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sábado, 10 de setembro de 2011

Edgard, Vieira e Palmeira: Dias Contados!

O conselho disciplinar a que serão submetidos os sargentos Edgard Menezes, Jorge Vieira e o cabo Palmeira, já tem dia marcado para acontecer. Vieira e Palmeira enfrentarão o conselho no dia 13.
 
Os policiais militares Edgard, Vieira e Palmeira, devem ser "expulsos" da corporação nos próximos dias, já que vão ser julgados por um ato praticado em uma instituição privada, que não tem vinculo com a corporação, a não ser os associados que são PMs.
 
Criado o conselho de forma que não deixa duvida que a expulsão ocorrerá, os policiais estão conscientes do que os espera. Iniciado no comando do coronel Pedroso, o atual comando deu continuidade ao processo visando a expulsão dos PMs. Segundo alguns policiais ouvidos pela reportagem, "o fato está consumado". Serão expulsos.
 
Isso os deixará momentaneamente "desempregados e desassistidos" de todos benefícios que fazem jus dentro da corporação, já que os três tem mais de 15 anos na instituição.
 
Além disso, a desestruturação familiar será imediata, pois até que os militares recorram da "sentença" que todos dizem já está "assinado o termo de expulsão", os militares não receberão nenhum tipo de remuneração.
 
Outra situação criada com a "expulsão" dos PMs, é que nenhum deles poderá concorrer a um cargo eletivo, já que estarão inscritos no "ficha suja". Essa situação pode levar a base do governo na Assembleia Legislativa, a perder um deputado aliado. Embora o deputado capitão Samuel Barreto não tenha dito que deixará a base, em todas as entrevistas o parlamentar tem saído em defesa dos colegas PMs, até porque estes foram os que mais se empenharam em sua campanha.
 
Fonte: Faxaju

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Coronel Resende e o Comando da PM: o que esperar dessa mudança?


Coronel Resende recebendo o Comando da PMSE

Na última terça-feira, 15, o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da Polícia Militar (CFAP) foi palco de mais uma passagem de comando na corporação. Desta vez o escolhido pelo governador Marcelo Déda (PT) para comandar a Polícia Militar de Sergipe foi o coronel Aelson Resende, que estava ocupando o cargo de secretário-adjunto na Secretaria da Segurança Pública.

Resende substitui o coronel José Carlos Pedroso Assumpção, que estava à frente da corporação desde maio de 2009, quando assumiu a PM num momento crítico, segundo palavras do próprio governador Déda, exatamente no auge do movimento "Tolerância Zero", liderado pelas associações militares com o apoio maciço da tropa, que foi às ruas pleitear melhorias salariais e condições dignas de trabalho.

Já o novo comandante, coronel Resende, assume num momento mais tranquilo, apesar de sua posse ter ocorrido dois dias antes da primeira grande assembleia dos militares em 2011, na qual a categoria definiu sua pauta de reivindicações para este ano.

Ainda é muito cedo para se especular sobre como será o comando do coronel Resende, mas o certo é que há grande expectativa sobre sua postura e suas ações à frente da Polícia Militar. O que se espera é que o novo Comandante-Geral adote uma linha de diálogo com as associações representativas da classe e abra o seu gabinete para recepcionar as demandas da classe.

Espera-se também que o período que o coronel Resende passou na SSP como secretário-adjunto, possa contribuir para facilitar o atendimento dos pleitos junto ao secretário João Eloy. São várias as demandas da Polícia Militar, e algumas delas, já eleitas como prioritárias pela classe, serão cobradas com fervor a partir de agora, como as promoções atrasadas, a definição de carga horária e a exigência de nível superior para acesso na corporação, entre outros pontos.

Há ainda outras questões que apesar de não constarem na pauta prioritária de reivindicações das associações também não serão esquecidas e serão cobradas, como o pagamento das GRAEs (Gratificação por Atuação em Eventos) que estão atrasadas, por exemplo. Este e outros problemas, além de receber a atenção das associações, serão tratados também pelo gabinete do deputado estadual Capitão Samuel (PSL), que inclusive já apresentou várias indicações na Assembleia Legislativa, uma delas objetivando a legalização das chamadas "Unidades fantasmas" da PM, que existem de fato, mas não de direito, o que prejudica a instituição e os próprios policiais.

Esta inclusive será uma das vantagens que o coronel Resende terá sobre todos os seus antecessores, ter na Assembleia Legislativa um deputado estadual saído da caserna e consequentemente conhecedor das agruras vividas pelos militares e dos problemas da instituição. Isso com certeza poderá ajudar o novo Comandante a encaminhar determinadas demandas que a sua função não lhe permitiria. Por outro lado, possíveis falhas no comando também poderão ser alvo de duras e fundamentadas críticas de um militar que, por sua imunidade parlamentar, poderá "rasgar o verbo" sem que esteja sujeito às sanções disciplinares típicas do ambiente militar.

O que os integrantes da Polícia Militar esperam na verdade é ter no coronel Resende um Comandante-Geral que se preocupe com a instituição, mas sem se esquecer de que ela é composta por homens e mulheres que precisam ser tratados com dignidade e respeito, pois são estes homens e mulheres que movem a própria instituição. Que seja um Comando que cobre o cumprimento dos deveres, mas garanta o acesso aos direitos. Que defenda a instituição sem deixar de defender os seus comandados, e que seja um ator fundamental na construção de consensos entre a classe e o governo que nos levem a um futuro melhor para todos nós e para todos aqueles que necessitam dos nossos serviços.

Por fim, só nos resta desejar boa sorte ao coronel Resende e pedir a Deus que o seu Comando possa ser bem sucedido e que traga melhorias significativas para todos.


Anderson Araújo - 1º Sgt da PMSE, Presidente da Asprase e Diretor de Intercâmbio da Anaspra (Assoc. Nacional de Praças)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

PM qualifica 1050 crianças e adolescentes para resistência às drogas

A Polícia Militar realizou nesta quinta-feira, 16, a formatura geral dos estudantes atendidos pelo Programa Educacional de Resistência às Drogas e Violência (Proerd). O evento reuniu no ginásio Constâncio Vieira, em Aracaju, 1.137 crianças e adolescentes que estudam em escolas da capital, da Barra dos Coqueiros, Maruim e Japaratuba, e foram capacitados pela PM com mensagens de valorização à vida e sobre a importância de manter-se longe das drogas.

A entrega dos certificados reforça o compromisso que os jovens estabeleceram junto ao Programa desenvolvido pela corporação. "Durante quatro meses de curso as crianças são qualificadas com ensinamentos e dinâmicas diversas e ao final do semestre recebem o certificado Proerd, ocasião que prestam o compromisso de manterem-se afastados e longe das drogas", explica a coordenadora do Programa em Sergipe, tenente-coronel Valéria Tatyane Menezes.

Ainda de acordo com a oficial, o Proerd visa preparar as crianças para saberem dizer não às drogas, assim como torná-las multiplicadores do combate a uso de entorpecentes. "É com muita alegria que estamos realizando esse Proerd, que é o coroamento do trabalho de todo um semestre letivo. Essas crianças foram orientadas e de certa formas serão multiplicadores para a prevenção para recusa das drogas, para recusarem caso sejam pressionados por colegas, familiares que usam, ou alguém da comunidade onde vivem. Assim, essas crianças estão prontas para usarem as técnicas de reclusas e também poderão passar essas técnicas para outras pessoas, formando assim uma rede que fortaleça a prevenção. E nosso projeto faz parte do programa Sergipe Contra o Crack", explicou Valéria.

O comandante-geral da Polícia Militar de Sergipe, coronel José Carlos Pedroso Assumpção, enfatizou a importância da prevenção no combate as drogas, assim como as crianças poderão ser agentes multiplicadores da prevenção. "Temos que investir cada vez mais na prevenção. Nada melhor do que investir na juventude, pois eles serão o futuro desse país. Então quando eles tomam conhecimento de que combater as drogas é necessário param evitar problemas futuros. Isso é extremamente importante. Então muitas crianças que se encontram aqui hoje serão os multiplicadores de combate as drogas que muitas vezes é causa que leva a todo tipo de criminalidade", registrou o comandante.

"Essas aulas atendem a noções de taxilogias, os motivos pelos quais se inicial o consumo de drogas, estratégicas para se mantarem longe das drogas, assim como as várias formas de dizer não aos usuários de drogas e vendedores. Hoje estamos formando o terceiro trimestre. Todos os instrutores são policiais militares, profissionais pedagogicamente formados e capacitados", acrescentou Henrique, soldado da PM e um dos instrutores do Programa.

Polícia x Drogas

O Programa Educacional de Resistência às Drogas e Violência (Proerd) é desenvolvido em escolas da capital e interior de Sergipe, por policiais militares treinados e preparados para desenvolver o lúdico, através de metodologia especialmente voltada para crianças.

As atividades são pedagogicamente estruturadas em lições, ministradas obrigatoriamente por um policial militar fardado; que além da sua presença física em sala de aula como educador social, propicia um forte elo na comunidade escolar em que atua, fortalecendo o trinômio: Polícia Militar, Escola e Família.

O Programa oferece, em linguagem acessível às faixas etárias que se direciona, uma variedade de atividades interativas com a participação de grupos em aprendizado cooperativo; atividades que foram projetadas para estimular os estudantes a resolverem os principais problemas na fase em que se encontram vivendo.

Origem do Proerd

O Programa tem como base o Drug Abuse Resistance Education (Dare), e foi criado pela Professora Ruth Rich, em conjunto com o Departamento de Polícia da cidade de Los Angeles, EUA, em 1983. Atualmente o Programa está presente nos cinqüenta estados americanos, e em cinquenta e oito países.

No Brasil, ele chegou em 1992 através da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, sendo que desde 2002 realiza atividades em todos os Estados brasileiros. Em Sergipe, as atividades são desenvolvidas em escolas públicas e particulares dos 75 municípios sergipanos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Reunião do Comando da PM-SE com policiais femininas marca última quinta-feira

Na manhã da última quinta-feira, 2, houve uma reunião entre o Comandante Geral da Polícia Militar, coronel José Carlos Pedroso, e as policiais militares femininas das diversas subunidades da corporação. A convocação para a reunião foi realizada através do Boletim Geral Ostensivo (BGO) da corporação e o auditório da agência do Banese, na Avenida Augusto Maynard ficou lotado, membros da Diretoria Executiva da ASIMUSEP foram convidadas a fazer parte da mesa.

Durante sua fala, o Comandante Geral, demonstrou sensibilidade em relação a problemas antigos enfrentados pelas militares, a exemplo de falta de estrutura física para mulheres em muitas unidades e subunidades da PM; aquisição de uniformes e equipamentos de proteção individual com padronagem feminina. Outros problemas citados pelo comando foram às denúncias de assédio feitas por um semanário local e as questões inerentes à maternidade e as garantias de direitos às trabalhadoras deste período até os dois anos da criança.

Muitas policiais tiveram a oportunidade de expor os problemas enfrentados durante a rotina de trabalho, promoções, transferências em período de amamentação, equipamentos e falta de estrutura foram alguns dos temas relatados. O comando ouviu a todas com a devida atenção e respondeu que tentará minimizar essas questões através de atos administrativos, publicados em BGO, e ao mesmo tempo disse estar aberto para o descumprimento dessas determinações.

Após a palestra com o comando, nossa presidenta, Svetlana Barbosa, teve a oportunidade de conversar com as militares e expor os objetivos da ASIMUSEP. Além disso, mostrou os convênios e parcerias já estabelecidos e convidou às policiais a entrarem nessa luta pela igualdade através do diálogo e respeito mútuo com as instituições.

Estiveram presentes à reunião o deputado eleito Samuel Alves Barreto, capitão Samuel, e representantes da ASPRASE, que com essa iniciativa demonstram também estarem preocupados com os problemas enfrentados pelas mulheres trabalhadoras da Segurança Pública em Sergipe. Para a nossa presidenta, “o apoio é sempre bem vindo, pois as lutas pela igualdade, fundamentadas sempre pelo diálogo, precisam de todo apoio possível”.

No blog da ASPRASE, o sargento Araújo destacou a iniciativa da ASIMUSEP como legítima na busca pela consolidação de direitos que beneficiam especificamente o público feminino das instituições. Novas reuniões deverão ser realizadas nos próximos meses com os gestores das Guardas Municipais, Polícia Civil, IML e Desipe.

Fonte: Blog da Asimusep (http://asimusep-se.blogspot.com/)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Comandante da PM se reúne com policiais militares femininas

Cel Pedroso foi sabatinado pelas PFem e discutiu os problemas enfrentados por elas na corporação

Auditório do Banese estava praticamente lotado



Diretoras da Asimusep/SE compuseram a mesa com o Comandante Geral


Na manhã desta quinta-feira, 2, foi realizada reunião entre o Comandante Geral da Polícia Militar, coronel José Carlos Pedroso, e policiais militares femininas. O encontro aconteceu no auditório do Banese - Agência Augusto Maynard, que ficou praticamente lotado. Também participaram da reunião integrantes da Diretoria Executiva da Asimusep/SE (Associação Integrada das Mulheres da Segurança Pública de Sergipe).

O encontro serviu para que o Comandante Geral discutisse com as policiais femininas (PFem) os problemas enfrentados por elas na corporação, como a questão da falta de instalações apropriadas para as policiais; as denúncias de assédio que foram recentemente veiculadas pela mídia; a falta de equipamentos adequados para as mulheres, como por exemplo coletes e coturnos; a garantia dos direitos das PFem, como a licença maternidade de 180 dias, entre outras questões.

O coronel Pedroso foi sabatinado pelas PFem, que expuseram muitas de suas angústias e as dificuldades enfrentadas no dia-a-dia da corporação. Em defesa dos seus direitos elas falaram de situações enfrentadas por policiais gestantes e mães com filhos em fase de amamentação, algumas inclusive exemplificaram os problemas expostos contando fatos que elas próprias vivenciaram, como a tenente Evangelina, que afirmou que um de seus filhos, que à época ainda era amamentado, teve sérios problemas de saúde ao ficar dois dias longe da mãe, escalada para trabalhar nas eleições. 

Muitos foram os problemas apresentados e o Comandante da PM garantiu às PFem que atenderá algumas destas reivindicações através de atos administrativos, que deverão ser publicados em Boletim Geral Ostensivo. Por outro lado o coronel Pedroso pediu às policiais que informem ao Comando caso qualquer dessas determinações não esteja sendo cumprida.

Ao final da reunião a presidente da Asimusep/SE, Svetlana Barbosa, conversou com as militares que permaneceram no auditório. Ela apresentou à nova associação às suas colegas e explicou que não se trata de uma entidade apenas de militares, mas que agrega servidoras de todos os órgãos do setor segurança pública. Svetlana falou do trabalho que já vem sendo realizado pela entidade e dos benefícios oferecidos. Ela deixou claro que não estaria incentivando a saída das colegas de outras associações, mas pediu apoio para o crescimento da Asimusep/SE.

Para Svetlana a abertura de um canal de diálogo com o Comando da PM é de extrema importância, pois abre a perspectiva de que os problemas das mulheres da PM possam ser expostos a quem pode apresentar soluções. Segundo as diretoras da Asimusep/SE este mesmo comportamento será repetido junto aos demais órgãos onde a nova entidade possua associadas representadas, como a Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, entre outros.

Svetlana Barbosa, presidente da Asimusep/SE, pediu o apoio das companheiras

Em apoio às PFem e à Asimusep/SE, os presidentes da Asprase e da Associação dos Subtenentes e Sargentos (ASSPM/SE) também acompanharam a reunião, a fim de tomar conhecimento dos reclames das policiais e das atitudes que serão tomadas pelo Comando da PM a respeito. Outro que também esteve presente foi o deputado estadual eleito Capitão Samuel, que se colocou à disposição da associação e das servidoras da segurança pública durante o seu mandato que se inicia em 2011.

Para o sargento Araújo, presidente da Asprase, a criação da Asimusep tem uma parcela de contribuição das associações e sindicatos dos diversos órgãos da categoria, que de certa forma teriam se omitido em relação aos problemas específicos das mulheres. Araújo disse que a Asprase chegou a tentar criar um núcleo feminino, porém sem sucesso. Tentativa semelhante foi feita pelo presidente da ASSPM/SE, sargento Prado, também sem obter êxito. Em tom de brincadeira a presidente da Asimusep/SE afirmou: "Vocês não procuraram as pessoas certas".

Na visão do sargento Araújo a criação da Asimusep/SE é legítima e tem uma finalidade totalmente compreensível. Apesar de entender que a criação de mais uma associação fragmenta ainda mais a classe, o presidente da Asprase apoia a nova entidade, pois além de não agregar apenas militares, ela terá como papel fundamental trabalhar em busca de objetivos específicos voltados para os interesses do contingente feminino das organizações representadas.

Prado e Araújo elogiaram a postura da diretoria da entidade, que demonstrou que buscará através do diálogo as soluções para os problemas de suas representadas. Ambos colocaram a Asprase e a ASSPM à disposição da presidente da Asimusep/SE, que agradeceu o apoio e afirmou que procurará essas entidades sempre que precisar. "Nossas entidades devem atuar sempre como parceiras. De certa forma, somos todos concorrentes, o que não nos torna adversários e muito menos inimigos, principalmente quando o que está em jogo são os interesse da coletividade", afirmou o sargento Araújo.

Os sargentos Araújo e Prado acompanharam a reunião em apoio à Asimusep/SE

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Segurança Pública: mulheres criam Aimusep

Associação Integrada de Mulheres de Segurança Pública em Sergipe é criada em defesa das mulheres que trabalham na segurança pública de Sergipe

Profissionais femininas que trabalham na segurança pública, sejam elas civis ou militares, terão uma associação voltada para defender os direitos da mulher,- principalmente aquelas que sofrem com assédio dentro das corporações.

Segundo a presidente da Associação Integrada de Mulheres de Segurança Pública em Sergipe (ASIMUSEP-SE), Svetlana Barbosa da Silva, a criação desse núcleo visa criar políticas voltadas para o universo feminino. “O nosso objetivo é diminuir as dificuldades enfrentadas pelas mulheres dentro das corporações em que trabalham. Muitas sofrem assédio sexual e moral, mas não encontram um espaço para que as denúncias sejam apuradas. Temos, por exemplo, homens que não tiram serviço com mulheres”, explica.

Svetlana ainda pontuou que na manhã dessa sexta-feira, 5, irá conversar com o comandante da polícia militar de Sergipe, Coronel Pedroso, para discutir a questão. “Vamos conversar com o comandante e dentre algumas questões vamos solicitar que casos como os já foram expostos na mídia, tenham as devidas apurações, para que não fique apenas a palavra de um contra o outro” ressalta.

Fonte: Portal Infonet

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Venâncio quer policiais nas ruas

O líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado estadual Venâncio Fonseca (PP), deu entrada em um requerimento solicitando ao comandante geral da Polícia Militar, coronel José Carlos Pedroso, informações sobre a quantidade de policiais que atualmente se encontram em desvio de função, indicando os órgãos públicos onde eles estão lotados. O pedido foi motivado depois de uma entrevista publicada no último final de semana, no Jornal da Cidade, com o capitão Samuel, eleito deputado estadual em 3 de outubro.

Venâncio Fonseca relatou que na entrevista o militar informou que na Polícia Militar de Sergipe existe um contingente de 500 policiais em desvio de função. "É uma quantidade enorme, quando nós percebemos a insegurança em que está vivendo a sociedade, principalmente no interior do Estado".

O deputado disse que na maioria das cidades só existem dois policiais prestando segurança em municípios com 25 mil a 30 mil habitantes. "Isso é um absurdo. Aí vem o capitão Samuel e diz que tem mais de 500 policiais militares em desvio de função. Isso nos deixa preocupado, pois eles deveriam estar prestando segurança à sociedade", afirmou Venâncio.

Ele informou que deu entrada no requerimento justamente com o objetivo de que o comando da PM remeta à Assembleia a relação de tais militares, indicando os respectivos locais de trabalho. Venâncio Fonseca considerou a quantidade denunciada pelo capitão Samuel exorbitante. "Que se deixe apenas o necessário e o restante desse quantitativo possa prestar serviço de segurança à sociedade, que está totalmente desassistida", finalizou.

Por Edjane Oliveira, da Agência Alese

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Comandante da PM afirma que vai revogar norma sobre dispensas médicas

Sargento Araújo: Vitória baseada em diplomacia.

Uma vitória! É assim que está sendo considerada a notícia dada esta manhã pelo Comandante Geral da PM, Coronel Pedroso, que afirmou que em atendimento à solicitação encaminhada via ofício pela Asprase estará revogando nos próximos dias através de publicação em Boletim Geral Ostensivo (BGO) a norma que versa sobre o direito de folga na corporação.

A notícia foi dada durante reunião realizada no Quartel do Comando Geral da PM e alegrou o presidente da Asprase, que há muito vinha insistindo para que o Comando tomasse tal atitude. Segundo a norma editada em 31 de março deste ano, o policial que faltasse ao serviço por conta de dispensa médica ou outro motivo teria que "apresentar-se pronto para o serviço em sua Unidade imediatamente ao término do impedimento".

Para a Assessoria Jurídica da Asprase, no entanto, a norma era ilegal, pois ia de encontro ao disposto no art. 131, III e seu Parágrafo único, da Lei Estadual nº 2.066/76 (Estatuto dos Policiais Militares), uma vez que este diploma legal garante o direito às dispensas sem prejuízo da remuneração e da contagem do tempo de efetivo serviço.

Ante tal conclusão de sua Assessoria Jurídica, a Asprase encaminhou dois ofícios ao Comando Geral da PM no sentido de fazer com que a norma fosse revogada administrativamente, da mesma forma como foi editada. Após algumas tentativas sem sucesso, o presidente da Asprase, sargento Araújo, buscou apoio junto ao Ministério Público Estadual (MPE), através do promotor Deijaniro Jonas, da Curadoria do Controle Externo da Atividade Policial e Direitos Humanos.

Para garantir o direito dos policiais militares, a diretoria da Asprase já estava decidida a procurar também o Poder Judiciário, quando foi então surpreendida com a notícia da iminente revogação da norma pelo Comando Geral.

Para o presidente da Associação de Praças a decisão do Comando foi a mais sensata possível: "Mostramos ao Comando o nosso posicionamento acerca da norma, fundamentamos o nosso pedido e tentamos ao máximo resolver a questão com base no diálogo e no convencimento. Fico feliz com esta decisão do Comando ainda que ela tenha demorado mais que o desejado. Apesar de ainda precisarmos aguardar a publicação em BGO, não creio que o Comandante descumpra a sua palavra", afirmou o sargento Araújo.

OUTROS ASSUNTOS

O presidente da Asprase também aproveitou o encontro com o Comandante-Geral para tratar de outros assuntos, entre eles os problemas verificados no 1º turno das Eleições e o excesso de rigor na aplicação de punições disciplinares. O sargento Antônio Carlos, também presente ao encontro, suscitou o problema dos militares que podem ser excluídos da PM por conta de idade ou altura, a exemplo do que aconteceu recentemente com a Soldado Joseane.

Acerca dos problemas relatados por policiais militares que trabalharam nas Eleições 2010, sobretudo no interior do Estado, como a falta de colchões, de água potável, de estrutura para higiene pessoal, falta de pagamento da GRAE, entre outros, o Comandante disse que já tem conhecimento de alguns dos problemas, e informou que já está mantendo contatos com os juízes eleitorais e outras autoridades a fim de evitar que estes se repitam.

Neste sentido o Coronel Pedroso solicitou às associações que transmitissem ao Comando os problemas relatados e os respectivos locais, para que as questões pontuais possam ser tratadas com a devida atenção. Para isso, a Asprase está disponibilizando o e-mail nddh.asprase@hotmail.com para que os policiais militares possam transmitir informações sobre problemas desta natureza, uma vez que no 2º turno das Eleições as escalas deverão se repetir.

Quanto aos militares que estão sob o risco de ser licenciados por determinação judicial o Comandante acredita que pouco poderá fazer já que o assunto está na esfera do Poder Judiciário, no entanto se disponibilizou a analisar os casos e até mesmo a receber esses militares para conversar sobre o assunto.

Ao final o sargento Araújo fez uma crítica ao Comando e um pedido ao Coronel Pedroso e ao Coronel Santiago, que também participou da reunião. O presidente da Asprase criticou o que ele considera um excesso de rigor na apuração de fatos e na aplicação de algumas punições disciplinares, e citou o exemplo de um militar que afirmou que está respondendo a uma sindicância por ter levado treze minutos para chegar ao local de uma ocorrência durante a madrugada.

Araújo pediu ao Comando mais sensibilidade e menos rigidez na questão disciplinar, que tem provocado muito descontentamento da classe, em especial dos praças, por conta do grande número de procedimentos de apuração e de punições impostas. Esperamos que a franqueza do diálogo tenha sensibilizado o Comando e que este rigor seja repensado.

Participaram da reunião com o Comandante Geral e com o Subcomandante da PMSE, representantes da Asprase, ASSPM, ACSPMCB e AAM.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

PM recebe veículos para patrulhamento em praias e SSP entrega 50 fuzis

A Polícia Militar do Estado de Sergipe, através da Companhia de Policiamento de Turismo (CPTur), intensificará a partir desta terça-feira, 14, o policiamento ostensivo desenvolvido na faixa de areia das praias que banham a capital Aracaju. A unidade militar recebeu quatro quadricíclos de 250 cilindradas que serão empregados no policiamento de praia. Os novos veículos foram adquiridos, juntamente com equipamentos de informática, pela Empresa Sergipana de Turismo (Emsetur) através de convênio com o Ministério do Turismo. O total do investimento é de R$ 105.079,38.

A CPTur conta atualmente com 81 policiais militares e é responsável pelo policiamento ostensivo da Coroa do Meio, Praia de Atalaia até o Mosqueiro. Com a aquisição dos novos veículos a unidade vai atuar agora em três modalidades de policiamento: o patrulhamento com viaturas, o ciclo patrulhamento e agora o policiamento ostensivo utilizando quadriciclos.

“Esses veículos irão atender uma demanda reprimida há dois anos. Com esse investimento vamos intensificar a presença da polícia com equipamentos adequados. Os novos veículos vão ser empregados prioritariamente nos finais de semana e feriados”, explicou o comandante da CPTur, capitão Edivaldo Barbosa.

Os equipamentos de informática e telecomunicação adquiridos são: seis computadores, dois notebooks, uma impressora laser, seis estabilizadores, três aparelhos telefônicos e uma multifuncional. Já entre os equipamentos de áudio, vídeo e fotos estão um Projetor Multimídia, uma câmera digital, dois pen-drive de 8 GB, um mini gravador digital, um cartão de memória de 8 GB, um DVD player e um televisor LCD de 32 polegadas.

A CPTur também será dotada de um novo mobiliário em sua sede, de forma a melhorar as atividades internas e proporcionar conforto ao trabalho dos integrantes. São duas cadeiras tipo longariana, dez cadeiras tipo secretária giratória com braço, cinco cadeiras fixas sem braço, sete mesas de trabalho, cinco armários baixos de duas portas, cinco armários altos de duas portas e três arquivos altos para pasta suspensa.

Na oportunidade, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) também repassou para as polícias Civil  Militar 50 fuzis 556 e 1.500 munições, totalizando um investimento supeior a R$ 150 mil apenas com os armamentos. Todos os equipamento são fruto do investimento do Governo do Estado para aumentar cada vez a ação da polícia.

A Polícia Militar de Sergipe em termos de equipamentos, viaturas, salário e armamento não deve nada a nenhuma outra Corporação do País. Vamos arregaçar as mangas e continuarmos realizando um trabalho sério e competente, buscando cada vez mais a tranqüilidade e segurança do povo sergipano”, destacou o comandante da PM, coronel José Carlos Pedroso.

Fonte: Faxaju

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Nota de esclarecimento

Diante dos diversos comentários e questionamentos que temos observado nos últimos dias, relacionados ou direcionados à Asprase, em razão da polêmica que envolve os oficiais do Quadro Complementar de Oficiais da PMSE (QCOPM), também conhecidos como oficiais R2, a Asprase vem a público, de maneira especial aos seus associados, manifestar e esclarecer o que segue.

A Associação Nacional das Entidades Representativas de Praças Militares Estaduais (ANASPRA), entidade da qual a Asprase é uma das fundadoras, ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) visando, em termos claros, a anulação dos atos administrativos através dos quais os oficiais R2, oriundos do Exército, ingressaram na Polícia Militar de Sergipe, com a consequente demissão destes oficiais, haja vista que a ANASPRA por sua condição tem legitimidade para impetrar tal ação.

Em que pese a Asprase ter cadeira na Diretoria da ANASPRA, como também a Associação dos Subtenentes e Sargentos (ASSPM/SE), por algum motivo que ainda não conhecemos nenhuma destas entidades foi consultada a respeito ou pelo menos comunicada acerca de tal ato da ANASPRA diretamente relacionado ao nosso Estado, de maneira que não foi dada oportunidade a estas entidades de discutir a questão e expressar suas opiniões antes da tomada de decisão.

Em reunião em que estavam presentes os representantes da Asprase, ASSPM, Associação de Assistência aos Militares (AAM) e Associação Sergipana de Bombeiros Militares (ASBOM), estas entidades manifestaram em relação ao assunto em questão o posicionamento de que não possuem interesse na referida ação, bem como nos seus resultados, uma vez que, enquanto entidades representativas dos praças deste Estado, não foi vislumbrado qualquer benefício ou prejuízo para a categoria de praças, pelo que foi solicitado a ANASPRA a retirada da ação.

Cabem ainda alguns esclarecimentos:

  1. Em primeiro lugar, é preciso que analisemos quais as vantagens ou desvantagens que obteríamos em colaborar para o desemprego de quaisquer pessoas. No caso em tela não se verifica nenhum tipo de benefício aos praças com a demissão ou permanência dos R2, posto que os mesmos ocupam um quadro complementar que em nada atrapalha a ascensão dos praças, feita apenas através dos quadros QOAPM e QOEPM;
  2. Ainda que qualquer um de nós nutrisse um ódio mortal por qualquer um dos oficiais R2, não seria correto ou justo colocarmos questões pessoais acima dos interesses coletivos, e prejudicar a todos os demais e às suas famílias pelo puro prazer de atingir aquele que nos é desafeto;
  3. É sabido por todos que a questão dos R2 é uma briga dos oficiais, que se arrasta desde o último aquartelamento da PMSE, pelos idos de 1999 a 2000. Naquele momento, enquanto os praças lutavam por melhoria salarial, a preocupação dos oficiais era com suas respectivas promoções, prejudicadas pelos oficiais R2. Para solucionar o problema, foi criado através de lei o QCOPM, a fim de que estes oficiais não impedissem a ascensão na carreira dos oficiais QOPM (acadêmicos), ficando a questão aparentemente pacificada;
  4. Posteriormente a isso, em 2003, uma nova ação na esfera judicial reascendeu a discussão, sendo que os oficiais R2 foram beneficiados com uma decisão favorável do Tribunal de Justiça de Sergipe, proferida através do Acórdão 20042262, o que mais uma vez pôs o assunto no esquecimento;
  5. Mais recentemente, com a assunção do Coronel Pedroso ao Comando da PMSE em 2009, coincidentemente um dos R2, a problemática ressurgiu.

Como visto a peleja que mais uma vez ocupa lugar de destaque nas rodas de discussão internas e externas à nossa corporação em nada beneficia os praças da PMSE. É certo que qualquer resultado desta ADI trará benefícios e/ou prejuízos a uns e outros, mas certamente, estes não serão praças, já que não possuem o direito de ocupar, por exemplo, a cadeira do Comando Geral, ou ainda de usufruir das vagas que possam surgir com a demissão dos R2. Está claro, esta briga não é dos praças.

A decisão de manter ou não a ADI será tomada pela ANASPRA, e ainda que esta decidisse por desistir da ação, os interessados na questão teriam outros meios para levá-la adiante. O que não nos cabia, em nosso entendimento, era colaborar para o desemprego de quem quer que seja. Diz o ditado que não devemos fazer aos outros aquilo que não queremos que nos seja feito. No duelo travado em nossas consciências entre legalidade e humanidade, venceu a humanidade.

Recentemente a ANASPRA destacou-se por sua luta para a aprovação da Lei de Anistia, que veio para devolver o emprego a centenas de praças, pais de família que foram demitidos pelos governos de seus respectivos Estados em virtude de sua participação em movimentos reivindicatórios. Hoje já se luta para que os militares de Sergipe que respondem a processo também sejam anistiados. 

Desde a nossa gênese mantivemos a coerência em nossas ações e decisões. Sempre defendemos a união da classe em prol de objetivos comuns, dos interesses coletivos, e não de interesses pessoais ou de pequenos grupos. Sempre defendemos a união entre oficiais e praças ao invés da rixa, e hoje vemos um oficial ser aclamado pela categoria para que possa vir a ser o primeiro representante dos militares na Assembleia Legislativa. Seria no mínimo incoerente da nossa parte, aclamar um e lutar pela demissão de outros.

É preciso que estejamos atentos para que não sejamos usados como massa de manobra, como muitos desconfiavam à época do aquartelamento, e lutemos por interesses que não são nossos.

Queremos deixar claro ainda que a posição adotada pela Asprase em nada mudará o nosso comportamento em relação à classe, ao Comando e às reivindicações que sejam necessárias apresentar. A título de exemplo, já externamos ao Comandante Geral que, caso não seja revogada administrativamente a norma ilegal sobre dispensas médicas, só nos restará a via judicial para garantir o direito da classe, e não nos esquivaremos de fazê-lo.

Para nós o que importa é a defesa dos interesses coletivos, como a definição de carga horária, o pagamento de horas extras, as promoções, a equiparação salarial com a Polícia Civil em 2011, lutar pela inclusão de Sergipe no programa habitacional do Pronasci, entre tantos outros itens. Isso sim, interessa aos praças. Isso sim, pode melhorar a condição de vida dos praças. É com essas coisas que nos preocupamos.

Ficam, portanto, estes esclarecimentos, na certeza de que nossa classe de forma inteligente saberá compreender as questões pontuadas. Por fim, reafirmamos o nosso compromisso de continuar lutando pelos praças e para os praças.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Crime de PM foi motivado por disputa de estacionamento

Acusado do crime, Bruno Campos Fernandes, está sendo ouvido na Corregedoria da Polícia Militar

Policial foi morto por uma briga de estacionamento

Um crime com uma motivação banal tirou a vida de um jovem policial militar na madrugada desta sábado, 28. A equipe do Portal Infonet esteve no Quartel Central da Polícia Militar (QCG) e conversou com tenente coronel Luiz Fernando Almeida que lamentou o ocorrido.

De acordo com o tenente, a morte do policial Alisson Farias Souza, de 24 anos, foi realmente motivada pela disputa por vaga de estacionamento na Orlinha da Atalaia.

Luiz Fernando conta que o acusado do crime, Bruno Campos Fernandes, está sendo ouvido na Corregedoria da Polícia Militar, a fim de trazer informações concretas do caso. As informações dão conta que ambos os policiais estavam de folga no momento da ocorrência. Uma terceira vítima, identificada como Adriano Batista Macedo, policial militar da Companhia de Polícia de Turismo (CPTur), ainda encontra-se internado no Hospital São Lucas.

Segundo a polícia os veículos dos envolvidos foram apreendidos e levados à Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). Além dos carros uma moto da marca Suzuki, com a placa HZY 2705 também foi encaminhada ao DHPP. “Ainda não sabemos qual a relação que a moto e seu possível proprietário possam ter com o fato. Mas, já estamos realizando as investigações para tomarmos as providências cabíveis”, explica o tenente.

O comandante da Polícia Militar, coronel José Carlos Pedroso Assumpção, lamentou profundamente o fato. “A primeira impressão é de que toda esta situação teria sido causada por motivos torpes, que não justificam as atitudes. Entretanto, todas as providências previstas em lei foram e estarão sendo tomadas pela instituição, inclusive a abertura de inquérito policial militar para investigar as circunstâncias em que se deram o fato”, relatou o comandante.

Abalados, familiares do militar que estavam no Instituto Médico Legal (IML) preferiram não comentar sobre o assunto. Sobre o estado de saúde de Adriano Batista Macedo a informação do tenente coronel é que ele foi atingido com um tiro nas nádegas e permanece sendo atendido em um hospital da capital.

Sepultamento

O corpo do militar foi sepultado no final da tarde de sábado no Cemitério Santa Izabel, em Aracaju.

Fonte: Portal Infonet

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pedroso diz que contêiner é ambiente agradável

O coronel rebate denúncias feitas pelos militares e afirma que problemas estão sendo solucionados

A equipe do Portal Infonet ouviu a denúncia de militares que trabalham no contêiner da Polícia Militar (PM) instalado recentemente no canteiro ao lado do Banese e do Shopping Jardins. De acordo com os eles o local não oferece estrutura por não possuir água, energia elétrica, telefone e adequação sanitária. Os militares afirmam que enfrentam ainda o forte calor do local.

A situação, que foi encaminhada ao Ministério Público de Sergipe (MP) na última terça-feira, 24, foi rebatida pelo comandante Carlos Pedroso, que afirma que o contêiner possui boas condições.

“Até estranho militares estarem dizendo isso porque penso o contrário: ali é um módulo experimental, que está em uma fase de experimento; as condições dentro do contêiner são boas porque possui ar condicionado, meios de comunicação e água”, rechaça o coronel.

Pedroso salienta que teve um pequeno problema na questão da instalação do esgotamento sanitário do local, mas assegura que o problema já está sendo solucionado. “Tivemos um problema na instalação elétrica mais foi resolvido. Temos o problema da instalação do esgotamento naquela área, que precisa de autorização da prefeitura e Adema, mas já está sendo resolvida. Tenho absoluta certeza que aquele é um ambiente agradável”, acrescenta o comandante da Polícia Militar.

Coronel Pedroso diz ainda que qualquer reclamação é precipitada. “Ali não é um lugar para o policial dormir, apenas para passar um determinado momento naquele local. Qualquer reclamação naquele sentido é precipitação”, conclui.

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Para saber mais:

Policiais reclamam falta de estrutura em contêiner do Jardins - http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=102780&titulo=cidade

Fonte: Portal Infonet

Cabo: polícia já tem suspeitos do homicídio

O cabo Manoel da Silva foi alvejado com vários tiros na última terça-feira, 17

O comandante da Polícia Militar, coronel Carlos Pedroso, afirmou que a polícia já sabe quem são os suspeitos de ter participado do homicídio do cabo da Polícia Militar, Manoel da Silva, de 40 anos, que foi alvejado com vários tiros na última terça-feira, 17, no município de Brejo Grande.

De acordo com o coronel o crime está sendo investigado pelas policiais civil e militar. “Esse é um crime premeditado e já está sendo investigado pelo serviço de inteligência da Polícia Militar e pela Polícia Civil”, diz Pedroso que afirma que a polícia já sabe quem são os suspeitos.

“Já temos alguns suspeitos desse caso, mas tudo nos leva a crer que é uma coisa que envolvia uma outra situação. Foi um crime premeditado, o policial não estava de serviço, portanto alguma coisa deve está por trás de tudo isso ai. Cabe a gente chegar aos culpados do assassinado do nosso cabo”, esclarece o comandante da PM.

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Para saber mais

Dois militares são alvejados em menos de 12 horas em Sergipe - http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=102491&titulo=cidade

Fonte: Portal Infonet

Exército e PM falam sobre agressão a soldado

De acordo com comandante o soldado já foi ouvido e o caso já está sendo apurando, já o coronel Pedroso afirmou que a corporação foi a única a não ser procurada


O comandante do 28º Batalhão de Caçadores, coronel Jefferson Hernandes, conversou na manhã desta quarta-feira, 25, com a equipe do Portal Infonet sobre a agressão sofrida por um soldado do exército. Segundo o soldado a agressão ocorreu quando ele e mais um amigo estavam em uma moto e policiais militares realizaram uma abordagem desastrosa com agressão física e intimidação com o uso de uma arma de fogo.

O coronel destacou que na última terça-feira, 24, teve a oportunidade de ouvir o soldado e seu pai, um tenente coronel da Polícia Militar. De acordo com o comandante Jeferson Hernandes um oficial do exército está realizando o procedimento administrativo para apurar todos os fatos.

Para o coronel a relação entre exército e Polícia Militar é excepcional e a agressão foi um fato isolado. “A nossa integração com a polícia militar é excepcional aqui no Estado. Nós já instauramos os procedimentos administrativos para apurar o fato e assim que elucidarmos a situação como ela ocorreu, tomaremos as medidas administrativas ou disciplinares que se forem necessárias serem tomadas”, afirma o comandante.

Comandante PM

O comandante da Polícia Militar, coronel Carlos Pedroso, também comentou a agressão e disse que a corporação militar foi a única a não ser procurada para tentar apurar a questão.

O comandante da PM, Carlos Pedroso

Visivelmente chateado o comandante da PM disse que ao invés de procurar outras instituições a corporação deveria ter sido procurada. “A gente foi surpreendido porque foi feita uma ampla divulgação e não deram condição sequer da corporação tomar conhecimento do fato, eu não vou entrar no mérito se houve ou não houve, se aquele fato se deu como as supostas vítimas estão dizendo é apenas a versão deles do fato na imprensa, não ouvimos ainda os nossos policiais. Estou determinando a abertura de um inquérito para apurar tudo isso”, afirma.

Fonte: Portal Infonet

Presidente da Asprase pede a revogação de norma ilegal na PM

Militares já foram punidos com base em norma administrativa que contraria leis

O presidente da Associação de Praças Militares de Sergipe - Asprase, sargento Anderson Araújo, solicitou publicamente ao Comandante Geral da Polícia Militar a revogação de uma norma administrativa baixada na PM, a qual segundo o sargento é ilegal.

O pedido foi feito esta manhã no programa Liberdade sem Censura, apresentado pelo radialista George Magalhães. Segundo Araújo, a norma publicada no Boletim Geral Ostensivo nº 054/2010 da PMSE teve origem no Gabinete do Subcomando, e determina que o policial militar que faltar ao serviço em virtude de dispensa médica ou outro motivo deverá se apresentar pronto para o serviço em seu local de trabalho imediatamente após o término da referida dispensa.

Ocorre que para a Assessoria Jurídica da Asprase a norma é ilegal, pois fere a Lei Estadual nº 2.066/76 (Estatuto dos Policiais Militares) e a Lei Federal nº 1.075/50, que dispõe sobre a doação voluntária de sangue. A Asprase encaminhou ofício ao Comando da PM informando acerca das ilegalidades e pedindo a revogação da norma, mas nenhuma resposta foi dada. Além disso, foi mantido um contato pessoal com o Subcomandante da PM sobre o assunto. O mesmo informou que conversaria com o Comandante sobre o assunto, mas nada aconteceu.

Ao contrário, uma nova determinação foi publicada, desta vez no BGO nº 105/2010, atribuindo ao capitão PM Silvio Mário a função de controle dos policiais militares afastados ou dispensados por motivos de saúde. A mesma norma determina ainda que o militar de posse de dispensa médica deve comparecer ao Quartel do Comando Geral da PM (QCG) para encaminhar sua dispensa devidamente homologada ao citado oficial.

O que diz a lei

Na contramão da norma administrativa está a Lei Estadual 2.066/76 (Estatuto dos Policiais Militares), que assegura aos policiais militares o direito às dispensas de serviço, inclusive em decorrência de prescrição médica. O direito está previsto no Art. 131, inciso III desta lei, que garante ainda no parágrafo único do mesmo artigo que "as dispensas do serviço serão concedidas com a remuneração integral e computadas como tempo de efetivo serviço". Portanto, como se vê, não há razão para exigir do militar a compensação de faltas por dispensa médica.

O mesmo vale para as doações voluntárias de sangue, previstas na Lei Federal 1.075/50 e que podem ser interpretadas como outro motivo. A Lei 1.075 garante em seu Art. 2º que "será dispensado do ponto, no dia da doação de sangue, o funcionário público civil de autarquia ou militar, que comprovar sua contribuição para tais bancos".

Com base nessas informações o sargento Araújo acredita que os militares que já foram punidos em razão da aplicação desta norma, poderão através dos meios legais questionar essas punições. Ele informou ainda que a Assessoria Jurídica da Asprase, a cargo do escritório Didier, Sodré e Rosa, já está avaliando quais as medidas cabíveis para garantir o direito da classe. "Esperamos que não seja necessário adotar nenhuma medida judicial, pois a norma é administrativa e pode ser revogada da mesma forma como foi editada. No entanto, se nada for feito por parte do Comando da PM, buscaremos os meios legais para garantir os direitos do policial militar", afirmou Araújo.

CPMC

O sargento Araújo aproveitou a oportunidade para solicitar também que o comando da PM reveja outra norma, determinada pelo Comando do Policiamento Militar da Capital (CPMC), que diz que o patrulhamento em viaturas realizado pelos policiais do 1º, 5º e 8º Batalhões deverá ser feito por apenas dois policiais militares.

"Fomos procurados por militares dessas três Unidades que se mostraram indignados, e com razão, já que a norma contraria todas as doutrinas técnicas e táticas de policiamento ostensivo, e ignora o princípio da supremacia de força na abordagem policial", disse Araújo. Para ele, não há como prover segurança sem se sentir seguro. Ele informa que ainda não conversou com o Comandante da PM sobre o assunto, mas espera ter a oportunidade de fazê-lo.

Ao final o jornalista George Magalhães informou que tentará agendar uma entrevista com o coronel Pedroso amanhã, no programa Liberdade sem Censura, que vai ao ar a partir das 06:00h da manhã na Liberdade FM 99,7.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Associação Nacional de PMs ajuíza ADI no STF questionando R-2 na PM sergipana

Como previu o delegado Paulo Márcio, em sua coluna aqui no Universo Político.com, no dia 9 de fevereiro deste ano, manter os chamados R-2 nos quadros da briosa Polícia Militar de Sergipe, sobretudo entregando o comando da tropa nas mãos do coronel Pedroso, também R-2, poderia trazer problemas para o governador Marcelo Déda (PT). Passados exatos seis meses da postagem do artigo, eis que a Associação Nacional das Entidades Representativas de Praças Policiais e Bombeiros Militares (Anaspra) está a ecoar o texto - e, sobretudo a grita dos oficiais concursados da PM sergipana.

A Anaspra ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) colocando em xeque a lei estadual que criou o chamado Quadro Complementar de Oficiais PM sergipana mediante a presença de 27 oficiais temporários oriundos do Exército Brasileiro - os R-2. A Anaspra argumenta que há a violação do artigo 37, inciso II, da Constituição. Isso porque permitiu o egresso no serviço público sem concurso.

A Associação Nacional observa que os policiais militares podem ser temporários ou de carreira - sejam oficiais ou praças. Na condição de temporário, todavia, há duas formas de vinculação: a convocação obrigatória ou o concurso público. "O militar incorporado para prestação do serviço obrigatório é temporário. Desse modo, não tem direito à vitaliciedade ou à estabilidade, garantias estas tidas somente pelos militares de carreira incorporados mediante aprovação em concurso público", entende a Anaspra.

Segundo o artigo do delegado Paulo Márcio, a Lei nº 1.079/1950, que define os crimes de responsabilidade, dispõe, em seu artigo 9º, item 5, que constitui crime de responsabilidade contra a probidade na administração "infringir no provimento dos cargos públicos, as normas legais". Como restou demonstrado - continua de pé o desafio de se provar o contrário - que toda matéria pertinente aos oficiais QCOPM é materialmente inconstitucional, o único dispositivo válido é aquele constante do artigo 7º, caput, da Lei Estadual nº 3.699/1995, que determina que comandante geral seja escolhido dentre os coronéis QOPM.

No texto, Paulo Márcio explica que se trata de grave e irreparável ofensa à Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, cujo artigo 37, inciso II, é categórico ao estabelecer que "a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração."

Lê-se ainda no artigo que a questão, por consistir em ofensa material à Lei Fundamental, não tem como ser sanada - e aqui está lançado o desafio a qualquer jurista para que prove, à luz do direito constitucional, que a situação dos oficiais R-2 tem respaldo em nossa ordem jurídica. De maneira que, ou bem se respeita a Carta Política, afastando-se imediatamente o comandante-geral e revendo-se, em seguida, a situação de todos os oficiais QCOPM, ou bem se insiste na flagrante inconstitucionalidade em curso, a sujeitar tanto o estado quanto os administradores às demandas judiciais necessárias à correção da anormalidade.

"Significa dizer que ao nomearem um oficial QCOPM para o comando geral da PM, o governador Marcelo Déda e o secretário João Eloy de Menezes podem, em tese (não acredito que tenha havido dolo por parte de nenhum deles) ter cometido o crime de responsabilidade previsto no artigo 9º, item 5, da Lei Federal nº 1.079/1950, sujeitando-se à perda do cargo, com inabilitação até cinco anos para o exercício de qualquer função pública, sem prejuízo da ação da justiça comum, na medida em que infringiram o artigo 7º, caput, da Lei Estadual 3.699/95", escreveu Paulo Márcio.

Fonte: Universo Político

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Punições disciplinares desmotivam militares

Presidente da Asprase faz visita ao sargento Vieira no QCG

Na manhã desta terça-feira, 15, teve início o cumprimento da punição disciplinar imposta ao sargento da Polícia Militar, Jorge Vieira da Cruz, gestor da Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe (ABSMSE). Vieira foi punido pelo Comandante Geral da PM, coronel José Carlos Pedroso, por conta de declarações e críticas feitas através da imprensa local relacionadas à Polícia Militar, o que foi entendido como transgressão disciplinar ao final do procedimento de apuração.

Vieira passará cinco dias detido no Quartel do Comando Geral (QCG), na Rua Itabaiana, de onde deverá sair no próximo domingo. O sargento chegou ao QCG na manhã da terça-feira acompanhado por colegas de farda, amigos e pela sua esposa, Gleide Rosa Cruz, que chorou muito e se mostrou indignada com a atitude do Comandante Geral. Muitas foram as manifestações de apoio ao sargento e as críticas à punição imposta pelo Comando da PM ao representante da ABSMSE.

Na quinta-feira pela manhã o presidente da Asprase visitou o sargento Vieira no QCG. Ele e o sargento Prado intercederam pelo colega junto ao Subcomandante, a fim de que Vieira fosse autorizado a se deslocar para realizar um tratamento odontológico que já havia sido previamente agendado para a tarde de ontem, bem como para assistir aula no período noturno. Infelizmente não houve sucesso e o pedido não foi atendido pelo Comando.

A punição ao sargento Vieira é mais uma entre tantas outras impostas a policiais militares, consequência das leis e regulamentos arcaicos que regem estes servidores, sendo muitos destes diplomas originários do período da ditadura militar, impondo deveres e restringindo direitos, entre eles o da livre manifestação do pensamento e a própria liberdade.

O que torna a punição a Vieira emblemática é justamente o fato de o sargento ser gestor de uma das associações representativas dos policiais e bombeiros militares, tendo sido também um dos principais líderes do movimento Tolerância Zero, desencadeado o ano passado pelos militares, que lutavam por melhoria salarial, além de outros direitos. O movimento resultou em uma melhoria salarial significativa para a classe, que graças a essa luta está hoje entre as mais bem pagas do Brasil em comparação com as corporações de outros estados.

Que a hierarquia, a disciplina e o respeito precisam ser mantidos na PM não há dúvidas, da mesma forma que tem de ser mantidos em qualquer outra organização. O grande problema é a forma como se disciplinam as coisas e as pessoas no meio militar. Em Sergipe ainda não há sequer um Regulamento Disciplinar próprio para os militares estaduais, o que leva PM a utilizar o Regulamento Disciplinar do Exército (RDE), uma instituição que tem uma missão completamente distinta da missão policial.

Para piorar, às vezes nos deparamos com situações esdrúxulas, que nos fazem pensar por que se usam dois pesos e duas medidas em determinadas situações. Por exemplo, a Asprase recentemente encaminhou ao Comando da Polícia Militar um ofício em que mostrou claramente que uma determinação publicada no Boletim Geral Ostensivo da PM, estabelecendo que o militar que faltar ao serviço por dispensa médica deve se apresentar para o expediente no dia seguinte ao fim da dispensa, contraria o que diz a Lei Estadual nº 2.066/76 (Estatuto dos Policiais Militares). Trocando em miúdos, a determinação é ilegal.

No entanto, já houve policial militar punido disciplinarmente por esse motivo. Em conversa com o Subcomandante da PM, coronel Santiago, o presidente da Asprase, sargento Araújo, foi informado pelo oficial que a situação será analisada. Espera-se que o resultado dessa análise seja o atendimento do pleito da Asprase, que é a revogação desta determinação. Quanto a quem já foi punido por esse motivo, a Assessoria Jurídica da Asprase estará à disposição para analisar cada caso e orientar os interessados.

Outra situação que tem gerado inúmeras reclamações dos militares está relacionada às escalas extraordinárias para o policiamento em eventos, onde nem sempre a prestação do serviço é voluntária. Se faltar ao serviço e não cumprir a escala, o policial fica passível de punição, podendo ficar detido. Por outro lado, se cumprir corretamente a sua escala, fazendo jus à Gratificação por Eventos Extraordinários (GRAE), o militar terá de esperar para receber a gratificação sem a certeza de que ela será paga no mês subsequente, como devido.

E a Justiça? Esta também tem dado sua contribuição para a insatisfação e indignação de muitos militares. Muitos policiais militares que cumprem pena judicial em regime aberto estão tendo que pernoitar diariamente no Presídio Militar (Presmil), bem como ficar recolhidos no Presmil nos fins de semana e feriados. Estas são algumas das condicionantes impostas para que se cumpra a pena nesse regime. Daí se pergunta: finalmente o regime é aberto ou semi-aberto? Conclusão, para o militar nem tudo que parece é.

É por conta desses e de tantos outros problemas que as discussões sobre a desmilitarização ganham força a cada dia junto aos militares e à sociedade civil organizada. É por essas e outras que muitas vezes são feitos questionamentos pelas associações através de seus representantes. Obviamente deve haver o respeito mútuo entre os representantes das associações, da Polícia Militar e demais autoridades, e dentro dessa linha de respeito devem ser discutidos os problemas apontados em busca de suas soluções. O que não se pode é tolher o direito das associações, pessoas jurídicas de direito privado, de exercer o seu papel e defender os interesses coletivos da classe.

É público e notório que o pensamento do Comandante Geral da PM, coronel Pedroso, é de que somente o Comandante representa legalmente a classe. Para a maioria dos representantes das associações, no entanto, o Comandante Geral é sim o legítimo representante da instituição Polícia Militar e é quem deve falar pela corporação. Quanto à representação da classe, há controvérsias, já que nem sempre os interesses da instituição seguem na mesma direção dos interesses da classe.

Cabe às associações e à própria classe continuar na luta contra as injustiças e pelas conquistas que ainda não foram alcançadas, entre elas a modernização da legislação militar, em especial as normas disciplinadoras e punitivas, adequando as leis e regulamentos vigentes aos princípios e mandamentos previstos em nossa Carta Magna, e que regem um Estado Democrático de Direito.

É inegável que a instituição necessita de normas que regulem as ações de seus servidores, e que aqueles que fogem à regra devem sofrer algum tipo de sanção. O que se defende é que sejam adotadas outras formas de punição, principalmente as administrativas, que não a restrição da liberdade, exceto para os casos de crime grave conforme dispuser a lei.

É preciso que os militares deixem de ser vistos como meros agentes do Estado e passem a ser vistos como cidadãos, conquistando os direitos que hoje lhes são negados e tendo todos os seus direitos respeitados.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Comandante da Polícia Militar afirma que Associações não são sindicatos

O comandante da policia militar, coronel PM José Carlos Pedroso Assumpção, falou na manha desta terça-feira (08), sobre as atuações das Associações Militares, afirmando que essas não representam a classe e que não podem agir como sindicatos.

Pedroso disse durante entrevista que concedeu ao programa Liberdade sem Censura, que o representante da classe militar, é o comandante da corporação. Para o coronel, essas associações não são sindicatos e por isso é preciso obedecer as regras do comando e daquilo que diz a constituição. “As associações tem legitimidade para defender os associados, mas o representante da classe é comandante geral da corporação, que sou eu, coronel Pedroso. Que isso fique bem claro”, explicou o comandante.

As afirmações feitas pelo coronel Pedroso, foram sobre os processos que estão respondendo os gestores da Caixa, capitão Samuel, sargentos Vieira, Edgar e Alexandre, que irão a julgamento no próximo dia 30. “Todos sabiam das suas responsabilidades. Lá não tem nenhuma criança, portanto essa é uma instituição militar e para tanto tem que ser obedecido uma hierarquia. Volto a afirmar, o representante da classe é o comandante”, frisou Pedroso.

Indagado se o comando havia aberto algum procedimento contra os Gestores, o coronel foi firme ao afirmar que sim e que as sindicâncias estão sendo apuradas, porem se for comprovado que houve responsabilidade por parte dos PMs, esses serão punidos e se não for, o caso será encerrado. O comandante negou qualquer tipo de envolvimento por parte do governador Marcelo Deda, quanto a pedir que seja aberta sindicância sobre esses policiais. “Em nenhum momento. Nenhum dia o governador me ligou para pedir que fizesse isso. Isso é uma decisão estritamente de responsabilidade do comandante. Portanto é bom ter cuidado com as palavras e não politizar o caso”, avisou o coronel.

Para o comandante, esse fato está sendo politizado, pois segundo ele, esse procedimento é praxe no militarismo e não há motivo para, antes do julgamento, os policiais afirmarem que serão punidos ou expulsos. Pedroso lembrou ainda que, policiais militares tem que agir como tal e não como sindicalistas. E finalizou afirmando que, “enquanto eu for o comandante dessa corporação, a hierarquia será mantida e respeitada”.

Fonte: Faxaju

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Corpo de Sargento é sepultado

Militar foi baleado quando tentou impedir um assalto no bairro Santos Dumont
Fredson Navarro e João Áquila, de Aracaju


Com a presença de policiais militares, familiares e amigos, foi sepultado na manhã desta sexta-feira, 4, o corpo do sargento da Polícia Militar, Jadilson da Cruz Santos, 49, que foi assassinado no início da tarde de ontem, quando tentou impedir um assalto no bairro Santos Dumont, Zona Norte de Aracaju.

"Estou cansado de fazer velórios de policiais", declara o capelão da PM/SE

O corpo do militar que foi velado no Osaf chegou ao Cemitério São João Batista e foi recebido com salva de tiros pelo Batalhão de Choque. Após a palavra do capelão da PM, Ronaldo Amim, os polciais cantaram o hino da PM/SE. “Todos estamos sujeitos a perigos, principalmente os militares. Todos devem ter esperança em Deus. Na bíblia diz que em vão viveu sentinela se Deus não guardar a cidade. Todos nós da polícia estamos tristes”, disse emocionado o coronel Capelão.

"Ele se foi de forma muito triste", lamenta a esposa Maria Conceição.

A cerimônia foi acompanhada por militares e familiares do policial. “Foi uma perda irreparável que aconteceu de forma muito triste. Ele foi um bom marido, um bom pai e um bom policial”, lamenta sua esposa Maria da Conceição.


Representando comando geral, coronel Anselmo lamenta perda

"Foi uma grande perda para a Polícia Militar, um homem que tinha ficha limpa e fazia o bem. Toda a corporação está trabalhando pela justiça”, disse o comandante do Batalhão de Guardas, coronel José Anselmo dos Santos e que representava o comandante geral da Polícia Militar de Sergipe, coronel José Carlos Pedroso Assumpção.

O CRIME

No início da tarde desta quinta-feira, 3, uma tentativa de assalto resultou em dois baleados na rua Major Aureliano, Bairro Santos Dumont, Zona Norte da capital. Segundo testemunhas, duas pessoas em uma moto preta tentaram assaltar um mercado e o sargento da Polícia Militar Jadilson da Cruz Santos, que estava fazendo compras, reagiu. Após luta corporal, os três trocaram tiros. O policial foi baleado no peito e morreu, a funcionária do estabelecimento, Joelma Santana, levou um tiro no pé e os assaltantes conseguiram fugir.

Fonte: SN1

terça-feira, 18 de maio de 2010

ASPRASE luta contra a compensação de faltas por dispensa médica

Presidente da entidade entrega ofício ao Comandante Geral da PM e solicita a revogação da norma

No último dia 31 de março, através do Boletim Geral Ostensivo (BGO) nº 054/2010 da PMSE, foi publicada uma determinação emanada do Gabinete do Subcomandante-Geral estabelecendo que: “caso o policial não cumpra a sua escala ou dia de serviço por ter faltado, dispensa médica ou outro motivo, ele deverá apresentar-se pronto para o serviço em sua Unidade imediatamente ao término do impedimento”.

Tal determinação, claramente ilegal, atinge frontalmente mais um direito dos policiais militares e foi, portanto, alvo de análise da Assessoria Jurídica da Asprase, que identificou os vícios de ilegalidade e apontou, por exemplo, afronta à Lei Estadual nº 2.066/76 (Estatuto dos Policiais Militares de Sergipe) e à Lei Federal nº 1.075/50, que dispõe sobre a doação voluntária de sangue.

O Estatuto da PM dispõe em seu art. 131 que as dispensas do serviço poderão ser concedidas, entre outros motivos, em decorrência de prescrição médica, e diz ainda que tais dispensas serão concedidas com a remuneração integral e computadas como tempo de efetivo serviço. Fica claro desta forma que as dispensas decorrentes de prescrição médica devem ser consideradas como dias trabalhados, sem prejuízo da remuneração ou de qualquer outro benefício, não podendo haver, portanto, perda do direito à folga ou necessidade de reposição.

A mesma regra vale para as situações em que a dispensa decorra de outro motivo previsto em lei, a exemplo da doação voluntária de sangue, regulada pela Lei Federal nº 1.075/50, que em seu art. 2º assim dispõe: “Será dispensado do ponto, no dia da doação de sangue, o funcionário público civil de autarquia ou militar, que comprovar sua contribuição para tais bancos.”

Diante desses fatos, o presidente da Asprase, sargento Anderson Araújo, procurou o Comando Geral da PMSE e entregou em mãos ao coronel Pedroso, ofício com o pedido de revogação da determinação publicada em BGO. Araújo solicitou ainda o agendamento de uma reunião com o Comandante-Geral, a fim de tratar desse e de outros assuntos de interesse dos militares.

Sobre a compensação das faltas por dispensa médica, o presidente da Asprase disse entender que não há lógica nessa exigência, uma vez que a legislação pertinente ao assunto é clara. Araújo lembrou um episódio semelhante ocorrido há alguns anos, onde um ex-Comandante do 2º BPM, em Propriá, adotou medida idêntica. À época o então Comandante-Geral da PM também foi procurado e a medida foi revogada.

“Quero crer que desta vez não vai ser diferente. Está comprovado que há uma afronta a um direito do policial militar. Esperamos que o Comandante-Geral reveja este ato e reestabeleça a ordem legal das coisas”, disse confiante o sargento Araújo.

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