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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Asprase criará Núcleo para defender direitos dos militares

A Diretoria da Asprase estará criando nos próximos dias o Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (NDDH). O núcleo será um novo órgão da entidade, ligado à Diretoria de Assuntos Jurídicos, que terá como objetivos acolher denúncias de desrespeito aos direitos dos policiais e bombeiros militares, bem como atuar junto a outros órgãos para que estes mesmos direitos passem a ser respeitados.

A coordenação do NDDH ficará a cargo do sargento Antônio Carlos. Além dele, o próprio presidente da Asprase, sargento Anderson Araújo, e o diretor jurídico, cabo Adelino Neto, farão parte da composição inicial do núcleo.

Antônio Carlos, que é bacharel em Comunicação Social e atualmente acadêmico em Direito, já participou por duas vezes da Conferência Nacional de Direitos Humanos, representando a Asprase. Foi dele a ideia de criação do Núcelo de Direitos Humanos da entidade, que atuará com foco no público interno buscando a compreensão e apoio de órgãos externos.

Carlos explica que há uma visão equivocada de que Direitos Humanos é só para defender bandido, e que a ideia do Núcleo é combater essa visão trabalhando em defesa de uma classe que para ele também se encaixaria perfeitamente no conceito de grupos vulneráveis: os policiais e bombeiros militares, e mostrando a outros grupos de defesa dos Direitos Humanos que os profissionais dessas duas classes também merecem especial atenção.

Para o sargento Araújo, o núcleo será uma ferramenta importantíssima a ser explorada pela diretoria da Asprase. "Direitos pelos quais lutamos há muito tempo, como a definição de uma carga horária justa e a obediência ao princípio da presunção da inocência, por exemplo, estão previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos", lembra Araújo, afirmando que esses direitos serão cobrados pela classe.

O diretor de assuntos jurídicos, Adelino Neto, disse que órgãos e comissões de Direitos Humanos serão informadas acerca da criação do núcleo, e que a diretoria da entidade irá buscar o apoio desses organismos para que o trabalho possa ser bem sucedido.

Segundo o sargento Araújo, a criação do órgão é mais uma ideia que está sendo colocada em prática visando melhorar o trabalho da Asprase. Ele informou que após a publicação da Portaria que criará o NDDH será feita a divulgação junto aos militares sobre como encaminhar denúncias e sugestões para orientar o trabalho do núcleo.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Militares da Bahia deflagram movimento "Polícia Legal"

Os policiais militares da Bahia deflagraram ontem, 10, o movimento "Polícia Legal", inspirados no movimento "Tolerância Zero", feito pelos policiais e bombeiros militares de Sergipe de janeiro a junho deste ano.

Como fizeram os sergipanos, os militares da Bahia pretendem cumprir rigorosamente o que manda a lei. Eles vão exigir o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como coletes balísticos e armas para irem às ruas. Também pretendem seguir o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que exige que os condutores de veículos de emergência, a exemplo das viaturas policiais e dos bombeiros, possuam curso específico.

Na primeira assembleia dos militares baianos, os presidentes da Asprase, sargento Araújo, e da ASSPM, sargento Prado, juntamente com o cabo Adelino, diretor de comunicação da Asprase, estiveram em Salvador para conversar com lideranças da categoria sobre a experiência do movimento dos PMs sergipanos. Eles também manifestaram apoio e solidariedade aos companheiros da co-irmã PMBA.

Apesar de a luta iniciada pelas associações de praças e oficiais da Bahia terem o objetivo de beneficiar toda a classe, há grande resistência do Comando da PM e do próprio Governo do Estado.

Leia abaixo algumas matérias da imprensa baiana relacionadas ao movimento "Polícia Legal".

MOVIMENTO POLÍCIA LEGAL É INICIADO HOJE (10)

O movimento ''Polícia Legal'', formado por 33 associações de praças e oficiais da Polícia Militar (PM), confirmou o início das mobilizações da categoria nesta segunda-feira (10), a partir das 7h, por tempo indeterminado.

Aconteceram reuniões durante todo o final de semana com o comando da PM, mas não houve acordo sobre as reivindicações salariais.

O Governo do Estado considera o policiamento dentro da normalidade. Durante toda a manhã, o comandante-geral Cel. Nilton Mascarenhas visitou pessoalmente os batalhões e companhias independentes para garantir a segurança nas ruas da capital. No interior do estado a situação é considerada tranqüila.

Fonte: Tribuna da Bahia

POLICIAIS MILITARES ADERAM PARCIALMENTE À OPERAÇÃO PADRÃO

Governador e comando da PM montaram plano de contingência para garantir segurança na cidadePoliciais militares deram início, na manhã desta segunda-feira, 10, à operação padrão denominada "Polícia Legal", o que significa que eles pretendem seguir à risca a Constituição Federal, que estabelece o uso de armamento adequado, coletes à prova de balas dentro do prazo de validade, além de curso específico para dirigir viaturas de emergência.

A reportagem de A Tarde circulou pelas ruas da cidade e constatou que a adesão ao movimento não é completa, já que parte dos policiais permaneceram dentro das unidades, enquanto outros alegaram ter saído às ruas sob pressão do comando da PM. A Constituição Federal impede que policiais militares façam greve. "Se negar a trabalhar é aderir à greve", disse o governador Jaques Wagner, em entrevista à uma emissora de TV nesta manhã.

Alunos do curso de sargento e cadetes da PM saíram às ruas em substituição aos policiais que aderiram ao movimento da categoria, conforme previsto em plano de contingência definido na noite de domingo pelo comando da PM e pelo governador Jaques Wagner. Logo no início da manhã, antes de sair para realizar o policiamento ostensivo, um estudante da escola de Oficiais da Polícia Militar (PM) atirou acidentalmente na própria mão e na perna de um colega, nas dependências da Vila Policial Militar do Bonfim.

O aluno, que não teve o nome revelado, manuseava uma pistola ponto 40, quando a arma disparou. Os dois foram levados para o Hospital Agenor Paiva e não correm risco de morte. De acordo com a polícia, os alunos nunca tinham manuseado esse tipo de arma, que possui uma dispositivo de trava diferente.O presidente da Associação de Praças e Soldados da PM, Marcos Prisco, disse que os policiais estão nos postos, mas que não vão para rua. De acordo com ele, só vai sair quem estiver com condições e equipamentos apropriados.

Negociação - O governador Jaques Wagner disse ainda, em entrevista à TV, que está aberto à negociação com os Policiais Militares. "Ofereço de um lado o diálogo aberto, mas cobro o respeito à ordem militar e à hierarquia". Wagner argumentou que já abriu licitação para aquisição de armamento, coletes e viaturas e que o comando da PM iniciou o processo para a realização de cursos de direção de carros de emergência, necessário para conduzir as viaturas e que os policiais alegam não possuir. O governador disse ainda que o curso tem duração de 15 dias e já pode ser iniciado na próxima semana.

"Com relação à estrutura salarial é um processo mais longo", disse, acrescentando que há possibilidade de aumentar a remuneração dos policiais, mas que isso "requer um tempo de negociação".

Força Nacional de Segurança - “Utilizaremos nossas próprias ferramentas e, somente se necessário, recorreremos à Força Nacional de Segurança”, informou o assessor de comunicação do governo do Estado, Ernesto Marques. Segundo ele, já houve um contato entre o governador Jaques Wagner e o ministro de Justiça, Tasso Genro, que colocou à disposição um contingente ainda não definido. Marques ressaltou que houve ganhos para a corporação, mas admitiu que nem todas as exigências podem ser cumpridas por imposição dos limites orçamentários.

E garantiu que o governo não vai dialogar caso o movimento seja deflagrado. “Iniciado o movimento encerram-se as negociações”, enfatizou. Interlocutor entre a União das Associações de Policiais e o governo, o deputado Capitão Tadeu (PSB), afirmou que haverá redução do policiamento. “A estimativa é que a operacionalidade da PM na prevenção e repressão seja reduzida em 50%”, completou o parlamentar, que é capitão reformado da PM.

Fonte: Jornal a Tarde

COMANDO-GERAL DA PM AFIRMA QUE AMPLIOU POLICIAMENTO NAS RUAS NESTA TERÇA

Em mais um dia de expectativa da população a respeito do policiamento ostensivo nas ruas de Salvador, o comando-geral da PM garantiu que o número de carros na rua até aumentou em relação à véspera. "As viaturas e os policiais estão nas ruas, os terminais de ônibus estão sendo cobertos, a capital e o interior vivem um clima de tranquilidade", afirma o diretor de Comunicação Social da PM, coronel Sebastião Nascimento, garantindo também o efetivo normal para o jogo Bahia x Ponte Preta, às 21h, em Pituaçu.

Pela manhã, a reportagem de A TARDE percorreu quartéis de grupos especializados da PM - Rondesp, Operação Gêmeos e Rondas Metropolitanas (Rome) - e encontrou militares parados, seguindo o protesto 'Polícia Legal'. Na orla de Salvador, só avistou seis policiais entre Pituaçu e Barra. Nas ruas do Iguatemi Bonocô e Dendezeiros, não localizou policiamento ostensivo.

Aprendizes - Após protestos de pais de cadetes da PM do Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar, na manhã desta terça-feira, 11, o comando da PM decidiu não colocar os cadetes na rua neste segundo dia do movimento "Polícia Legal". Eles se comprometeram com os manifestantes a permitir que apenas estudantes do terceiro ano do curso façam o policiamento nesta quarta, 12 e, ainda assim, supervisionados por policiais formados. A mesma determinação será seguida para os participantes do curso para sargento.

Os pais foram recebidos pelo comando-geral da PM e pediam que seus filhos não fossem para rua substituir o efetivo de policiais militares que aderiram à operação padrão da categoria. De acordo com os manifestantes, os alunos do segundo ano praticaram apenas 10 disparos e os do terceiro ano não estão preparados para fazer o policiamento ostensivo a pé.

O plano de contingência do governo do estado e da PM previa a saída às ruas de 300 cadetes e 500 alunos para formação de sargentos. Nesta segunda-feira, 10, dois estudantes se feriram quando se preparavam para ir para a rua. Um dos alunos manuseava uma pistola 40, que nunca tinha usado, quando esta disparou, atingindo o próprio estudante e um colega.

Inconstitucional - Especialistas em Direito Constitucional entrevistados por A TARDE disseram que o movimento se configura como greve e portanto seria ilegal. As Associações representativas dos policiais militares dizem que o efetivo só vai trabalhar seguindo a legislação à risca, portanto, não vão sair com coletes à prova de balas vencidos e armamento inapropriado, além de dirigir viatura sem curso para conduzir veículo de emergência, conforme previsto pelo Código de Trânsito Brasileiro.

O Detran anunciou o início do curso para esta quarta, 12. A primeira turma vai atender cerca de 150 policiais e terá carga horária de 50 horas/aula. Neste período, os militares vão ter aulas de Legislação de Trânsito, Direção Defensiva, Noções de Primeiros Socorros, Respeito ao Meio Ambiente e Convívio Social no Trânsito e Relacionamento Interpessoal.

O governador Jaques Wagner disse, nesta terça, no programa de rádio Conversa com o Governador, que está aberto ao diálogo. "Nós podemos conversar, negociar, ir progredindo dentro da corporação. Agora, não podemos abrir mão da autoridade. A sociedade baiana espera e aguarda – porque a sociedade é quem paga o salário de todos eles – que os policiais não neguem a segurança tão esperada pela população".

O governador diz que vai atender as reivindicações da categoria de curso para dirigir viaturas, ampliação do contingente, aquisição de mais carros e motos, melhorias de infra-estrutura, mas deixa em aberto se vai acatar o pedido de reajuste do salário dos militares de R$1,7 mil para R$4 mil, como pede a categoria.

Fonte: A TARDE On Line

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Policiais Militares da Bahia deflagram movimento por melhores salários

Diretores da Asprase participaram da assembleia a convite de lideranças da PMBA

PM's lotam Clube dos Bancários em Salvador para reivindicar melhores salários 

Na manhã desta quinta-feira, 23, os policiais militares do Estado da Bahia realizaram assembleia geral unificada da categoria, dando início à mobilização por melhores salários. A assembleia aconteceu no Clube dos Bancários, em Salvador, que ficou lotado pelos milhares de militares que lá compareceram.

Os PM's se deslocaram de diversos municípios do interior baiano. Em caravanas, policiais de Feira de Santana, Ilhéus, Itaberaba, Itabuna, Camaçari, Paulo Afonso e de tantas outras cidades, foram até a capital baiana atendendo ao chamado das associações da classe e do deputado estadual Capitão Tadeu (PSB), que também está à frente do movimento.
Deputado Capitão Tadeu conversa com militares sergipanos

Inspirados pela luta dos militares de Sergipe, que realizaram o Movimento Tolerância Zero, a PM baiana pretende deflagar o Movimento Polícia Legal, com o lema "Pela lei, com a lei e dentro da lei". Cartilhas explicativas do movimento foram distribuídas com os policiais, a fim de que todos tomassem conhecimento das propostas apresentadas ao governo e de como os militares deverão se comportar caso o movimento seja mesmo deflagrado.

A convite da ASPRA Bahia e do diretor de mobilização política da Anaspra (Associação Nacional de Praças), Marco Prisco, o presidente da Asprase e diretor de intercâmbio da Anaspra, sargento Araújo, o diretor de comunicação da Asprase, cabo Adelino, e o presidente da ASSPM/SE, sargento Prado, estiveram em Salvador para manter intercâmbio com os colegas baianos e falar a respeito de como se deu o movimento ocorrido em Sergipe.

Sargento Araújo prega união da classe como ponto fundamental para atingir os objetivos

O que se percebeu foi que o movimento feito em Sergipe acabou se tornando um referencial para a PMBA, bem como para policiais de outros estados. Os militares de Sergipe não só fizeram uso da palavra e foram aplaudidos pela massa que tomou o Clube dos Bancários, como foram também procurados pela imprensa local para conceder entrevistas falando sobre a experiência vivida pelos integrantes da PMSE.

Sargento Prado concede entrevista à TV Bahia, afiliada da Rede Globo

Em seus discursos, os sargentos Araújo e Prado enfatizaram a necessidade da união das associações entre si, como também de toda a classe. Eles conclamaram os PM's a confiarem nas associações, respaldarem o movimento e a manterem a postura firme até o fim, agindo sempre sob o abrigo da lei e conquistando o apoio da sociedade.

Semelhanças

Na Bahia, como em Sergipe, um dos motivos da revolta dos militares foi o reajuste concedido pelo governo à Polícia Civil, que segundo informações foi de 54%, enquanto que os militares nada receberam de aumento salarial. Além disso, as péssimas condições de trabalho em muitos locais, a falta de equipamentos de proteção individual (EPI), entre outros problemas, acentuaram a indignação da classe. Some-se a isso o elevado número de mortes de policiais militares nos últimos meses e está aceso o pavio da bomba.

Anistia

Outro ponto reivindicado pela classe é a anistia e reintegração de policiais militares que foram demitidos devido à sua atuação nos movimentos reivindicatórios de 1991 e 2001. Eles lembram que a anistia administrativa dos PM's punidos na greve de 2001 foi uma das promessas de campanha do atual governador Jaques Wagner (PT). Entre estes PM's está o soldado Marco Prisco, diretor da Anaspra, demitido desde 2001 e ainda aguardando a reintegração, que para boa parte dos militares já foi concedida, restando ainda oito PM's.

O ex-Soldado Marco Prisco, mesmo demitido, permanece na linha de frente nas lutas da classe

Governo sinaliza com negociação

A realização da assembleia dos militares repercutiu no Estado e diante da força demonstrada pelos policiais já no início do movimento, o governo decidiu marcar para a tarde de hoje, 23, uma reunião entre as associações, o Comandante Geral e os secretários de Estado da Administração e de Relações Institucionais, a fim de iniciar a negociação com a classe.

Diante de tal sinalização, a classe resolveu aguardar mais uma semana para ver se o governo atende a classe, mas já deixaram uma nova assembleia marcada para o próximo dia 31 de julho, sexta-feira, na qual, a depender do resultado da negociação, poderá ser deflagrado o movimento Polícia Legal, que pode ser iniciado com a parada das viaturas operacionais, como ocorreu em Sergipe, já que os motoristas da PMBA alegam estar na mesma situação que os sergipanos em relação ao previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que exige curso específico para a condução de veículos de emergência. Os PM's baianos reivindicam um salário de R$ 4.000,00 reais para os soldados da Corporação.

Sargento Araújo, Agnaldo Pinto (APPM/BA), José Dias (ASPOL/BA), sargento Prado e cabo Adelino.


Sargento Araújo, Marco Prisco (Aspra/BA e Anaspra), cabo Adelino, sargento Prado e o major Sílvio Correia (Força Invicta).

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Asprase inicia trabalho de expansão da entidade

Associação começa a estabelecer representações no interior do Estado


Durante visita realizada à região do Baixo São Francisco nesta sexta-feira, 17, diretores da Asprase estiveram conversando com vários policiais militares nas delegacias da região e nos órgãos militares. A visita foi realizada pelo diretor de comunicação da Asprase, Adelino Neto, e pelo presidente da entidade, sargento Anderson Araújo.

Além de visitar algumas delegacias, os representantes da associação estiveram também na sede do 2° BPM, em Propriá, e na 2ª Cia do 2° BPM, em Neópolis. Durante quase toda a manhã eles permaneceram na delegacia de Santana de São Francisco, onde foram verificar in loco o estado das instalações depois de passarem por Propriá.

Sargento Araújo esclarece dúvidas e dá informações aos militares em Neópolis

No início da tarde Araújo e Adelino visitaram a sede da 2ª Companhia, na cidade de Neópolis, onde conversaram com os militares, esclareceram dúvidas e falaram sobre o trabalho da associação. Araújo fez questão de ressaltar o importante papel que as associações e a classe tiveram durante a recente luta com o governo, afirmando que a união de todos, especialmente das associações entre si, foi preponderante para se alcançar o resultado obtido.

Ele destacou que ainda há várias lutas por vir e que para os objetivos serem alcançados é preciso que as entidades que já demonstraram compromisso com a classe estejam fortalecidas. Para o presidente da Asprase é importante que cada militar analise o trabalho das associações, faça sua opção e se associe àquela entidade que mais lhe agrade, mas é imprescindível que as entidades que lutaram pela classe contem também com o apoio da categoria para que se tornem cada vez mais fortes.
Com esse pensamento e tentando preencher uma lacuna há muito existente, a Asprase iniciou hoje seu trabalho de expansão para o interior do Estado. “Há muito somos cobrados pelos companheiros do interior, já que as associações são sediadas na capital e o acesso dos associados aos serviços dessas entidades se torna difícil. Pensando nisso idealizamos a criação de representações, que serão exercidas por militares no interior do Estado e até na capital, os quais serão o elo entre a Asprase e os sócios de cada região interiorana, bem como das Companhias ou BPMs conforme o caso”, declarou o sargento Araújo.
Policiais militares ficaram satisfeitos com visita da Asprase

A primeira representação estabelecida pela Asprase será sediada na cidade de Neópolis, onde a entidade estará representada pelo sargento Benaldo e pelo soldado Johellyson, que ficarão responsáveis pela divulgação do trabalho da entidade junto aos militares da região. Estes militares serão preparados pela Asprase para dar suporte aos associados e por angariar novos sócios, procurando facilitar para eles o acesso aos serviços oferecidos pela entidade.

Ao centro, da esquerda para a direita, o soldado Johellyson e o sargento Benaldo, novos representantes da Asprase em Neópolis e região

O sargento Benaldo e o soldado Johellyson são profissionais bem quistos por seus companheiros e demonstraram alegria em poder contribuir para o crescimento da associação. A Asprase pretende realizar o mesmo trabalho em outros municípios sergipanos e está de portas abertas a todos os associados e militares simpatizantes da entidade que desejem representá-la em sua região.

Diretores da Asprase visitam policiais militares do Baixo São Francisco

Delegacia de Santana do São Francisco está em estado deplorável

Representantes da Asprase visitaram os policiais na delegacia de Santana

O presidente da Asprase, sargento Araújo, e o diretor de comunicação da entidade, cabo Adelino Neto, passaram toda esta sexta-feira, 17, visitando policiais militares que trabalham na região do Baixo São Francisco. Eles tomaram conhecimento das condições extremamente precárias nas quais trabalham os policiais militares da 2ª Companhia do 2° Batalhão da Polícia Militar, lotados no município de Santana do São Francisco, e decidiram ver de perto a situação.

Antes de ir a Santana, o sargento Araújo já havia encaminhado ofício ao Comandante Geral da PM, coronel Pedroso, e ao secretário de Segurança Pública, Dr. João Eloy, informando a situação, inclusive com fotos das instalações da delegacia, que não oferece as mínimas condições de trabalho para os militares. No ofício o presidente da Asprase solicitou o agendamento de uma reunião para tratar do assunto e pediu às citadas autoridades que adotassem medidas quanto ao problema.
Mato em frente à delegacia denuncia o estado de abandono

Na delegacia, toda a situação relatada foi confirmada. Banheiros sem condições de uso, um deles sem ter sequer uma porta; armas guardadas em local inseguro; alojamento que não oferece a mínima segurança para o descanso do policial, já que no lugar da janela, há uma escora feita com uma porta de madeira; porta sem fechaduras; carceragem em péssimas condições, etc... Enfim, uma instalação totalmente incapaz de receber policiais, presos e cidadãos em busca de apoio policial.
Alojamento dos policiais não oferece a mínima segurança

Na delegacia não há sequer um policial civil, fato comum nas delegacias da região, à exceção de Neópolis e Pacatuba, onde segundo informações dos próprios PM’s ainda há policiais civis. A responsável pela delegacia de Santana do São Francisco é a delegada de Neópolis, cidade para onde são encaminhadas todas as ocorrências do pequeno município. A delegada não dá expediente em Santana devido à falta de condições para desempenhar seu trabalho.

Da Polícia Civil, só restou o emblema na porta da delegacia

O problema de Santana do São Francisco não é novo. Conforme informou o 2° Sgt Benaldo, comandante do DPM (Destacamento Policial Militar), o fato já foi informado ao juiz da Comarca de Neópolis e há alguns dias a promotora da Comarca esteve visitando a delegacia, mas até agora nada de concreto foi feito. Este Blog também já denunciou o fato (clique aqui para acessar a matéria), mostrando as fotos que comprovam a situação de abandono em que se encontra a delegacia do município

Ilha das Flores

Em Ilha das Flores a história não é muito diferente. Todas as ocorrências são encaminhadas para Brejo Grande, onde trabalha a delegada que responde pelos dois municípios. Na delegacia de Ilha, a situação é parecida com a de Santana do São Francisco. Lá foi constatado que há uma fossa estourada há tempos, sem que nunca tenha sido providenciado o reparo necessário.

Insalubridade: Fossa continua estourada na delegacia de Ilha das Flores

Para tomar banho, os policiais precisam ficar de pé sobre dois tijolos para que a água que retorna do esgoto não atinja seus pés. Um PM que trabalha na delegacia informou que ao usar o banheiro e dar a descarga, a água que desce do vaso sanitário retorna junto com seus dejetos pelo ralo do box.
Em Ilha das Flores o fogão da delegacia só tem um queimador para cozinhar

Em Brejo Grande também não há policiais civis na delegacia, exceto quando a delegada se faz presente no município acompanhada destes policiais. Segundo informações, a delegada de Brejo Grande teria dito que não trabalha na delegacia de Ilha das Flores enquanto não forem providenciadas reformas que possam lhe garantir condições de trabalho.

A posição das duas delegadas, tanto de Neópolis quanto de Brejo Grande está correta. Errada está a Polícia Militar em permitir que seus profissionais atuem em ambientes insalubres e inseguros como as citadas delegacias. Ao se recusarem a trabalhar nestas delegacias, ou ao impedir que seus comandados trabalhem nestes locais, as delegadas estão exercendo o direito de exigir que o Estado lhes ofereça condições dignas de trabalho, e cumprindo o dever de defender os interesses daqueles que lhes são subordinados.

Já está na hora da PM aprender esta lição e passar a agir da mesma forma, pois se essas delegacias são ambientes insalubres para os policiais civis, por que não o são para os policiais militares? É preciso dar um basta nessa situação e em tantas outras semelhantes que se espalham por nosso Estado.

domingo, 1 de março de 2009

Diretoria da Asprase inicia nova gestão


Neste sábado, 28 de fevereiro, iniciou-se a gestão da nova Diretoria da Asprase. Eleitos em 28 de novembro do ano passado, os novos diretores assumiram o cargo para a gestão 2009-2013. O Sgt Araújo permanece na presidência da entidade e o Sgt Prado na vice-presidência. O Sd Reginaldo Virgínio assume a Secretaria Geral e aos três compete a nomeação dos demais diretores. Dois já foram indicados, o Cb Adelino assume a Diretoria de Comunicação e o Sd Santos Júnior é o Diretor Social. No Conselho Fiscal, além do Cb Maurício, eleito presidente do CF, estarão os soldados Clewton e Gomes.

Segundo o Sgt Araújo, a idéia é trabalhar pelo crescimento da entidade. Porém, diante da possibilidade real de unificação com a Associação de Subtenentes e Sargentos, ele pretende canalizar esforços para concretizar a unificação. "Temos muitas idéias inovadoras para pôr em prática, mas queremos em primeiro lugar resolver a questão da unificação. Com isso resolvido fica mais fácil de trabalhar. Poderemos transformar nossas idéias em projetos e metas. Isso nos ajudará a construir uma entidade forte e com potencial para crescer a cada dia", disse Araújo confiante no projeto de unir a Asprase e a ASSPM, que será presidida pelo Sgt Prado a partir do próximo dia 06 de março.

A solenidade de posse foi simples e objetiva, e ocorrreu no Auditório da Acadepol. Segundo os sargentos Araújo e Prado, após a concretização da unificação das duas associações a intenção é realizar um evento festivo em comemoração ao fato, onde a nova entidade será apresentada aos associados e ao público em geral.

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