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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Marco Prisco: "Comando da unidade proíbe uso de banheiro por praças"


Os policiais da 2º CIPM sofrem constrangimento ilegal no ambiente do trabalho. Um de apenas três banheiro da unidade, diga de passagem o único de melhor condição de uso, que anteriormente era usado por todos da companhia, agora só pode ser usado por oficias. A recente decisão indignou os militares que denunciaram a segregação ao deputado estadual soldado Prisco. “Não vamos permitir que atitudes como esta permaneçam no ambiente militar" . Depois alguns dizem que nos que pregamos a SEGREGAÇÃO, ou que ela não existe. "Nós somos policiais independentes da graduação. Pregamos a união de todos!"

Fonte: Facebook Soldado Prisco

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Cabo Lotin: Anaspra faz campanha pela aprovação de projeto que extingue pena de prisão disciplinar

Cabo Lotin, Subtenente Eliabe, Marco Prisco, Subtenente Gonazaga

O Presidente da Anaspra Elisandro Lotin e lideranças de praças de várias regiões do Brasil (APRASC - Santa Catarina, Aspramece - Ceará, Aspra de São Paulo, ASSPMBMRN - Rio Grande do Norte, ASPRAMAT - Mato Grosso, Aspra da Bahia e a Aspra de Minas Gerais) estiveram no Congresso Nacional, durante os dias 15 e 16 de agosto, para lutar pela votação imediata da proposição legislativa que extingue a pena de prisão disciplinar para os militares estaduais.

Foram feitas reuniões com vários senadores nos gabinetes e nos corredores. E, nesses contatos, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB) garantiu, em uma conversa pessoal com as lideranças da Anaspra, que o projeto será colocado em votação entre os dias 21 e 25 de agosto.

A iniciativa é do deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG) - nomeada como Projeto de Lei Nº 7.645/2014, na Câmara dos Deputados, e Projeto de Lei nº 148/2015, no Senado Federal - já foi aprovada na CD e nas comissões do SF, e já consta na Ordem do Dia. Falta agora, apenas, ser colocada em votação.

"Foram dois dias de intenso trabalho, em um esforço conjunto das entidades filiadas à Anaspra, para conversarmos com os senadores a fim de colocar o PLC 148 em votação, uma proposta que dá dignidade aos policiais e bombeiros militares, em especial os praças", avaliou o cabo Lotin, presidente da Anaspra e diretor da Aprasc (Santa Catarina).

"Esse projeto começou em 2014, fizemos várias inserções e ele passou pelos trâmites na Câmara e no Senado e agora está pronto para ser colocado em votação. E depois vamos também ter muito trabalho para ter a sanção e a promulgação do presidente da República."

A Anaspra conclama as entidades filiadas a irem à Brasília, na próxima semana, e à se engajarem na campanha para fazer aprovar o projeto de lei que extingue a pena de prisão disciplinar, bem como conclama todos policiais e bombeiros e mandarem mensagens aos senadores votarem favoráveis à essa proposta.

“Foi uma vitória muito importante, e esperamos que da próxima vez todos venham à Brasília para participar e fazer essa cobrança”, avaliou o deputado estadual soldado Prisco e presidente da Aspra/Bahia.

Cidadania

“O fim da prisão disciplinar significa proporcionar cidadania ao militar estadual. O mecanismo da prisão tira a dignidade do profissional de segurança pública policial e bombeiro militar, além de favorecer o assédio moral dentro das instituições”, acredita o subtenente Eliabe Marques, que além de presidente da ASSPMBMRN é vice-presidente da Anaspra.

De acordo com ele, a revogação da prisão disciplinar em âmbito nacional favorece a extinção dos Regulamento Disciplinar dos militares estaduais e, por consequência, abre caminhos para a criação dos Códigos de Ética dos militares estaduais.
  
Morte de policiais

As lideranças também trataram de outra questão de grande interesse dos praças do Brasil: a morte de policiais pelo país afora. Em uma conversa com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, foi apresentada a revolta e a indignação da categoria em relação à essa situação de calamidade para a vida dos agentes da segurança.

"Queremos que o governo federal institua políticas públicas de proteção aos profissionais, tanto do ponto de vista da parte financeira, como de condições adequadas de trabalho - com equipamentos e pessoal suficientes. É uma necessidade em função desse número absurso de morte de policiais no Brasil", cobrou Lotin ao Ministério.

Como membro efetivo do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp), o presidente da Anaspra insistiu com o ministro para convocar uma reunião do colegiado e colocar o tema - a morte de policiais - como pauta prioritária.

Outros temas

A Anaspra também acompanhou a aprovação do Projeto de Lei 2876/2015 de iniciativa deputado Subtenente Gonzaga que tipifica o assédio moral no Código Penal Militar, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. 

Fonte: Anaspra

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Mensagem do deputado estadual baiano Marco Prisco sobre medidas cautelares impostas pela Justiça Federal




Meu presente de Natal e para toda a minha família foi o pior possível. Veja o que disse um promotor do MPF (Ministério Público Federal) sobre minha pessoa: "Sua desenvoltura na pratica criminal é um caso de ESTUDO ACADÊMICO à sociedade baiana...” Meu Deus! Um verdadeiro absurdo! Resolvi externar aqui tal aflição, pois, minha família ao lê tamanha aberração teve a pior sensação possível no dia do Natal. Mais uma falsa acusação sobre minha pessoa. Me compararam a um criminoso de alta periculosidade.

Diante disso me pergunto: “Em que país nós estamos? Onde um trabalhador, um sindicalista, um pai de família que apenas está lutando de forma pacífica e ordeira em prol de uma causa para melhorias de milhares de trabalhadores é taxado desse jeito?” Esse promotor me conhece de verdade para falar isso de mim? Deus tenha misericórdia dessa pessoa e o abençoe sempre. Ele não tem noção alguma do mal que causou à minha família durante a noite de Natal.

Graças ao nosso bom e eterno Deus vamos continuar orando por vocês promotores e pedindo a Deus que “abram suas mentes” e permitam enxergar o mundo real. Estamos vivendo em uma verdadeira ditadura sem precedente nesse país! Deus abençoe a todos, pois, esse mesmo Deus que eu creio e sigo fielmente sabe o quanto estou de consciência limpa e livre. Os humilhados serão sempre exaltados!

Att,

Soldado Prisco

terça-feira, 28 de abril de 2015

Bahia: Desmilitarização da Polícia é tema de audiência pública na Assembleia Legislativa

A proposta de desmilitarização da polícia no Brasil foi tema de uma audiência pública promovida nesta terça-feira (28) pela Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia.

Presença do deputado estadual Marco Prisco

De acordo com o presidente do colegiado, deputado Marcelino Galo (PT), o objetivo do encontro foi avaliar uma nova arquitetura para o sistema de segurança pública do país sob o olhar da Proposta de Emenda Constitucional 51, que tramita desde 2013 no Congresso Nacional.

Ela altera modelo de segurança pública vigente, convertendo as polícias Militar e Civil em uma só, de natureza civil. “Reestruturar o modelo de segurança pública no país a partir da desmilitarização do modelo policial é fundamental para que possamos fortalecer, não só o combate ao crime organizado, mas também a polícia cidadã com sua profissionalização. A militarização é resquício da ditadura militar em nosso país, chegou ao seu limite e não há, portanto, justificativa para tê-la nesse formato. A desmilitarização da polícia não significa desarmá-la, nem desequipá-la”, afirmou Galo, ao considerar que o Estado terá mais eficiência no combate à criminalidade com os policiais organizados em carreira única e os estados com autonomia para estruturar os órgãos de segurança a partir de suas necessidades territoriais.

Participaram da audiência o professor João Apolinário, do mestrado de segurança pública da UFBA, Misael França, ex-policial, professor universitário e advogado criminalista, representantes Sindicatos dos Policiais Federais do Estado da Bahia (SindPol) e dos Sindicatos dos Investigadores do Estado da Bahia, estudantes de direito, professores, policiais, o Grupo de Trabalho sobre segurança pública e a sociedade civil interessada no assunto.

Fonte: TV do Servidor Público Bahia

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Governo continua contra a reintegração do soldado Prisco

Depois de comandar duas greves na Polícia Militar da Bahia, em 2001 e este ano, o soldado do Corpo de Bombeiros, Marco Prisco é protagonista em uma verdadeira guerra travada com o governo do estado. No dia 2 de julho o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Aires Brito, manteve a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia e determinou a reintegração do militar. Porém, mais uma vez, o governo entrou com um agravo. Vale lembrar que o TJ já determinou a reintegração de Marco Prisco por três vezes.

Fonte: Perfil do Facebook do Soldado Marcos Prisco

sábado, 24 de março de 2012

Solto líder dos PMs que invadiram Assembleia

Apontado como principal líder da greve promovida pela Polícia Militar na Bahia, no início de fevereiro, o ex-soldado Marco Prisco foi solto ontem, após passar 44 dias detido e isolado em Salvador. A 2.ª Vara Criminal acolheu pedido de habeas corpus. Prisco liderou a ocupação, por PMs grevistas, da Assembleia Legislativa da Bahia. O prédio foi isolado pelo Exército até a desocupação, em 9 de fevereiro, quando o ex-PM foi preso. Prisco responde por formação de quadrilha, roubo de patrimônio público e incitação à violência.

Fonte: Exército

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Após desocupação da Assembleia, PMs decidem manter greve

Em assembleia realizada no Sindicato dos Bancários, no Centro de Salvador, os policiais militares decidiram manter a greve da categoria, que chega ao 10ª dia nesta quinta-feira (9). A decisão foi tomada após a desocupação da Assembleia Legislativa da Bahia e prisão do líder do movimento grevista, Marco Prisco, na manhã de hoje.

Os PMs decidiram ainda que só vão encerrar o movimento depois que o Governo garantir o pagamento da Gratificação por atividade Policiail IV (GAP IV) em março deste ano e revogar as prisões que foram decretadas pela Justiça baiana para 12 policiais militares.

Os grevistas decidiram ainda que uma nova assembleia acontecerá às 16 horas no sindicato dos bancários, nos Aflitos, caso o Governo não atenda aos pedidos feitos pela categoria.

Na manhã de hoje, foram presos Marco Prisco, líder do movimento e presidente da associação que deu início à greve, e o policial Antonio Paulo Angelino. Segundo o Exército, Prisco exigiu que ambos deixassem a Casa pelos fundos para que o acordo de desocupação fosse fechado.

Antes da prisão de Prisco, ainda durante a madrugada, outros policiais militares amotinados e familiares começaram a deixar o prédio da Assembleia. Ônibus estacionados ao lado da Casa Legislativa transportaram os cerca de 300 policiais e familiares que estavam no prédio desde 31 de janeiro. A informação de que a ocupação chegaria ao fim foi divulgada pelo advogado do grupo, Rogério Andrade, ainda na madrugada.

Outras prisões
O sargento Elias Alves de Santana, dirigente da Associação dos Profissionais de Polícia e Bombeiros (Aspol) e um dos líderes do movimento grevista da Polícia Militar baiana, foi preso pela Polícia Federal ainda na terça-feira (7), quando a Assembleia estava ocupada.

No domingo, Alvin dos Santos Silva, policial militar lotado na Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (COPPA), foi preso sob a acusação de formação de quadrilha, incitação à violência e roubo de patrimônio público.

Uma policial militar foi presa ontem pela Polícia Federal por ter conspirado para invadir o Batalhão de Guardas da Polícia Militar, que fica no Complexo Penitenciário de Mata Escura. Ela não estava na lista de 12 militares acusados de liderar o movimento grevista.

Fonte: Correio24horas

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Dirigente da Aspra, que representa PMs grevistas, é preso na Bahia

Governo informa que ele representa um dos 12 mandados de prisão.
Prisco diz que dirigente não estava acampado na Assembleia Legislativa.

Um soldado da PM e dirigente da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares do Estado Bahia (Aspra) foi preso na madrugada deste domingo (5), segundo o governo do estado, e encaminhado a sede da Polícia do Exército, na Avenida Paralela, em Salvador.

O PM é lotado na Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (COPPA). Segundo o governo, ele é suspeito de formação de quadrilha e roubo de patrimônio público, referente à retenção das viaturas.

A prisão dele é a primeira cumprida dos 12 mandados de prisão expedidos pela Justiça da Bahia contra integrantes do movimento grevista. De acordo com o governo, as outras 11 prisões devem ser executadas durante este domingo.

O presidente da Aspra, Marco Prisco, informa que o soldado, apesar de ser dirigente da associação, não estava acampado na Assembleia Legislativa e trabalhava no momento em que foi preso. Prisco diz que ele é auxiliar do major Nilton Machado e que, por isso, não teria paralisado as atividades. Já o governo do estado relata que foi o próprio major que efetuou a prisão. Prisco afirma ainda que foi informado sobre a prisão pela esposa do soldado.

Homicídios

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) registrou 70 homicídios ao longo dos seis dias de greve dos policiais militares do estado. Os dados são referentes aos casos ocorridos entre as 21h de terça-feira (31), dia em que os policiais começaram a abandonar os seus postos, até as 9h40 deste domingo (5).

Carros de polícia recuperados

A Polícia Militar recuperou, na tarde deste sábado, 16 carros oficiais que estavam em poder dos grevistas, na Assembleia Legislativa, em Salvador. Os manifestantes são filiados à Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares do Estado Bahia (Aspra). Os mandados de reintegração de posse foram expedidos na manhã do sábado (4).

Negociação

O presidente da Aspra, Marco Prisco, e os policiais filiados à entidade, esperam espaço para negociação das pautas reivindicatórias com representantes do governo do estado. "A palavra é negociação", diz Prisco neste sábado (4), na sede da Assembleia Legislativa, onde está desde a noite de terça-feira (31).

Autuação federal

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que já fez o pedido de reserva de vagas em presídios de segurança máxima para encaminhar, caso seja necessário, os policiais militares que tenham cometido algum tipo de crime durante a mobilização grevista, que já dura cinco dias na Bahia. Durante coletiva à imprensa, realizada na manhã deste sábado (4) ainda na Base Aérea, onde desembarcou, o ministro frisou a relação que o governo federal mantém com as políticas de segurança estadual.

Pronunciamento do governador

O governador da Bahia, Jaques Wagner, tentou tranquilizar a população do estado em cerca de três minutos de pronunciamento oficial, transmitido pelas emissoras de rádio e TV por volta das 20h15 desta sexta-feira (3). Ele reafirmou a “intranquilidade” vivida nos últimos quatro dias, que tem resultado no fechamento antecipado do comércio, violência na rotina do trânsito e contra a população. “Estamos tomando providências para conter ações de um grupo de polícia usando métodos condenáveis e difundindo o medo na população, causando desordem”, afirma.

Fonte: Portal G1

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Asprase parabeniza o Soldado Prisco por sua reintegração ao Corpo de Bombeiros da Bahia

Prisco foi reintegrado à PMBA por determinação do Tribunal de Justiça da Bahia

Queremos nos utilizar deste espaço para prestar uma justa homenagem ao nosso companheiro de luta, soldado Marco Prisco Caldas, que por determinação da Justiça baiana voltou a integrar os quadros do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado da Bahia.

Prisco foi excluído da Corporação por ter sido um dos líderes do movimento reivindicatório desencadeado na Bahia em 2001, e desde janeiro do ano passado, quando foi sancionada pelo então presidente Lula a Lei nº 12.191/2010, que anistiava os policiais e bombeiros militares punidos por terem participado de movimentos reivindicatórios desde 1997, aguardava a boa vontade do governo da Bahia para ser reintegrado. Agora, através de decisão judicial emanada do egrégio Tribunal de Justiça da Bahia, o militar foi reintegrado e voltará a exercer sua atividade profissional normalmente.

Mesmo demitido, Prisco nunca deixou de lutar pela classe que sempre considerou sua, pois nunca deixou de acreditar na sua reintegração à corporação. Na Bahia ou em outros estados, como no Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Roraima, por exemplo, Prisco sempre procurou participar e contribuir nas lutas da categoria. Afastado dos quartéis mas sempre presente nas lutas, manteve-se como dirigente da Aspol/BA, participou da criação da ANASPRA (Associação Nacional de Praças), da qual até hoje faz parte, e mais recentemente criou a Aspra Bahia, entidade da qual é Coordenador-Geral.

Por sua persistência e seu espírito de luta, Prisco era mais que merecedor desta excelente notícia que com certeza o deixou feliz e emocionado. Nós da Asprase queremos externar a nossa alegria pela sua reintegração e desejar tudo de bom nesta nova fase que agora se inicia para você e família. Felicidades!

Justiça manda PM da Bahia reintegrar o Soldado Prisco

Pronto, agora não tem mais jeito: por 32 votos (leia-se por unanimidade), o Tribunal de Justiça determinou a reintegração do soldado Marco Prisco aos quadros da Polícia Militar, de onde foi banido por ter sido um dos líderes da greve unificada das polícias em julho de 2001. A decisão foi tomada ontem (26), em sessão do Pleno do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia e se baseia no reconhecimento da vigência da Lei 12.191/2010 (a Lei de Anistia), argumento do mandado de segurança impetrado pelo militar contra o Estado. Bom, agora, engolindo ou não engolindo o indigesto praça, a PMBA vai ter que engoli-lo. Afinal, diz o bom senso que “decisão judicial não se questiona, cumpre-se”. Acrescente-se que “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Vale lembrar que a lei foi sancionada pelo presidente Lula em janeiro do ano passado e solenemente ignorada pela PMBA. Fontes da própria corporação garantem que o cumprimento da legislação vinha sendo protelado por conta da presença do soldado Marco Prisco entre os beneficiados. Agora, não tem jeito!

Confira o que diz a lei que vinha sendo ignorada pela PMBA:

LEI Nº 12.191, DE 13 DE JANEIRO DE 2010

Concede anistia a policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte, Bahia, Roraima, Tocantins, Pernambuco, Mato Grosso, Ceará, Santa Catarina e Distrito Federal punidos por participar de movimentos reivindicatórios.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º É concedida anistia a policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte, Bahia, Roraima, Tocantins, Pernambuco, Mato Grosso, Ceará, Santa Catarina e Distrito Federal punidos por participar de movimentos reivindicatórios.

Art. 2º É concedida anistia aos policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte, Bahia, Roraima, Tocantins, Pernambuco, Mato Grosso, Ceará, Santa Catarina e Distrito Federal punidos por participar de movimentos reivindicatórios por melhorias de vencimentos e de condições de trabalho ocorridos entre o primeiro semestre de 1997 e a publicação desta Lei.

Art. 3º A anistia de que trata esta Lei abrange os crimes definidos no Decreto-Lei nº 1.001, de 21 de outubro de 1969 (Código Penal Militar), e as infrações disciplinares conexas, não incluindo os crimes definidos no Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), e nas leis penais especiais.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 13 de janeiro de 2010; 189º da Independência e 122º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Sobre este assunto, leia também: http://asprase.blogspot.com/2011/01/asprase-parabeniza-o-soldado-prisco-por.html



NOTA DO BLOG: Infelizmente, por intransigência e desobediência do Governo da Bahia, tomamos conhecimento de que o soldado Marco Prisco não foi reintegrado à corporação. E agora, quem pune o governador?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Policiais Militares da Bahia deflagram movimento por melhores salários

Diretores da Asprase participaram da assembleia a convite de lideranças da PMBA

PM's lotam Clube dos Bancários em Salvador para reivindicar melhores salários 

Na manhã desta quinta-feira, 23, os policiais militares do Estado da Bahia realizaram assembleia geral unificada da categoria, dando início à mobilização por melhores salários. A assembleia aconteceu no Clube dos Bancários, em Salvador, que ficou lotado pelos milhares de militares que lá compareceram.

Os PM's se deslocaram de diversos municípios do interior baiano. Em caravanas, policiais de Feira de Santana, Ilhéus, Itaberaba, Itabuna, Camaçari, Paulo Afonso e de tantas outras cidades, foram até a capital baiana atendendo ao chamado das associações da classe e do deputado estadual Capitão Tadeu (PSB), que também está à frente do movimento.
Deputado Capitão Tadeu conversa com militares sergipanos

Inspirados pela luta dos militares de Sergipe, que realizaram o Movimento Tolerância Zero, a PM baiana pretende deflagar o Movimento Polícia Legal, com o lema "Pela lei, com a lei e dentro da lei". Cartilhas explicativas do movimento foram distribuídas com os policiais, a fim de que todos tomassem conhecimento das propostas apresentadas ao governo e de como os militares deverão se comportar caso o movimento seja mesmo deflagrado.

A convite da ASPRA Bahia e do diretor de mobilização política da Anaspra (Associação Nacional de Praças), Marco Prisco, o presidente da Asprase e diretor de intercâmbio da Anaspra, sargento Araújo, o diretor de comunicação da Asprase, cabo Adelino, e o presidente da ASSPM/SE, sargento Prado, estiveram em Salvador para manter intercâmbio com os colegas baianos e falar a respeito de como se deu o movimento ocorrido em Sergipe.

Sargento Araújo prega união da classe como ponto fundamental para atingir os objetivos

O que se percebeu foi que o movimento feito em Sergipe acabou se tornando um referencial para a PMBA, bem como para policiais de outros estados. Os militares de Sergipe não só fizeram uso da palavra e foram aplaudidos pela massa que tomou o Clube dos Bancários, como foram também procurados pela imprensa local para conceder entrevistas falando sobre a experiência vivida pelos integrantes da PMSE.

Sargento Prado concede entrevista à TV Bahia, afiliada da Rede Globo

Em seus discursos, os sargentos Araújo e Prado enfatizaram a necessidade da união das associações entre si, como também de toda a classe. Eles conclamaram os PM's a confiarem nas associações, respaldarem o movimento e a manterem a postura firme até o fim, agindo sempre sob o abrigo da lei e conquistando o apoio da sociedade.

Semelhanças

Na Bahia, como em Sergipe, um dos motivos da revolta dos militares foi o reajuste concedido pelo governo à Polícia Civil, que segundo informações foi de 54%, enquanto que os militares nada receberam de aumento salarial. Além disso, as péssimas condições de trabalho em muitos locais, a falta de equipamentos de proteção individual (EPI), entre outros problemas, acentuaram a indignação da classe. Some-se a isso o elevado número de mortes de policiais militares nos últimos meses e está aceso o pavio da bomba.

Anistia

Outro ponto reivindicado pela classe é a anistia e reintegração de policiais militares que foram demitidos devido à sua atuação nos movimentos reivindicatórios de 1991 e 2001. Eles lembram que a anistia administrativa dos PM's punidos na greve de 2001 foi uma das promessas de campanha do atual governador Jaques Wagner (PT). Entre estes PM's está o soldado Marco Prisco, diretor da Anaspra, demitido desde 2001 e ainda aguardando a reintegração, que para boa parte dos militares já foi concedida, restando ainda oito PM's.

O ex-Soldado Marco Prisco, mesmo demitido, permanece na linha de frente nas lutas da classe

Governo sinaliza com negociação

A realização da assembleia dos militares repercutiu no Estado e diante da força demonstrada pelos policiais já no início do movimento, o governo decidiu marcar para a tarde de hoje, 23, uma reunião entre as associações, o Comandante Geral e os secretários de Estado da Administração e de Relações Institucionais, a fim de iniciar a negociação com a classe.

Diante de tal sinalização, a classe resolveu aguardar mais uma semana para ver se o governo atende a classe, mas já deixaram uma nova assembleia marcada para o próximo dia 31 de julho, sexta-feira, na qual, a depender do resultado da negociação, poderá ser deflagrado o movimento Polícia Legal, que pode ser iniciado com a parada das viaturas operacionais, como ocorreu em Sergipe, já que os motoristas da PMBA alegam estar na mesma situação que os sergipanos em relação ao previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que exige curso específico para a condução de veículos de emergência. Os PM's baianos reivindicam um salário de R$ 4.000,00 reais para os soldados da Corporação.

Sargento Araújo, Agnaldo Pinto (APPM/BA), José Dias (ASPOL/BA), sargento Prado e cabo Adelino.


Sargento Araújo, Marco Prisco (Aspra/BA e Anaspra), cabo Adelino, sargento Prado e o major Sílvio Correia (Força Invicta).

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