deliberar sobre a proposta que vier a ser apresentada pela Fenaban.

Em caso de rejeição da proposta, a categoria poderá deflagrar greve a partir do dia 29 por tempo indeterminado.

Remuneração

A reunião desta quinta-feira fechou a quarta rodada de negociação, sobre o tema remuneração, que começou na quarta-feira 15, quando o Comando Nacional reafirmou as reivindicações de reajuste salarial de 11%, valorização dos pisos salariais e plano de carreiras, cargos e salários (PCCS).

Na quinta-feira, as negociações com a Fenaban giraram em torno da PLR, dos auxílios-refeição e educação, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação, auxílio-creche/babá, previdência complementar e 14º salário.

PLR

O Comando Nacional defendeu a reivindicação de três salários mais R$ 4 mil fixos de participação nos lucros e resultados. Os bancos disseram que não querem mexer na fórmula atual, que prevê a regra básica e uma parcela adicional, e apenas corrigir os valores.

"Discordamos dessa avaliação dos bancos, porque os lucros crescem tanto que a regra atual já não nos contempla. Queremos que a PLR acompanhe a evolução dos lucros dos bancos e por isso defendemos que seja de três salários mais os R$ 4 mil fixos", argumenta o presidente da Contraf.

Auxílio-refeição e cesta-alimentação

O Comando Nacional também insistiu nas reivindicações de elevação para um salário mínimo (R$ 510) os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação e da 13ª cesta-alimentação, salientando que as verbas atuais são muito pequenas e insuficientes.

Os representantes da Fenaban, no entanto, rejeitaram as demandas dos bancários e adiantaram que o reajuste desses auxílios acompanhará o mesmo índice de reajuste dos salários.

Auxílio-creche/babá

Em relação ao auxílio-creche/babá, os bancos não apenas rejeitam a reivindicação de elevação do valor para um salário mínimo (R$ 510), como querem reduzir a concessão dessa conquista dos atuais 6 anos e 11 meses para 5 anos e 11 meses, alegando que a lei de ensino fundamental reduziu a idade de ingresso escolar para 6 anos.

O Comando Nacional defendeu a manutenção do período atual e reforçou a necessidade de aumentar o auxílio creche/babá, cujo valor atual não garante o pagamento da creche e o salário de uma babá.

Auxílio-educação

Apesar da exigência cada vez maior de formação superior dos bancários, os representantes dos banqueiros se negaram a atender essa reivindicação, já conquistada em alguns bancos. Eles disseram que essa demanda deve ser tratada banco a banco.

Intransigentes, eles ainda se recusaram a incluir uma cláusula sobre auxílio-educação na Convenção Coletiva para que essa demanda possa ser negociada banco a banco.

Previdência complementar

O Comando Nacional defendeu a criação de planos de previdência complementar em todos os bancos, como forma de garantir uma renda para os bancários na aposentadoria. Mas a Fenaban se recusou a discutir a proposta, preferindo remeter o tema para a negociação empresa a empresa.

14º salário

O Comando Nacional propôs a concessão de um 14º salário, como forma de melhorar a remuneração dos bancários, diante da evolução dos lucros dos bancos. Mas a Fenaban negou a reivindicação.

Calendário de negociação e mobilização

Terça - dia 21 - dia nacional de luta
Quarta - dia 22 - negociação com a Fenaban
Quinta - dia 23 - indicativo de negociações com os bancos públicos
Terça - dia 28 - assembleias em todos os sindicatos
Quarta - dia 29 - indicativo de greve, em caso de rejeição das propostas

Fonte: Contraf

quinta-feira, 26 de março de 2009

Policiais e bombeiros militares realizam novo protesto pelas ruas de Aracaju


Insatisfeitos com os rumos da negociação com o governo e com a ausência de uma contra-proposta em resposta às reivindicações da categoria, policiais e bombeiros militares se reuniaram em assembléia geral na tarde desta quinta-feira, 26, na sede do Cotinguiba Esporte Clube, onde discutiram o resultado das reuniões com o secretário Kércio Pinto e definiram uma agenda de mobilização.

As lideranças do movimento transmitiram à categoria as informações sobre o que tinha sido debatido nas reuniões. Segundo eles, no quesito carga horária a SSP já tinha se posicionado pela adoção de 40 horas semanais, contra 30 horas propostas pela classe. Em relação ao nível superior o secretário foi taxativo, dizendo que não concordava com a exigência do nível superior para todos, mas apenas para os oficiais. Já na discussão sobre salário, que era a mais aguardada, a negociação emperrou, uma vez que desde o dia 03 de fevereiro, quando as Associações Unidas apresentaram a proposta a Kércio Pinto, até a presente data, nenhuma contra-proposta foi apresentada pelo governo.

Em razão da indiferença do governo, os líderes da categoria decidiram no último dia 23, durante a última reunião com o Secretário da Segurança Pública e os Comandantes da PM e do Corpo de bombeiros, manter a proposta inicial aprovada em assembléia. A decisão foi apresentada aos militares com todas as justificativas, e foi proposta pelas associações a aprovação de um calendário de mobilizações que se iniciou logo após a assembléia e se estenderá durante todo o mês de abril. A classe não hesitou em aprovar o calendário de atos públicos.

O movimento ganhou o apoio dos rodoviários, além da adesão de mais Conselhos de Segurança e Associações de Bairros. Conta também com o apoio da Associação Nacional de Praças (ANASPRA), que enviaria como representante para o ato desta tarde, além do próprio sargento Araújo, o ex-soldado Marco Prisco, da Polícia Militar da Bahia, excluído de sua corporação em razão das lutas em defesa da classe. Prisco, porém, ficou impossibilitado de comparecer.

Após o fim da assembléia, os militares saíram mais uma vez em caminhada pelas ruas da cidade, ao som da Canção da Polícia Militar. Desta vez eles tomaram uma das vias da Av. Ivo do Prado, seguiram pela Av. Barão de Maruim e rua Santa Luzia, até chegarem em frente à SSP, onde permaneceram por alguns minutos até encerrarem o movimento. Os militares gritavam palavras de ordem e pediam a presença do secretário Kércio Pinto, que permaneceu em seu gabinete. Os representantes das Associações Unidas estimam que cerca de 3.000 militares tenham participado do movimento, que continua crescendo e se fortalecendo.

Sobre o calendário de atos públicos os representantes disseram que será o termômetro através do qual irão sentir a temperatura da tropa. "Esses atos servirão para mostrar o quanto a classe está disposta a lutar por seus interesses. Iremos até o limite dos nossos sacrifícios para não sacrificar a sociedade, mas cabe também ao governo se posicionar de forma clara e decidida para solucionar o problema. Se não houver solução, só Deus sabe o que poderá acontecer", declarou o sargento Araújo, presidente da Asprase. O próximo ato da classe está previsto para o dia 30/03, segunda-feira, quando os militares pretendem lotar a Assembléia Legislativa para cobrar a implantação da Comissão de Segurança Pública.


Segue abaixo o Calendário de Mobilização dos policiais e bombeiros militares:


26/03 – QUI – Caminhada do Cotinguiba até a SSP (ato já realizado após a Assembléia Geral)
30/03 – SEG – 14:00 h – Ato na Assembléia Legislativa para cobrar a implantação da Comissão de Segurança pública na ALESE

02/04 – QUI – 08:00 h – Ato em frente ao Palácio de Despachos (Av. Adélia Franco)

08/04 – QUA – 08:00 h – Ato: Doação voluntária de sangue no HEMOLACEN

11/04 – SÁB – 21:00 h – Ato: Queima do Judas (Vamos queimar o nosso soldo) – Local: Passarela do Caranguejo, na Orla de Atalaia – Concentração no estacionamento em frente ao Bar Coqueiral

Obs: Levar cópia do contra-cheque e uma vela (se possível levar recipiente para proteger a vela do vento)

16/04 – QUI – 08:00 h – Ato: Vigília em frente ao Palácio de Despachos por 24 horas

23/04 – QUI – Horário e local a definir – Assembléia Geral para avaliação do movimento e das negociações, e deliberação sobre um possível acampamento por prazo indeterminado

A partir da Assembléia do dia 23, serão definidos os novos rumos do movimento.

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