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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Tribunal de Justiça de Minas Gerais dá provimento para o TCO no Estado

Subtenente Gonzaga. Arquivo Aspra

Conforme publicação contida no Diário do Judiciário, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, Desembargador Herbert Carneio, através do aviso conjunto nº 02/PR/2017, deu provimento para que o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) nos termos do artigo 191 da Lei estadual 22.257/2016 deva ser recebido e validado pelo Poder Judiciário mineiro.

O texto do artigo 191 foi sugerido à Assembleia de Minas Gerais pelo Subtenente Gonzaga, juntamente com a ASPRA, UMMG e AOPM. Através de negociações com o líder do Governo, deputado Durval Ângelo, os deputados Sargento Rodrigues e Cabo Júlio formalizaram a Emenda, que foi aprovada.

Veto

O governador Fernando Pimentel, seguindo apelo dos delegados vetou o artigo. Mais uma vez, a atuação do Subtenente Gonzaga, juntamente com as Associações e os deputados, voltaram à carga (juntos aos deputados da ALMG), pela derrubada do veto. Foi fundamental para a sua derrubada a posição firme dos deputados Adalclever Lopes, presidente da Assembleia e do deputado Durval Ângelo, líder do Governo para garantir os votos necessários.

“Adotar a lavratura do TCO pelos policiais militares é tornar mais eficiente e mais eficaz a atuação do Estado; é valorizar os Policiais e respeitar a sociedade, em especial, as vítimas e testemunhas. A experiência com o TCO pelas Polícias Militares tem demonstrado resultados importantes na redução dos crimes de menos potencial ofensivo, em especial, na redução da reincidência, por permitir que se cumpra a premissa da Lei 9.099/2005, dando celeridade na aplicação da lei e nas medidas punitivas”, afirma o deputado Subtenente Gonzaga.

Há cinco anos, Subtenente Gonzaga vem fazendo uma cruzada em todo Estado mineiro e agora em todo país, junto às autoridades, Policiais Militares, Bombeiros, Policiais Civis e com a sociedade civil organizada, em favor desta medida e ganhando apoio por todo o Brasil.

Fonte: Facebook Subtenente Gonzaga

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Cabo Júlio: Designada comissão especial para emitir parecer sobre PEC dos desertores

Cabo Júlio. Foto Arquivo Aspra

O Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) designou na tarde desta terça-feira (28) os membros que vão compor a Comissão Especial destinada a discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 20 dos Desertores.

De autoria do Deputado CABO JÚLIO, a PEC, que acrescenta o artigo 139 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Estadual, inclui nos quadros do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), militares demitidos da Polícia Militar e do Bombeiro Militar, pela prática do crime de deserção antes da Lei Complementar nº 95 de 2007.

A proposição será encaminhada para exame preliminar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e o mérito da PEC será avaliado pela Comissão Especial.

Fonte: Blog do Cabo Júlio

sábado, 25 de junho de 2016

Cabo Júlio: PL 779/2015 que alter o Código de Ética dos militares de Minas avança na ALMG

Deputados são favoráveis a proposta que pretende excluir das transgressões graves a crítica a atos da administração.

Deputado Estadual por Minas, cabo Júlio. Arquivo Aspra

A Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, em reunião nesta quarta-feira (22/6/16), parecer de 1º turno favorável ao Projeto de Lei (PL) 779/15, que altera o Código de Ética e Disciplina dos Militares. O objetivo é excluir tipificação como transgressão disciplinar de natureza grave a conduta do militar ao referir-se de modo depreciativo a ato da administração pública.

O relator e presidente da comissão opinou pela aprovação do projeto em sua forma original. De autoria do deputado Cabo Júlio (PMDB), o PL altera o inciso XII do artigo 13 da Lei 14.310, de 2002, que contém o Código de Ética, para excluir o dispositivo que contém a tipificação. Os outros dois atos descritos nesse inciso, referir-se de modo depreciativo a outro militar e autoridade, seriam mantidos.

Na justificativa do projeto, Cabo Júlio salienta que a liberdade de expressão é direito fundamental do cidadão, o que envolve o pensamento, a exposição de fatos atuais ou históricos e a crítica. A opinião é compartilhada pelo relator João Magalhães, que considerou não ser justificável manter dispositivo legal que restrinja a liberdade de manifestação do pensamento dos militares.

O projeto segue agora para análise de 1º turno na Comissão de Segurança Pública.

Fonte: Blog do Cabo Júlio

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Subtenente Gonzaga, Cabo Júlio e Sargento Rodrigues: Contra o atraso e parcelamento de salários dos agentes de segurança pública de Minas







O deputado federal Subtenente Gonzaga cobrou do governador do Estado de Minas Gerais, Fernando Pimentel, o compromisso feito com a segurança pública, em sua campanha para Governador, que foi a de valorizar a Segurança Pública e seus agentes, durante audiência pública realizada nesta quarta-feira na Assembleia Legislativa.

"A realização de mais um ato, hoje numa audiência audiência pública, significa envolver o governo e a assembleia nesse processo. Essa audiência é um esforço de que a Assembleia Legislativa, enquanto poder, assuma de fato um processo de solução. Fizemos o enfrentamento, acompanhamos todas as mobilizações e hoje estamos cobrando que o governo nos respeite e que cumpra o compromisso com a nossa classe. É bom que fique claro que temos pressa, mas não cansamos. Nossa luta somente se encerra com a vitória". disse o deputado.

Ainda segundo o deputado Subtenente Gonzaga, os problemas da segurança pública podem gerar uma crise institucional. "Tem duas pessoas que fizeram a Polícia Militar parar: Eduardo Azeredo e Aecio Neves. O próximo pode ser o Pimentel. Essa situação pode sim gerar uma crise institucional. Temos disposição para trabalhar, mas temos também a mesma disposição para lutar pelos nossos direitos", afirmou.

Ameaça Nacional

De acordo com o deputado federal Subtenente Gonzaga, está sendo acumulado, ainda, mais um problema: ameaça no plano federal em relação à previdência social. "Temos que lutar intransigentemente, sem tréguas, para garantir nossas conquistas", ressaltou.

A audiência pública foi requerida pelo deputado estadual Sargento Rodrigues e contou com a participação de diretores das entidades de classe e dos profissionais de segurança pública, além de representantes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e do Secretário de Defesa Social, Sérgio Menezes, que ressaltou "estar a pouco tempo no cargo e que levará as demandas para a Seplag".

Fonte: Facebook do Subtenente Gonzaga
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Mais de 500 servidores da segurança pública de várias regiões de Minas Gerais lotaram o plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para participarem da audiência conjunta das Comissões de Administração e Segurança Pública, nesta quarta-feira, 22/6/2016, a requerimento do deputado Sargento Rodrigues, para cobrarem uma posição do Governo do Estado quanto ao parcelamento de salários, a reposição das perdas salariais, ao pagamento de férias-prêmio, do prêmio produtividade, das diferenças de promoções, de diárias e ajudas de custo, como também da destinação de recursos para financiamento do Promorar e os atos de publicações de reforma e/ou aposentadoria.

No início da reunião, o deputado Sargento Rodrigues, Presidente da Comissão de Segurança Pública, destacou que inúmeros policiais militares foram para a reserva sem receber férias-prêmio e ajuda de custo. Rodrigues ressaltou que, de janeiro até o presente momento, 2.069 policiais militares foram para a reserva e o Governo do Estado deve quase R$30 milhões de diferença de promoção e férias-prêmio. Já em relação às diárias, o valor ultrapassa 145 mil reais e de ajuda de custo são mais de R$3 milhões atrasados.

No Corpo de Bombeiros Militar, de janeiro até o momento, são cerca de R$ 793 mil de diferença de promoção que não foram pagos, mais de 1 milhão de reais de férias-prêmio e mais de 3 milhões de reais de diárias de 2.434 bombeiros militares que não foram pagas, além de mais de R$400 mil de ajuda de custo. Já na Polícia Civil, 105 policiais não receberam cerca de R$ 6 milhões de férias-prêmio. Ele também lembrou que, até o momento, os policiais civis e os agentes penitenciários não receberam o auxílio vestimenta.

Fonte: Facebook do Sargento Rodrigues

Fonte das Fotos: Facebook do Sargenteo Rodrigues, Cabo Júlio e Subtenente Gonzaga

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Cabo Júlio e Sargento Rodrigues: Reforma administrativa tratará de TCO para a Polícia de Minas Gerais

O Deputado Estadual CABO JÚLIO e o Deputado Sargento Rodrigues apresentaram emenda ao Projeto de Lei 3.503/2016, que trata da reforma administrativa do Estado de Minas Gerais. A emenda que será destacada permitirá que o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), seja feito por todos os integrantes da segurança pública.
Conheça a emenda:
Para ampliar, clique na imagem!

Fonte: Blog do Cabo Júlio

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Cabo Júlio: Comissão aprova projeto que permite a militar de Minas Gerais, se desejar, vender folga ao Estado

Cabo Júlio: Deputado Estadual por Minas Gerais. Foto Arquivo Aspra

O Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 03/2015, que autoriza o governo a criar o Programa de Estímulo Operacional para policiais militares e bombeiros militares de Minas Gerais, recebeu parecer favorável na Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na tarde desta terça-feira (14/06). A proposta, que também recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), precisa ser apreciada ainda pela Comissão de Segurança Pública e pela Comissão de Fiscalização Financeira até seguir para votação em Plenário.

De autoria do Deputado Cabo Júlio, por meio do programa, os militares poderão vender suas folgas ao Estado, que por sua vez, serão pagas por meio de indenização. O cálculo da indenização pelo serviço extra será calculado por um dia de serviço por turno trabalhado. A elaboração da tabela referente aos valores das horas de serviço extraordinário, bem como a sua atualização quando dos reajustes salariais concedidos à categoria, ficará a cargo da Polícia Militar.

O projeto também prevê que a prestação de serviço extraordinário não poderá ultrapassar 40 horas mensais e deverá ser prestado exclusivamente em atividades finalísticas operacionais, como o policiamento de rua. A Polícia Militar deverá criar um banco de horas ou mecanismo semelhante para gerenciar o serviço extraordinário. Entende-se por serviço extraordinário todo aquele que ultrapasse a jornada semanal de quarenta horas de trabalho, à exceção do emprego decorrente de condições emergenciais não passíveis de prévio planejamento.

O projeto é apenas autorizativo e entrará em vigor se:

1) Houver interesse do Estado;
2) Houver interesse da PMMG e do CBMMG.
3) Houver interesse dos militares.

Confira a justificativa no blog do Cabo Júlio


Fonte: Facebook do Cabo Júlio

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Minas Gerais: Cabo Júlio e o presidente do CSCS - Cabo Coelho garantem vitória para os policiais militares

 

O Deputado Estadual Cabo Julio e o Presidente do Centro Social dos Cabos e Soldados (CSCS PM/BM-MG) Cabo Coelho se reuniram na tarde desta segunda-feira (30/09) com o Chefe do Estado-Maior da PMMG, Cel Divino Pereira de Brito, e conseguiram as seguintes vitórias para a Classe:

1. Escala para período noturno será 2 x 2

Diante da polêmica com relação as escalas de serviço proposta pelo Comando da PMMG - que eram 3x2 (três dias trabalhados para dois dias de descanso), ficou acertada que a escala passará a ser de 2x2, ou seja, dois dias de folga para cada dois dias de serviço para o turno noturno e 3x2 para os turnos diurno. O pleito inicial era de, dia sim, dia não, com dobradinha. Esta escala é a mesma, só que em vez de trabalharmos um para folgar um, trabalharemos dois e folgaremos dois, ocasionando mais tempo para a família.

2. Comando reavaliará situação dos alunos reprovados do CEFS:
 
Após o pedido do Deputado Cabo Júlio e do Cabo Coelho o comando determinou que a situação dos alunos que foram reprovados no Curso Especial de Formação de Sargentos (CEFS) seja reavaliada. De acordo com Cel Divino, o regulamento escolar permite essa reavaliação, tanto educacional, quando pedagógica.

3. Colégio Tiradentes:
 
Durante a reunião também foi levado ao comando a indignação dos pais de alunos do Colégio Tiradentes de Contagem quanto a permuta feita pelo Governo do Estado do terreno do CTPM no bairro Eldorado por outro terreno no Parque Fernão Dias. O chefe do Estado-Maior analisará o caso.

4. N.A.I.S de Ponte Nova sem médico e sem dentista:

Outro assunto da pauta discutido durante a reunião é a situação do Núcleo de Atenção Integrado à Saúde (N.A.I.S) da cidade de Ponte Nova. Embora a unidade seja nova, não há médico nem dentista para atendimento. Foi solicitado ao comando que envie urgentemente uma comissão da Diretoria de Saúde para que em caso emergencial apresente uma solução para um fato tão grave.

"Mais uma vitória da representatividade". 

Fonte: Blog do Esteves

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PMMG: Crueldade sem fim, ainda persistem com as transferências abusivas de praças

Apesar dos discursos de humanização das relações interpessoais, aplicação dos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade no exercício do poder disciplinar, o fato que iremos relatar demonstra, que, na prática, infelizmente, na Polícia Militar de Minas Gerais, a realidade é outra. Iremos omitir o nome do Soldado, para preservar-lhe a imagem, no entanto, os fatos são atuais e reais e estão comprovados documentalmente.

Situação do Soldado: Conceito A-50, lotado no 22º BPM, separado judicialmente, pai de uma criança de 08(oito) anos de idade, cuja guarda se encontra com a ex-esposa, possui em seu extrato de registros funcionais: 01 nota meritória, 03 dispensas do serviço e 03 Menções Elogiosas Escritas, em nenhuma punição disciplinar.

No mês de outubro o soldado em epígrafe, recebeu vencimento bruto de R$2.245, 91, sendo descontado R$ 711,20, referente ao IPSM, Imposto de Renda e empréstimos financeiros. Por isto a remuneração líquida do Soldado é R$ 1534,71. O Soldado paga R$ 400,00 de pensão judicial alimentícia ao filho, R$ 380, 00 de aluguel para sua moradia, despesas que acrescidas com luz e água, totalizam, em torno de R$ 450,00/mês. Sobram então menos de R$ 700,00 (setecentos reais) para todas as despesas com alimentação, moradia, transporte, vestuário, lazer, etc. Em apertada síntese, o Soldado terá que sobreviver com uma renda de R$ 23,00 (vinte e três reais) por dia na RMBH, isto se, ele ou seu filho não adoecerem.

Mas este soldado é honesto, e pela situação financeira difícil, acabou por aceitar, um bico de segurança no supermercado BH, onde arriscava sua vida para obter uma complementação de renda. Infelizmente o supermercado foi assaltado e uma arma da corporação, com a qual era armado fixo foi levada pelos meliantes.

Por ação do Comandante do 22º BPM, 14 dias após o fato, o soldado, foi transferido “por interesse do serviço” para a 9ª Região da PM, distante mais de 500 KM de Belo Horizonte.

Vejam bem senhores, a situação é a seguinte: Um Soldado honesto, por se encontrar em estado de necessidade, procurou trabalhar nas horas de folga, naquilo que sabe fazer, segurança, para uma atividade lícita (supermercado BH). Muitos dizem, que o bico de segurança é ilegal, e ele ainda teria usado uma arma da Corporação, por isto, precisa ser usado como “bode expiatório”, para servir de exemplo aos demais militares, que trabalham em bico de segurança.

Ocorrem Senhores Comandantes, que Vossas Excelências, estão, sob o pretexto de manter a disciplina, ao transferir este militar de Belo Horizonte para Uberlândia, agindo de forma ilegal, violando princípios e direitos fundamentais. Senão vejamos:

A Constituição da República, em seu artigo 227, com redação dada pela Emenda Constitucional nº65, de 2010, preceitua in verbis:
“Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, á educação, ao lazer, á profissionalização, à cultura, á dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.
Nessas condições, no presente caso, percebe-se com clareza, que a transferência do Soldado para um município distante mais de 500 km da cidade, do local onde a criança reside com sua mãe, está, com folga, privando ambos, autor e criança, de convivência familiar, não apenas pela distância entre os municípios, mas também, pelas condições econômicas do autor, cuja vulnerabilidade e precariedade são por demais cristalinas.

De igual sorte, a Constituição do Estado de Minas Gerais, em seu art. 13, preceitua verbis:
“Art. 13 – A atividade de administração pública dos Poderes do Estado e de entidade descentralizada de sujeitarão aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência e razoabilidade.”
Cabe indagar, se a transferência para a 9ª RPM, considerada a situação familiar do Soldado é um ato administrativo revestido de razoabilidade e proporcionalidade?

Mas o que mais assusta nesta histórica, são os seguintes aspectos:

  • Primeiro: Nenhum Policial “faz bico”, por que deseja violar normas ou ser indisciplinado. A questão reside nos baixos salários, insuficientes para garantir a dignidade do policial e de sua família. Por que os nobres Comandantes não exigem do Governo, uma remuneração que permita ao policial dedicação exclusiva ao trabalho policial ou experimental viver uma mês na RMBH, com o vencimento líquido de um Soldado?
  • Segundo: Em diversos Estados do país, em face da remuneração insuficiente, foi oportunizado ao policial que precisar trabalhar em horário de folga, o pagamento de hora-extra ou por empenho em serviço extraordinário, como por exemplo, em policiamentos especiais e operações policiais. Em Minas Gerais o Policial trabalha, além da jornada, é de graça para o Estado. O Comando não trabalha pela regulamentação das horas extras ou do serviço extraordinário, em face do lobby de entidades que não aceitam criação de benefícios que não contemplam os militares inativos, sob a alegação de “quebra da paridade salarial”. Ao nosso cuidar, respeitadas as opiniões em contrário, regulamentar pagamento de hora-extra e serviço extraordinário, não se trata de quebra de paridade entre ativos e inativos, mas de: aumento de policia na rua, motivação para o trabalho, tirar o PM do bico de segurança, e, pagar ao profissional de segurança pública pelo serviço prestado, além da jornada semanal de 44 horas trabalhadas.
  • Terceiro: Em Minas Gerais, as atividades dos militares professores que ministram, aulas em cursos já são remuneradas, e as diárias de viagem funcionam como complemento de renda de muitos, mas para o policial de rua, não se oferece qualquer alternativa, a não ser uma tolerância velada como o “Bico”, mas, se der problema a transferência de Região, é a vingança inexorável da administração.
  • Quarto: Todavia, o que mais assusta não são abusos e as violações praticadas pelo Comando, mas a falta de ações efetivas das entidades representativas de classe e representantes dos policiais de base, que ainda não se mobilizaram para resolver esta questão. Até quando os direitos e garantias fundamentais dos policiais de base e seus familiares continuarão sendo violados impunemente?
Por derradeiro, esclarecemos que cópia deste manifesto, contendo a documentação que comprova os fatos relatados, serão encaminhados aos Órgãos/Pessoas com pedido de providências:

Governador do Estado de Minas Gerais
Secretaria nacional de Segurança Pública
Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
Deputado Estadual Sargento Rodrigues e Vereador Cabo Júlio
Ouvidor da Polícia;
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais;
Belo Horizonte, 26 de novembro de 2010.
Domingos Sávio de Mendonça
Assessor Jurídico da Ascobom
OAB/MG 111515

Fonte: Blog da Renata

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

44.215 vezes, meu muito obrigado!

Passado esse primeiro momento de tristeza e de dor, chega o momento de reflexão. Passei o dia de hoje refletindo e avaliando. Inicialmente, peço perdão por não ter atendido os centenas de telefonemas que recebi e as centenas de mensagens que ainda nao respondi. Saio desta campanha maior do que quando entrei.

Afinal fiz uma campanha sem dinheiro, sem apoio de nenhum prefeito e com o apoio de apenas dois vereadores da PM, dois grandes amigos, dois grandes irmãos. Foram 217 municípios visitados de carro, mais de 30 mil quilometros percorridos; destacamentos, pelotões, cia´s e batalhões. Visitei os locais mais distantes deste Estado de Minas Gerais que é quase do tamanho da França. Por onde andei , recebi carinho, atenção e respeito dos colegas.

Afinal, foi a campanha com menos recursos que ja fiz em minha vida, ressalvada, obviamente, após greve. Não comprei ninguém, não dei carro a ninguém, não pus gasolina para ninguém, não paguei por nada. Todos que distribuíram nosso material ou usaram nosso adesivo o fizeram por amizade. Fiz uma campanha falando a verdade, lutando contra as mentiras que nossos adversários contaram o tempo todo. Fiz uma campanha mostrando a realidade de nossa classe.

Reitero a revolta que sinto ao ver a nossa gloriosa Polícia Militar de Minas Gerais e o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, os melhores do Brasil, ganharem um salário menor que o dos Estados pobres e ganharem até menos do que o minúsculo Sergipe.


Em minhas viagens, vi policiais em destacamentos e pelotões trabalhando em locais caindo aos pedaços, esmolando gasolina de prefeitos, sendo humilhados ao ter que pedir uma peça de viatura para um, um maço de papel A4 para outro. Locais em que os colegas não tem um médico conveniado sequer para serem atendidos. Vi colegas trabalhando em uma escala arbitrária, estafante, covarde. Vi bombeiros trabalhando em incêndios, 48 horas e folgando 24 horas. Vi reformados reclamando de ter que andar 100 ou 200 quilometros para encontrar um médico.

Essa é a Polícia e o Bombeiro da realidade. Venderam mentiras e sonhos para nossa classe. Mas, o voto é livre, é democrático. Cada um escolhe quem desejar. Saio maior porque não mudei o meu discurso, não mudei de lado, nao deixei de mostrar os sofrimentos de nossos colegas. Lutei contra um governo que abandonou os reformados, iludiu os da ativa com uma política perniciosa construída sob penduricalhos e abonos.

Lutei contra um Comando que prepara um golpe contra os praças através da Carreira Jurídica. Vai chegar um momento em que vão defender aumento salarial somente para os oficiais e deixarem os praças de fora. E vão dizer: Não é aumento, é a carreira jurídica.

Os coronéis pediram votos para vários concorrentes, sejam militares, sejam paisanos, a idéia era dividir. Tinham medo de minha eleição. Sabem que eu não seria conivente com as covardias que fazem. Eles foram competentes, talvez eu não tenha sido. Mas eu continuo mesmo, lutando contra a covardia que a maioria deles fazem contra a tropa. Você não viu nenhum coronel pedindo votos para mim. Eu não mudei de lado. Você não me viu defendendo um governo ao qual eu lutei, queimei caixões, fiz passeatas. Isso se chama coerência.

Seria bom estar ao lado de uma campanha rica, com vários carros, muito dinheiro, com a máquina do meu lado. Mas eu seria contra tudo aquilo que reclamei, contra tudo que lutei em toda minha vida. Mas esqueceram que diferentemente de 2006, eu tenho mandato de vereador na capital. Não vão me calar, não vão me amedrontar. Vou honrar os 44.215 votos de amigos. Vou continuar minha saga ao mostrar a realidade e as covardias que acontecem.

Para mostrar que não estou brincando com meus ideais, de lutar contra as covardias, já estou preparando um ofício para todos os Comandantes de Unidade, para indagar-lhes se estão cientes de que estão cometendo improbidade administrativa ao permitir que uma entidade de direito privado, a UMMG (União dos Coronéis) tenha dentro dos quartéis salas usando recursos públicos (água, luz, telefone, espaço, etc). Será improbidade administrativa usar recursos públicos para uma entidade privada que cobra mensalidades? Vou cientificar cada membro do Ministério Público de cada cidade.

Isso é uma demonstração de que estou vivo, momentaneamente, abatido, mas jamais derrotado. Reafirmo minha luta pela família militar como sempre fiz durante todos esses 13 anos. A todos os amigos que estiveram comigo, ao CABO COELHO que começou esta jornada como companheiro e hoje é mais do que um amigo, um irmão; as centenas de pensionistas e reformados, aos colegas da ativa que vi nas ruas, e a todos que estiveram conosco, o meu muito obrigado.

Durante toda a campanha disse que precisava de 45 mil votos, faltaram apenas 1020 para a vitória. Fiz a minha parte. Lutei, andei, trabalhei. Se nossos ideais são nobres, já começamos a jornada, vitoriosos.

Vereador CABO JÚLIO
Líder do PMDB
Minas Gerais

Fonte: Blog da Renata

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