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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Sem conhecer Código Militar, advogado de Alcivan fala besteira, diz Sargento

Sargento Edgard. Arquivo Aspra

Uma entrevista concedida por Valter Neto, advogado do empresário e também advogado Alcivan Menezes, no final da manhã desta terça-feira (24), terminou irritando alguns militares, quando ele afirma que no Presídio Militar (Presmil), “há policiais civis e militares homicidas e assaltantes”. O comentário do advogado foi feito após o desembargador Diógenes Barreto negar o pedido de habeas corpus de seu cliente que cumpre prisão domiciliar.

Assim que o advogado concluiu a entrevista, o sargento da policia militar Edgard Menezes, procurou a redação para poder responder ao advogado. Em nota, o militar diz que “por desconhecimento do código penal militar, o advogado de Alcivam. Menezes, falou besteira em entrevista concedida ao SETV 1a edição”.

Irritado, o policial afirma que “diante da negativa do desembargador Diógenes Barreto, em conceder habeas corpus aos seus clientes que estão em prisão domiciliar e a narrativa de que seus clientes deveriam ir para o Presmil, o advogado saiu com essa pérola. No Presmil tem policiais militares e civis, assaltantes e homicidas”.

Edgard afirma que o advogado desconhece o Código Miliar. “Quero esclarecer ao doutor, que ele desconhece o código Militar, que muitos dos policiais militares vão para aquela instituição, simplesmente por desobedecer um superior hierárquico, por supostamente abandonar o serviço, por se ausentar dá PM por mais de oito dias. Portanto, crimes tipicamente Militar, que se fosse no código penal cívil, nem crimes seriam. Portanto peço respeito para com os policiais militares”, avisou o PM.

Ao final, o sargento Edgard pede que o advogado trate bem os miltiares. “E se tiver algum policial aguardando julgamento lá no Presmil, estará na mesma situação que o seu cliente, ainda sem definição se é culpado ou inocente. Trate com mais respeito quem passa o dia defendendo sua família dos marginais, não é só entre os advogados que existe homens do bem”, desabafa o PM.

Munir Darrage

Fonte: Faxaju

domingo, 19 de julho de 2015

Sargento Svetlana passa mal no Presmil e é encaminhada às pressas ao HPM

A sargento Svetlana Barbosa, presidente da Associação Integrada de Mulheres da Segurança Pública (ASIMUSEP), foi presa por um oficial da policia militar e encaminhada à Corregedoria, acusada de ter abandonado o serviço.

A sargento Svetlana Barbosa, da Policia Militar de Sergipe (PMSE), foi presa por volta das 11 horas deste sábado (18), durante o seu expediente de trabalho dentro da Associação Integrada de Mulheres da Segurança Pública (Asimusep) acusada de abandono e serviço, crime previsto no Código Penal Militar, artigo 195.

Svetlana é primeiro sargento da policia militar e neste sábado estava de serviço ordinário onde cumpria a missão de supervisionar o policiamento ostensivo no centro de Aracaju. As informações passadas por um amigo da sargento que também é policial, é de que ela teria entrado na sede da associação para fazer suas necessidades fisiológicas, já que se encontrava nas proximidades da associação que preside.

A prisão da militar ocorreu dentro da Asimusep por volta das 11 horas. Após a prisão, Svetlana foi encaminhada à Corregedoria da PM e em seguida ela foi levada para o Presidio Militar (Presmil).

Na manhã deste domingo (19), a informação passada à redação do FAXAJU é de que a sargento Svetlana passou mal por volta das 21 horas de ontem. Muito abalada, a militar começou a vomitar sendo encaminhada às pressas para o Hospital da Policia Militar (HPM), onde foi medicada e mantida sob observação.

Por volta de meia noite e meia, ela foi reconduzida ao Presmil onde se encontra, porém as informações são de que ela chora muito e não quer se alimentar. Além disso, segundo declarou o militar amigo de Svetlana, as visitas estão proibidas, sendo possível ter acesso a ela apenas o advogado e familiares.

Um militar que pediu para não ser identificado disse que está muito triste com a maneira com que os militares são tratados. “Eu estou indignado. Até parece que a sargento é uma bandida de alta periculosidade. Isso precisa mudar. Não se pode tratar um ser humano dessa maneira, afinal de contas, com a prisão dela, é um policial a menos nas ruas”, desabafou o PM.

Munir Darrage

Fonte: Faxaju

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Cabo da Polícia Militar comete suicídio no Presmil


Um cabo da policia militar de Sergipe cometeu suicídio dentro do Presmil no final da tarde desta terça-feira.

O cabo da policia militar, Eduardo, acabou cometendo suicídio no final da tarde desta terça-feira (22), dentro do Presídio Militar, em Aracaju. As primeiras informações são de que o cabo Eduardo teria se enforcado dentro do Presmil onde se encontrava.

Até o momento não se sabe o que teria levado a militar a cometer suicídio. Seu corpo ainda está nas dependências do Presmil aguardando a chegada do IML

Fonte: Faxaju

Nota da Aspra: Nossos pêsames pela morte do companheiro de farda. Sentimos muito pelo ocorrido e desejamos dias menos sofridos para a família do cabo Eduardo

domingo, 1 de junho de 2014

Deputado Capitão Samuel diz que Coronel Iunes proibiu sua entrada no Presmil

Deputado diz que se sentiu constrangido ao ser “proibido” de participar de evento no Presmil. Samuel diz que vai “convocar” Iunes para explicar sobre ocorrido

O deputado estadual capitão Samuel Barreto (PSL), presidente da Comissão de Segurança Pública na Assembléia Legislativa se sentiu ofendido e constrangido na manhã deste sábado (31), durante uma comemoração que foi realizada no Presídio Militar (Presmil), em homenagem ao dia das mães e onde segundo ele, não foi permitido a sua entreda.

Em entrevista exclusiva ao FAXAJU, o deputado Samuel Barreto acusou o comandante da policia militar, coronel Mauricio Iunes de ter proibido a sua entrada no Presmil na manhã deste sábado. Samuel conta que “hoje os internos do Presmil estão comemorando o dia das mães e para minha surpresa, eu fui impedido de entrar no presídio por ordem do comandante que alega que eu faria política. Na portaria havia uma lista com os nomes dos convidados e o meu nome não estava lá, apesar de ter sido covidado por organiadores. O capitão responsável pelo caso me disse que foi ordem do comandante”, afirmou o deputado.

Samuel explica que teria sido convidado para participar das comemorações, já que os internos teriam sido liberados para fazer os convites, e ele, Samuel, teria sido um dos convidados, até porque é membro da CSP/AL. Mas para sua surpresa, ao chegar ao Presmil, ele recebeu a informação que teria sido passada por um capitão que coronel Iunes teria dado ordem para que ele não entrasse.

Por conta disso, muito irritado, o deputado Samuel Barreto afirmou que na próxima segunda-feira (02), irá fazer um pronunciamento na AL sobre o ocorrido e que nesse mesmo dia irá convocar o comandante para explicar, o que segundo ele, é uma atitude arbitrária e que não havia justificativa para impedir sua entrada no Premil. “Na segunda-feira eu vou me pronunciar na Asssembleia. Eu vou convocar o comandante, entenda bem, eu como presidente da Comissão de Segurança Pública na Assembleia Legislativa não vou convidar, eu vou convocar o coronel Iunes para que ele explique essa ordem truculenta que ele deu. Não tem lógica ele proibir a entrada de um parlamentar que além de ser militar é o presidente da Comissão de Segurança Pública”, avisou Samuel.

Já no inicio da tarde deste sábado, Samuel aproveitou para fazer uma visita ao quartel do Corpo de Bombeiros. O deputado diz que no quartel do CBM não houve nenhum tipo de constrangimento e que o oficial de dia, tenente Issac o recebeu de forma respeitosa, ao contrário do comandante da PM que “ele esquece que sou deputado estadual e não sou mais capitão para ele como coronel ter autoridade sobre mim. Quem fala aqui é o deputado estadual capitão Samuel Barreto e não o capitão Samuel. Portanto ele precisa entender que a conversa agora é entre um parlamentar e o comandante da policia militar, que mesmo sendo coronel, precisa entender que eu sou um parlamentar e não um subordinado dele”, desabafou Samuel.

Munir Darrage

Fonte: Faxaju/Perfil do Deputado no Facebook

domingo, 23 de março de 2014

Juíza libera Sargento Edgard

Juíza Hercília e Capitão Samuel
Auto de prisão em flagrante
Ofício de liberação expedido pela Juíza Hercília Maria Fonseca Lima
Capitão Samuel na porta do Presmil
Sargento Edgard com sua esposa

Obs1.: Atualizado às 14:07 do domingo, 23/03/2014, para acréscimo de informações
Obs2.: Atualizado às 15:10 do domingo, 23/03/2014, para acréscimo de informações
Obs3.: Sargento Araújo, presidente da Aspra, encontra-se no local

Capitão Samuel encontra-se agora no Presmil com ofício de liberação do Sargento Edgard expedido pela juíza de plantão. Aguarda a chegada do Sargento Edgard para que o ofício seja entregue e o mesmo liberado.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Deputado Capitão Samuel visita presídio militar

Na tarde deste domingo, 8, o deputado estadual Capitão Samuel (PSL), realizou uma visita no Presmil – Presídio Militar. Na oportunidade o parlamentar conversou com diversos militares presentes e informou sobre sua luta e ações na Assembleia Legislativa de Sergipe para a categoria. “Visitei o presídio militar, dialoguei com PMs sobre a lei que aprovamos que trata da aposentadoria do militar onde o mesmo poderá se aposentar aos 30 anos independente de estar respondendo processo. Uma vitória do nosso mandato para a família militar”, declarou Samuel Barreto.
 
Segundo o deputado ele foi muito bem recebido pelo militares do PRESMIL e com muita alegria. “Eles agradeceram a minha visita e a aprovação do projeto que garante a muitos militares o alimento dos seus familiares com a sua aposentadoria” explicou o capitão.
 
Na visita realizada pelo deputado foi explicado ainda sobre a mudança do uniforme atual do Presmil e do regime dos militares presos. “Pedi ajuda ao juiz Diógenes para a mudança do uniforme amarelo chamativo, me comprometi também em comprar o uniforme de educação física para todos os militares presos e conversei sobre o regime aberto e semiaberto e seus horários que estão sendo redefinidos” conclui o deputado.

Assessoria Parlamentar (Chris Brota)

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Presmil recebe doação de livros e revistas para a sua biblioteca

A Polícia Militar do Estado de Sergipe, através do Presídio Militar (Presmil), solicita aos policiais militares e à sociedade civil a doação de livros e revistas para a ampliação do acervo da biblioteca da unidade prisional.

As doações podem ser feitas no próprio Presmil, situado na Travessa Adauto Botelho, bairro Getúlio Vargas, no antigo Hospital Adauto Botelho. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3179-1846 ou pelo e-mail presmil@pm.se.gov.br.

Presmil

O Presídio Militar foi criado através de Portaria de nº 067/2007 da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, no ano de 10 de maio de 2007. A unidade prisional militar faz parte da estrutura da SSP e abriga os presos provisórios e condenados integrantes da carreira policial militar, bombeiro militar e policial civil.

Fonte: PMSE

terça-feira, 9 de abril de 2013

Sargento pode ser expulso acusado de ser desertor

Um sargento do Corpo de Bombeiros de Sergipe pode ser preso e posteriormente expulso da corporação, acusado de deserção. As informações são de que o sargento Denison estaria à disposição do HPM.

Na tarde desta terça-feira (09), o sargento Denison, do Corpo de Bombeiros foi acusado de desertar, ou seja, abandonar o serviço. A informação passada à redação do FAXAJU on-line são de que Denison estaria à disposição do Hospital da Policia Militar (HPM), porem seu nome não era incluído na escala de serviço a cerca de um mês.

O militar que passou a informação disse que o sargento mesmo não tendo seu nome incluído na escala, ainda assim comparecia ao HPM onde prestava os serviços. O fato veio à tona quando o sub-comandante da corporação, coronel Vagner, enviou uma escolta até o hospital para recolher o sargento que tentou evitar o constrangimento e compareceu espontaneamente ao quartel dos Bombeiros onde está sendo ouvido.

Há ainda a informação de que, como o militar não compareceu acompanhado de um advogado, este pode ser preso, encaminhado ao Presmil e posteriormente ser expulso da corporação.

Para o deputado estadual capitão Samuel Barreto (PSL), “essa é uma legislação arcaica e essa atitude é típica do militarismo, que deveria ser usado em tempo de guerra. Antes de mandar prender o rapaz eles deviam conversar”.

Ao tomar conhecimento do fato envolvendo a prisão do sargento Denison, o deputado disse que está disponibilizando um advogado para defender o bombeiro. Samuel se mostrou irritado como está sendo tratado o assunto. “Nesse caso não caberia prender o sargento, e sim perguntar se ele estava ou não comparecendo ao trabalho no HPM. Se ele não estava sendo escalado a culpa não era dele e nesse caso ele está pagando por um erro de outra pessoa”, argumentou o deputado.

Samuel Barreto disse ainda que a Comissão de Segurança da Assembléia irá encaminhar um documento ao comandante do Corpo de Bombeiros cobrando explicações sobre essa suposta prisão. “A corda sempre quebra do lado do mais fraco e nós vamos querer saber sobre o que está ocorrendo, inclusive já disponibilizamos um advogado para acompanhar o caso do sargento Denison”, afirmou Samuel. 

A situação do sargento Denison está sendo discutido neste momento.

Fonte: Faxaju

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Deputado Capitão Samuel comemora decisão do Tribunal de Justiça, que considerou ilegal prisão do capitão Leandro

Segundo o Subtenente Jailson, da AAM, a participação do deputado Capitão Samuel foi decisiva

Na tarde desta sexta-feira, 04, o deputado estadual Capitão Samuel (PSL), comemorou a decisão do Tribunal de Justiça, através do desembargador Luiz Mendonça que desconsiderou o artigo 270 do Código de Processo Penal Militar e fortaleceu a tese argumentada pelo parlamentar que considerou ilegal a prisão do colega militar Capitão Leandro Soares.

Segundo Samuel Barreto essa decisão mostra a credibilidade que tem a Justiça sergipana por ter conduzido de forma séria e coerente o caso do capitão Leandro que para o parlamentar sofreu abuso de autoridade por parte do oficial que decretou sua prisão. “Estou muito feliz com a decisão do poder judiciário sergipano que mais uma vez decidiu de forma coerente e centrada o caso do amigo Leandro, espero que casos como esses de abuso de autoridade não se repitam, pois, o poder judiciário está atento às insanidades daqueles que querem abusar da lei”, afirmou o capitão Samuel. 

Relembrando o caso

Na madrugada da última terça-feira, 1, o capitão Leandro Soares, foi preso em flagrante pelo comandante de policiamento da capital, coronel Jackson. O fato teria ocorrido quando o capitão Leandro supostamente teria discordado de seu superior hierárquico, o coronel Jackson que acabou decretando a sua prisão em flagrante por “descumprir ordem superior”. 

Habeas-corpus

O capitão Leandro Soares foi recolhido ao Presídio Militar, onde esteve recolhido até a tarde desta sexta-feira (04), quando ele foi liberado, (às 15:55h) após o desembargador Luiz Mendonça conceder o habeas-corpus. O advogado que está acompanhando o caso do militar, Dr. Samuel Daud concedido pela Associação de Assistência aos Militares (AAM), através da solicitação do capitão Samuel esteve no presídio, juntamente com o subtenente Jailson que comemoraram a decisão da justiça sergipana.

“Mais uma vez o poder judiciário sergipano decide de maneira coerente e correta uma prisão arbitrária contra um capitão da Polícia Militar de Sergipe praticada por um oficial da PM”, declarou o subtenente Jailson.

Segundo o Subtenente Jailson da Associação de Assistência ao Militar a participação do deputado Capitão Samuel foi decisiva, pois o mesmo atuou de forma apaziguadora e eficaz no caso, dando a devida assistência ao militar em questão. 

Decisão

O desembargador Luiz Mendonça desconsiderou o artigo 270 e considerou inconstitucional a alegação feita pelo coronel. A não-aplicabilidade do art. 270, parágrafo único, alínea "b" do Código de Processo Penal Militar frente às garantias fundamentais tuteladas pela Constituição da República Federativa do Brasil foi a ideia principal do desembargador , haja vista a garantia de resguardar à dignidade da pessoa humana, à liberdade e à presunção de não-culpabilidade, dentre outros princípios que são claramente violados pela regra militar.

Assessoria Parlamentar (Chris Brota)

Sai Habeas Corpus do Capitão Leandro

Desembargador Luiz Mendonça concede habeas-corpus e capitão Leandro Soares acaba de ser liberado

Exclusivo: Na madrugada desta terça-feira, 1º de janeiro de 2013, o capitão Leandro Soares, foi preso em flagrante pelo comandante de policiamento da capital, coronel Jackson. O fato teria quando o capitão Leandro supostamente teria discordado de seu superior hierárquico, o coronel Jackson que acabou decretando s sua prisão em flagrante por “descumprir ordem superior”.

O capitão Leandro Soares foi recolhido ao Presídio Militar, onde esteve recolhido até a tarde desta sexta-feira (04), quando ele foi liberado, (às 15:55h) após o desembargador Luiz Mendonça conceder o habeas-corpus. O advogado do militar, Dr. Samuel Daud esteve no presídio e acompanhou a saída do capitão.

Em seu despacho, o desembargador Luiz Mendonça desconsiderou o artigo 270, considerando inconstitucional a alegação feita pelo coronel.

Uma informação passada por um militar à redação do FAXAJU on-line, é de que a prisão do capitão Leandro Soares deveria ser mantida até o termino do Pré-Caju.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Capitão Samuel Barreto presta apoio e solidariedade ao capitão Leandro

Chamou a atenção de policiais militares e da imprensa um fato ocorrido nas primeiras horas do dia 1º de janeiro, na Orla da Atalaia, envolvendo oficiais da Polícia Militar de Sergipe. Acusado de desobediência a ordem superior, o capitão da PM Leandro Soares que estava de serviço no Réveillon da Orla, foi preso em flagrante por ordem do coronel Jackson Nascimento, comandante do policiamento militar da capital.

Segundo o deputado estadual Capitão Samuel (PSL), que visitou o capitão Leandro no Presídio Militar (Presmil), onde está recolhido, o fato teria ocorrido porque dias antes o coronel Jackson teria determinado ao capitão Leandro que procedesse a uma investigação no município de Areia Branca referente à morte de um policial militar. Apesar de o trabalho não estar na alçada do capitão, uma vez que o policiamento de Areia Branca é de responsabilidade do Comando do Policiamento Militar do Interior (CPMI), e não do Comando do Policiamento Militar da Capital (CPMC), ao qual o capitão é subordinado, o mesmo teria tomado providências para colher as informações solicitadas, apurando que tanto a Companhia de Areia Branca quanto a delegacia de Polícia Civil local já estavam procedendo as investigações.

Contudo, insatisfeito com o trabalho do capitão Leandro, o coronel Jackson teria chamado a atenção do mesmo diante de outros policiais durante o serviço do Réveillon na Orla da Atalaia, desqualificando o capitão perante os colegas que presenciaram o fato. A reação do capitão Leandro teria sido a de responder ao coronel Jackson que ele era funcionário do Estado e não do coronel, o que irritou o superior que o dispensou imediatamente do serviço. Em seguida o coronel Jackson teria ligado para o Comandante Geral da PM, coronel Maurício Iunes, que compareceu ao local mas antes disso determinou ao coronel Jackson que desse voz de prisão ao capitão por desobedecer ordem superior e o encaminhasse à Corregedoria da Polícia Militar para a lavratura do flagrante.

O fato ocorrido traz novamente à tona a questão do militarismo nas instituições policiais brasileiras, muito combatido principalmente pelos praças, oficiais de baixa patente e até por alguns poucos oficiais superiores, e por aqueles que defendem uma polícia mais profissional, qualificada e democrática. Para os defensores da desmilitarização das polícias o militarismo só serve para oprimir os profissionais, que ficam à mercê das vontades de seus superiores, os quais detêm o poder de, quando contrariados, estando ou não com a razão, utilizar as rígidas regras do militarismo para punir, inclusive com o cerceamento da liberdade, os seus subordinados.

Por conta do militarismo muitos dos direitos garantidos constitucionalmente a todos os cidadãos são descaradamente negados aos servidores militares (policiais, bombeiros e servidores das Forças Armadas). O que para um cidadão comum é um direito, como por exemplo, manifestar livremente o seu pensamento, para o militar pode se transformar em crime a critério de seus superiores, principalmente quando certas verdades não desejadas são ditas. Um outro exemplo é que em um tempo em que se fala tanto na liberdade de opção sexual e em que se promovem campanhas contra a homofobia, ainda existe no Código Penal Militar o tal crime de pederastia, indo totalmente na contramão de todas as convenções sociais modernas.

Segundo informações o capitão Leandro só teve em toda sua carreira duas punições disciplinares, coincidência ou não, nas duas ocasiões o mesmo foi punido exatamente pelo coronel Jackson. O deputado capitão Samuel já disponibilizou assessoramento jurídico para o capitão Leandro e estará acompanhando o caso.

Assessoria Parlamentar (Chris Brota)

Capitão PM é preso por desobedecer comandante da capital

O subcomandante do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), capitão Leandro Soares, foi preso por desobediência na madrugada de terça-feira (01), durante o plantão de virada do ano. De acordo com informações, o comandante do policiamento da capital, coronel Jackson Nascimento deu uma ordem que não foi cumprida pelo subordinado.

Segundo uma fonte militar, o capitão afirmou não ser empregado do coronel e disse que não faria o que lhe foi solicitado. Minutos depois, o coronel Jackson prendeu o capitão Leonardo por crime de desobediência. O militar desobediente foi levado para o Presídio Militar.

A informação é que a prisão está enquadrada no Regulamento Disciplinar do Exército (RDE), código de conduta dos policiais militares de Sergipe, como crime de desobediência e insubordinação. O advogado de defesa do militar entrará com um habeas corpus nesta quarta-feira, pedindo a libertação do capitão Leandro.

Marcio Rocha

Fonte: F5 News

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Capitão da PM é preso em flagrante.

O número reduzido de policiais militares para fazer a segurança publica no estado, começa a criar animosidade entre oficiais da corporação.

Na madrugada desta terça-feira, 1º de janeiro de 2013, o capitão Leandro foi preso em flagrante pelo comandante de policiamento da capital, coronel Jackson. O fato teria acontecido nas primeiras horas de hoje, quando o capitão Leandro supostamente teria discordado de seu superior hierárquico, o coronel Jackson que acabou decretando s sua prisão em flagrante por “descumprir ordem superior”.
 
As informações passadas à redação do FAXAJU on-line são de que devido ao número reduzido de PMs, capitão Leandro acabou sendo preso em flagrante acusado de “crime de desobediência a superior”. O capitão teria discordado de uma ordem dada pelo coronel, o que teria causado a sua prisão em flagrante após uma discordância de ordens que teria acontecido na frente de praças.
 
Ainda segundo a informação, as ordens que estavam sendo dadas pelo coronel, estariam forçando os praças ao trabalho exaustivo, já que o número de policiais era menor que o que seria necessário para realizar a segurança.

O capitão se encontra na Corregedoria da Policia Militar, onde será lavrado o flagrante.
 
Fonte: Faxaju

Capitão da PM é preso no réveillon por desobediência

O capitão foi encaminhado ao Presídio Militar (Presmil)

Segundo o corregedor, o capitão recebeu uma ordem do coronel Jackson para buscar informações sobre uma investigação que estava sendo feita pelo comando. O capitão discordou e durante a discussão usou a frase que foi interpretada com base no Código Militar como desrespeito ao superior. O próprio coronel Jackson efetuou a prisão e conduziu o capitão para a corregedoria militar, onde foi ouvido e encaminhado para o Presídio Militar (Presmil). 

Um capitão da Polícia Militar, Leandro Soares, foi preso na madrugada desta terça-feira, 1º, durante o serviço que desempenhava no Réveillon na Orla de Atalaia. De acordo com o corregedor da PM, coronel José Pereira de Andrade, o fato ocorreu após o capitão ter falado ao comandante do policiamento da capital, coronel Jackson Nascimento, que “Não era empregado do coronel”. O corregedor esclarece que a prisão do capitão, que é subcomandante do 1º Batalhão, já foi comunicada a 6ª Vara Militar e a soltura dependerá de um habeas corpus.

Kátia Susanna

Fonte: Portal Infonet

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Samuel: PMs usaram coletes refletivos para esconder fardas velhas

Capitão Samuel “faz denúncias na tribuna em relação às condições vividas pelos PMs”

O capitão Samuel aproveitou o pronunciamento feito ontem para denunciar o fardamento dos policiais militares no desfile cívico no último dia 7 de setembro na Avenida Barão de Maruim. “Se vocês observaram, os policias militares estava à maioria com os coletes reflexivos com a intenção de esconder o fardamento velho da tropa militar”, denunciou o deputado.

Nesta terça-feira (11), o deputado estadual capitão Samuel ocupou a tribuna da Assembléia Legislativa e voltou a cobrar providencias para resolver o problema do codigo disciplinar e aproveitou para comentar um fato ocorrido no Batalhão de Lagarto que segundo ele reafirma a necessidade de discutir o Código Disciplinar da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Sergipe que já se encontra na Assembléia Legislativa de Sergipe. “Infelizmente esse Código enviado pelo Governo ainda insiste em colocar pena administrativa de prisão para os militares sergipanos, vários Estados já retiraram esse tipo de punição administrativa isso é coisa da ditadura militar, onde os servidores públicos sendo militares poderiam ser presos, para os outros servidores isso foi retirado, mas o servidor militar infelizmente ainda continua com a prisão administrativa”, afirmou o deputado.

Segundo Samuel Barreto um cabo da Polícia Militar lotado em Lagarto foi punido com a prisão administrativa por causa de uma falta de serviço. Ainda segundo o parlamentar o militar tinha restrições médica para determinados tipos de alimentos que pudesse prejudicar a saúde do cabo. “O cabo tinha uma prescrição médica que proibia o militar de comer vários tipos de alimento que pudesse prejudicar ainda mais a sua saúde”, disse o capitão Samuel.

Samuel alerta ainda para a questão da licitação para alimentação dos militares e que seria bem mais barato e proveitoso para a categoria o ticket alimentação, pois, os horários das refeições poderiam se ajustar ao local em que estivesse o militar de serviço.

O capitão Samuel explanou na tribuna que os militares do Batalhão de Itabaiana puderam comprovar o descaso com a saúde e com o respeito à dignidade dos mesmos, pois vegetais e legumes guardados na cozinha do Batalhão alguns já estavam enraizando o que demonstra a falta de cuidado com a alimentação dos militares em questão. “Tinha um pé de cebola na cozinha, da cebola nasceu o pé. E o policial olhando aquilo ali não quis se alimentar justificou o deputado Capitão Samuel.

Segundo o parlamentar, o oficial encarregado pelo Batalhão seguindo o Regulamento Disciplinar deu voz de prisão para o cabo que se recusou a comer do alimento ali armazenado. A voz de prisão caracterizou desobediência segundo o oficial que conduziu o cabo para o Presídio Militar onde o mesmo ficou 30 horas preso por que se recusou a se alimentar da comida que o Batalhão estava servindo.

O deputado estadual Capitão Samuel disponibilizou para o cabo um advogado que peticionou a Auditoria Militar e através do juiz e do promotor tomou uma atitude inusitada, não acatando o flagrante por desobediência e inverteu o procedimento que foi levado para o judiciário denunciando o oficial por abuso de autoridade.

O deputado lembrou que esse oficial é o mesmo que denunciou a soldado Ediana no caso bastante divulgado pela imprensa em que a militar atravessou a rua para utilizar o banheiro de sua casa e foi denunciada por abandono de posto.

O ponto chave do discurso do deputado foi o apelo aos outros parlamentares para que avaliem o quanto antes o Código Disciplinar e desde já solicitou a retirada da prisão administrativa do Código que já se encontra na Assembléia Legislativa e alertou que vários Estados não têm mais a prisão administrativa e que Sergipe deve avançar nesse sentido também.

Fonte: Assessoria Parlamentar do Deputado Capitão Samuel (Chris Brota)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Muro do presídio militar é derrubado

Uma máquina que teria ido fazer um serviço, em um prédio onde funciona um departamento da Secretaria do Estado da Saúde, acabou criando transtorno para os policiais militares que se encontram recolhidos no Presídio Militar (Presmil).

Na tarde desde sábado (10), uma máquina enviada para fazer um serviço em um prédio próximo ao Presmil, acabou derrubando acidentalmente o muro no fundo do presídio, o que fez com que os policiais militares que se encontram ali, aguardando julgamento, fossem recolhidos para as celas, já que o presídio ficou sem segurança.

Logo após o incidente, o deputado estadual capitão Samuel Barreto (PSL), foi comunicado do fato e foi até o local. Segundo o parlamentar, isso acabou criando constrangimento, já que ontem era dia de visita. “Veja o descaso de nossos gestores. A secretaria de obras manda uma máquina fazer o serviço num prédio vizinho, daí acaba derrubando o muro do presídio. Ontem era dia de visita o que acabou não acontecendo por causa do incidente”, disse Samuel.

Para o parlamentar, esses são “fatos lamentáveis e que ocorre sempre com a Polícia Militar”, lamentou Samuel, explicando que alguns PMs que ali se encontram, não foram julgados e que há policiais que estão ali recolhidos, “por um simples procedimento que pode inocentá-lo, porem ele também foi penalizado e agora está recolhido”, reclama Samuel.

Fonte: Faxaju

domingo, 4 de dezembro de 2011

Capitão Samuel é entrevistado pelo Jornal da Cidade

Entrevista do Deputado Estadual Samuel Alves Barreto ao Jornal da Cidade
 
Jornal da Cidade - Sergipe é um Estado violento? Quais as cidades mais violentas e por quê?
Samuel Barreto - De acordo com as estatísticas divulgadas nas últimas semanas nós não podemos dizer que Sergipe não é um Estado violento. Saiu na pesquisa realizada como o quinto Estado mais violento do Brasil. Ocupando primeiro lugar em uma série de crimes tipificados como roubos, homicídios, estupros etc. O número foi obtido por órgãos oficiais, então não tem o que se dizer. Realmente o crime está aqui. Conversando com a população é perceptível o anseio da sociedade por mais segurança. As cidades mais violentas que se destacam em nosso Estado são a capital, Aracaju, e as circunvizinhas (Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão), que possui maiores aglomerados humano. É lógico que aonde se tem mais gente se tem mais crime. Destacamos também cidades como Itabaiana, que historicamente tem um alto índice de violência.
JC - As Polícias não têm condições de combater a criminalidade? Os policiais têm bons salários. O que falta agora?
SB - As Polícias têm condições de combater a criminalidade sim. Os salários melhoraram, claro, não é o ideal, por que na verdade a gestão criou uma dívida entre as polícias (PC e PM), ambas têm que ganhar igual. O que não pode acontecer é querer que eles virem homens de aço, ou seja, trabalhar sem dormir, trabalhar 24 horas por dia, por que o efetivo que nós temos hoje na Polícia Civil é menos da metade do necessário. A Polícia Civil precisa dobrar o efetivo para começar a existir no interior do Estado, por que lá existem alguns poucos bravos guerreiros da Polícia Civil, um delegado, um agente, um escrivão, que estão fazendo questão de dizer que existe a PC está presente. Então é preciso fazer concurso urgente para a Polícia Civil, para que ela passe a existir, liberando assim os policiais militares das delegacias para as ruas. Depois disso vem uma segunda necessidade que poderia ser um concurso para a Polícia Militar. Mas, na realidade o grande problema é efetivo e principalmente da Polícia Civil.
JC - Quantos são os PMs e PCs e qual é contingente ideal? Com base em que se define o ideal?
SB - A nível de Brasil, você tem várias estatísticas que podem ser usadas para se ter o número ideal. Hoje se você analisar de forma técnica a Polícia Militar de Sergipe está precisando de dois mil homens de acordo com o previsto na lei de efetivo da corporação, nós temos dois mil homens a menos na PM. Já a Polícia Civil, acredito, precisaria dobrar o seu efetivo atual para começar a fazer uma atividade de polícia civil próximo do ideal e a polícia militar, de acordo com a legislação de criação do efetivo precisaria hoje completar o seu efetivo com dois mil homens para chegar ao que determina a lei que são 7000 mil homens para começar a se aproximar do número ideal.
JC - Quais são os crimes mais freqüentes no Estado e o que pode ser feito para combater?
SB - O que mais tem ocorrido, por exemplo, furto de veículos, e roubos de uma forma geral. Nós fomos o primeiro do Brasil, em furto de veículos. Ficamos em evidência em homicídios. Eu não pratico mais a atividade policial, apenas tenho 20 anos de experiência policial para dar a minha opinião. É e através de várias opiniões de vários profissionais que vamos chegar à política ideal, um só fazendo não consegue acertar. Para furto de veículos em Aracaju, se a barreira das vias que liga Nossa Senhora do Socorro para Aracaju funcionasse, se a barreira das vias que leva a Barra dos Coqueiros, se as barreiras estivessem funcionando efetivamente, com certeza haveria uma redução dos furtos em Aracaju. Agora do jeito que está hoje, saindo de Socorro não tem barreira nenhuma, saindo pela BR também não se tem barreira efetivamente. Se fortalecesse as barreiras já reduziria esse número aqui no nosso Estado. Outro exemplo: nós tínhamos um convênio onde o policial militar em sua folga fardado trabalhava para os Correios, e isso aumentava claramente o número de policiais no interior, muitas vezes o delegado passava nos Correios do interior ou do local em que tinha o Correio mais próximo, pegava o policial para uma determinada ocorrência, ajudando assim a segurança como um todo. O Custo para o Estado era zero, pois quem pagava era os Correios mas infelizmente o entendimento do judiciário foi contrário a esta parceria. Em relação ao combate às drogas, eu acredito que tem que se fazer uma política de prevenção onde deva existir uma integração entre as secretarias, para que envolva ações de inclusão social, envolvimento da Educação, da Saúde, do Esporte, enfim ações que tragam benefícios e retorno para esta área. Se um policial prender uma pessoa por motivo de droga não tem para onde levar, leva para delegacia depois solta. Nós não temos clínicas para viciados, então é um problema. Trabalhamos na consequência e esquecemos as causas. 5- Há ações realmente concretas de combate ao crime na SSP? Onde é que a SSP falha? Em relação ao combate às drogas como disse anteriormente existe uma ação repressiva forte. É tanto que é recorde o número de apreensão de armas no Estado. Falta o combate às causas. Acredito que falta a integração para um melhor resultado nesse combate, digo numa integração geral das secretarias de Educação, Esporte, Saúde, todas tentando um melhor resultado, com um projeto integrado no combate as drogas. Por que a maioria dos pequenos furtos que nós fomos recordistas nos índices de violência revelados na última pesquisa, como celulares, som de carros, vem justamente oriundo do craque, para comprar a droga eles ficam reféns dos pequenos furtos. Outro ponto, a SSP investe muito, ela foca muito na repressão, quando digo repressão é a investigativa e policial, é prendendo traficantes é investigação, é claro que tem que investir em investigação, agora nunca, você pode investir mais no depois que o crime acontece você tem que investir para que o crime não aconteça. O grande problema da SSP é investir mais na consequência do que na causa, muito mais do que apresentar bandidos presos do que pessoas menos roubadas, muito mais do que apresentar quantidade de inquéritos abertos do que quantidade de redução de ocorrência. Eu acho que o foco é que está equivocado, o foco e as apresentações que a SSP têm que fazer é dizendo que houve uma diminuição de pedidos de ocorrências dos bairros pelo 190, mostrando que o trabalho de prevenção está efetivamente correto.
JC - Há muitos policiais em Sergipe envolvidos com a criminalidade? Quantos são os PMs presos por isso? Sabe da PC?
SB - Em relação a isso não tenho dados, por que é a Corregedoria que tem a informação específica. O número que tenho é pouco, agora eu não sei se é por falha da Corregedoria ou por outro motivo. A quantidade de casos envolvendo PMs e maior do que os PCs por conta do efetivo da PM que é muito maior então obviamente os casos são maiores na PM. Mas o que tenho conhecimento da Polícia Militar é que tanto a Corregedoria quanto a Auditoria Militar têm agido de forma correta e muito forte em relação aos casos de criminalidade envolvendo os PMs e a exemplo disso é que os únicos presos desse Estado em regime aberto que cumprem pena no presídio é o militar , os civis eles ficam em sua residência no regime aberto, então as atitudes que estão sendo tomadas são mesmo muito fortes. Depois do aumento salarial que houve para os Policiais militares a quantidade de denuncias por desvio de conduta têm reduzido muito comprovando que as associações tinham razão de que quando você investe no homem, você ganha um profissional de qualidade, e a sociedade ganha um profissional bem recompensando pelo trabalho.
JC - A população reclama que anão vê polícia nas ruas de Aracaju e principalmente no interior? Há um boicote às ações determinadas pela SSP?
SB - A SSP determina tudo. O que existe é um problema grave de efetivo que é refletido na falta de policiais nas ruas. Essa é a deficiência maior. Agora não cabe dizer que é boicote. Claro que não. A Polícia Militar e a Polícia Civil estão empenhadas em trabalhar. O problema realmente está na gestão como sempre digo nos pronunciamentos feitos na Assembleia Legislativa. Em relação à política de Segurança a informação que tenho obtido através de reunião que tive com o Governador Marcelo Déda é que em janeiro será apresentado um projeto de Segurança Pública. Eu apresentei 24 pontos mais solicitados pelas categorias que envolvidas na Segurança Pública e vou ficar cobrando, por que é assim que aliado deve trabalhar apontando os problemas e mostrando possíveis soluções.
Fonte: www.capitaosamuel.com.br

terça-feira, 5 de julho de 2011

“Secretário usa lei para prejudicar PMs”


60 policiais militares tem o salário cortado em 50%. Deputado diz nao entender atitude de secretário.

O deputado estadual capitão Samuel Barreto (PSL), não gostou da decisão tomada pelo governo do estado, em cortar 50% dos salários de 60 policiais militares que estão sub judice e que se encontram recolhidos no Presmil.

Samuel Barreto disse na manha de hoje, que os policiais foram surpreendidos com a atitude adotada pelo secretario Oliveira Junior que, segundo o capitão, usa de uma lei antiga (lei 5699/2005, artigo V), para prejudicar os policiais. “Enquanto o governo do federal aumenta o auxilio às famílias dos bandidos, em nosso estado, os PMs que ainda estão sub-judice, tem o salário cortado ao meio”, reclamou o deputado.

O deputado disse que lamenta a atitude do secretario que deixou os PMs revoltados, já que alem da família, “precisam agora recorrer aos amigos para contratar advogados. O secretario fez isso sem ao menos avisar os policiais. Isso causou revolta”, reclamou o deputado.

Fonte: Faxaju

terça-feira, 5 de abril de 2011

Aluna do CFS, policial militar, é presa e processada por “ter ido ao banheiro”

Mais uma denuncia envolvendo abuso de autoridade e uma legislação que vem ao encontro dos direitos humanos, chega á redação do FAXAJU. No final da ultima semana, um aluno do Curso de Formação de Sargentos (CFS), só não foi preso, porque teve a “sorte” de desmaiar duas vezes seguidas.

O aluno do curso de formação de sargento (CFS), Adailton, teve um mau súbito, começou a passar mal e acabou caindo. Os colegas que estavam a sua volta, o levaram a um oficial e este, deu a sentença: “é cachaça”. O oficial a partir daí, mandou que levassem Adailton para a Corregedoria para que fosse lavrado o flagrante. Adailton via e ouvia tudo, porem não tinha forças para falar, ou seja, explicar o que estava sentindo.

Ao chegar na Corregedoria, onde seria lavrado o “flagrante da cachaça”, o policial tornou a desmaiar e a partir daí, resolveram encaminhá-lo a um médico, o que acabou sendo a sua salvação, já que Adailton está próximo de se aposentar e uma prisão poderia prejudica-lo.

Após os primeiros exames, o médico constatou que ele havia tido uma queda de hipoglicemia, já que o PM é diabético. No final da tarde desta terça-feira (05), uma outra denuncia chega a redação, onde um oficial, “prendeu e puniu” uma aluna do famigerado CFS, por ela sentir vontade de fazer suas necessidades fisiológicas.

O fato aconteceu recentemente no conjunto Eduardo Gomes, no Posto de Atendimento ao Cidadão (PAC), quando a também aluna do CFS, EDIANA, sentiu vontade de fazer suas necessidades fisiológicas e, por “não agüentar esperar autorização da autoridade”, resolveu por contra própria “abandonar o 'posto de serviço'” e resolver algo que estava prejudicando.

Como a aluna PM, mora a menos de cem metros do seu local trabalho, achou que não teria problemas em resolver o seu problema. Como em nenhuma unidade da Policia Militar de Sergipe, há banheiros exclusivos para mulheres, essas são obrigadas muitas das vezes, alem de se expor, a usar sanitários masculinos.

Esse fato acabou pro gerar um grande problema para a aluna PM Ediana. Ela foi presa, recolhida ao Presmil, vai responder a um inquérito policial militar, e se “condenada” pode pegar de 6 meses a dois anos de prisão. Alem disso a aluna está impossibilitada de receber qualquer tipo de promoção da policia militar.

O oficial que a “autuou” cumpriu a legislação que poderia, segundo membros da sociedade sergipana e militares, ter agido com bom senso. O capitão cumpriu o que determina a legislação à risca, e não se preocupou com o que poderia ocorrer com a PM, podendo inclusive, desligá-la do curso.

Para os gestores da Associação Beneficente dos Servidores Militares do Estado de Sergipe (ABSEMS), essa é uma legislação que fere totalmente os direitos de ir e vir do cidadão. Para um dos gestores da ABSMSE, sargento Edgard Menezes, “o capitão agiu dentro da lei e do que determina a nossa legislação, só que ele poderia ter um mínimo de bom senso, afinal onde estão os direitos humanos. Essa é uma lei que vai de encontro aos direitos humanos”, reclamou Edgard.

Para o sargento Jorge Vieira, também gestor da ABSMSE, essa é uma “legislação esdrúxula”. “Aqui primeiro se prende e depois se averigua o que realmente está acontecendo. Ela vai a julgamento por sentir vontade de ir ao banheiro e que na ótica do oficial ela cometeu um crime. Agora você veja, se ela for condenada, pode ser desligada do curso. E onde está os direitos humanos? Onde está o nosso direito de ir e vir”, questionou Vieira.

Outra situação que os gestores da ABSMS cobram, é que há mais de 20 anos que a policia militar tem em seu corpo administrativo e funcional mulheres, e até agora não tem um local destinado para que, mulheres e homens da corporação, possam ter as suas privacidades, a exemplo de banheiros e dormitórios. Isso também tem causado transtorno para as mulheres militares, inclusive a casos registrados de assédios sexuais e que até o momento a PM não divulgou o resultado dos IPMs.

Fonte: Faxaju

NOTA: Lamentável o fato ocorrido com a Aluna Ediana. Quanto rigor com um fato tão banal. Se todo esse rigor fosse usado na mesma medida para todos aqueles que cometem "pequenos deslizes" no dia-a-dia da profissão... O que é pior, ausentar-se temporariamente do seu local de serviço para satisfazer uma necessidade fisiológica, devido à falta de condições nesse mesmo local, ou desviar uma viatura de serviço para realizar "pequenas tarefas" de cunho absolutamente pessoal? Será que há na PM ou no Corpo de Bombeiros alguém (sem exceções) que nunca tenha "saído da linha" uma vez ou outra? Se há, parabéns! E se toda "saída da linha" passasse a ser tratada como crime, quantos se salvariam? Quantos IPMs seriam abertos? Parece que de nada adiantou o Ministério da Justiça e a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República editarem a Portaria Interministerial nº 02/2010, que trata da promoção e defesa dos Direitos Humanos dos Profissionais da Segurança Pública. Parece que muita gente ainda não leu tal portaria e nem mesmo sabe de sua existência, pois ao invés de promover tais direitos, buscam meios para punir e prejudicar os profissionais. Como sentir estímulo dessa forma? Ser punido por ir ao banheiro, na mesma instituição onde se vê tanta gente cometer erros mais graves sem que se use da mesma energia punitiva, é no mínimo desmotivante. Nos solidarizamos com a Aluna Ediana e ficamos felizes em saber de sua soltura. E para que tal fato não se repita, sugerimos que os Comandos da PM e do CBM solucionem o problema da falta de locais apropriados (alojamentos e banheiros) para as policiais e bombeiras femininas dessas instituições. Poucas são as unidades que, a exemplo do 5º BPCom, dispõem dessa estrutura, ainda que com alguma deficiência. Esperamos que o Cel Resende possa colocar em prática as ações prometidas por seu antecessor, Cel Pedroso, em relação às policiais femininas, e que fatos como os relatados na matéria acima não venham a se repetir na Polícia Militar.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Punições disciplinares desmotivam militares

Presidente da Asprase faz visita ao sargento Vieira no QCG

Na manhã desta terça-feira, 15, teve início o cumprimento da punição disciplinar imposta ao sargento da Polícia Militar, Jorge Vieira da Cruz, gestor da Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe (ABSMSE). Vieira foi punido pelo Comandante Geral da PM, coronel José Carlos Pedroso, por conta de declarações e críticas feitas através da imprensa local relacionadas à Polícia Militar, o que foi entendido como transgressão disciplinar ao final do procedimento de apuração.

Vieira passará cinco dias detido no Quartel do Comando Geral (QCG), na Rua Itabaiana, de onde deverá sair no próximo domingo. O sargento chegou ao QCG na manhã da terça-feira acompanhado por colegas de farda, amigos e pela sua esposa, Gleide Rosa Cruz, que chorou muito e se mostrou indignada com a atitude do Comandante Geral. Muitas foram as manifestações de apoio ao sargento e as críticas à punição imposta pelo Comando da PM ao representante da ABSMSE.

Na quinta-feira pela manhã o presidente da Asprase visitou o sargento Vieira no QCG. Ele e o sargento Prado intercederam pelo colega junto ao Subcomandante, a fim de que Vieira fosse autorizado a se deslocar para realizar um tratamento odontológico que já havia sido previamente agendado para a tarde de ontem, bem como para assistir aula no período noturno. Infelizmente não houve sucesso e o pedido não foi atendido pelo Comando.

A punição ao sargento Vieira é mais uma entre tantas outras impostas a policiais militares, consequência das leis e regulamentos arcaicos que regem estes servidores, sendo muitos destes diplomas originários do período da ditadura militar, impondo deveres e restringindo direitos, entre eles o da livre manifestação do pensamento e a própria liberdade.

O que torna a punição a Vieira emblemática é justamente o fato de o sargento ser gestor de uma das associações representativas dos policiais e bombeiros militares, tendo sido também um dos principais líderes do movimento Tolerância Zero, desencadeado o ano passado pelos militares, que lutavam por melhoria salarial, além de outros direitos. O movimento resultou em uma melhoria salarial significativa para a classe, que graças a essa luta está hoje entre as mais bem pagas do Brasil em comparação com as corporações de outros estados.

Que a hierarquia, a disciplina e o respeito precisam ser mantidos na PM não há dúvidas, da mesma forma que tem de ser mantidos em qualquer outra organização. O grande problema é a forma como se disciplinam as coisas e as pessoas no meio militar. Em Sergipe ainda não há sequer um Regulamento Disciplinar próprio para os militares estaduais, o que leva PM a utilizar o Regulamento Disciplinar do Exército (RDE), uma instituição que tem uma missão completamente distinta da missão policial.

Para piorar, às vezes nos deparamos com situações esdrúxulas, que nos fazem pensar por que se usam dois pesos e duas medidas em determinadas situações. Por exemplo, a Asprase recentemente encaminhou ao Comando da Polícia Militar um ofício em que mostrou claramente que uma determinação publicada no Boletim Geral Ostensivo da PM, estabelecendo que o militar que faltar ao serviço por dispensa médica deve se apresentar para o expediente no dia seguinte ao fim da dispensa, contraria o que diz a Lei Estadual nº 2.066/76 (Estatuto dos Policiais Militares). Trocando em miúdos, a determinação é ilegal.

No entanto, já houve policial militar punido disciplinarmente por esse motivo. Em conversa com o Subcomandante da PM, coronel Santiago, o presidente da Asprase, sargento Araújo, foi informado pelo oficial que a situação será analisada. Espera-se que o resultado dessa análise seja o atendimento do pleito da Asprase, que é a revogação desta determinação. Quanto a quem já foi punido por esse motivo, a Assessoria Jurídica da Asprase estará à disposição para analisar cada caso e orientar os interessados.

Outra situação que tem gerado inúmeras reclamações dos militares está relacionada às escalas extraordinárias para o policiamento em eventos, onde nem sempre a prestação do serviço é voluntária. Se faltar ao serviço e não cumprir a escala, o policial fica passível de punição, podendo ficar detido. Por outro lado, se cumprir corretamente a sua escala, fazendo jus à Gratificação por Eventos Extraordinários (GRAE), o militar terá de esperar para receber a gratificação sem a certeza de que ela será paga no mês subsequente, como devido.

E a Justiça? Esta também tem dado sua contribuição para a insatisfação e indignação de muitos militares. Muitos policiais militares que cumprem pena judicial em regime aberto estão tendo que pernoitar diariamente no Presídio Militar (Presmil), bem como ficar recolhidos no Presmil nos fins de semana e feriados. Estas são algumas das condicionantes impostas para que se cumpra a pena nesse regime. Daí se pergunta: finalmente o regime é aberto ou semi-aberto? Conclusão, para o militar nem tudo que parece é.

É por conta desses e de tantos outros problemas que as discussões sobre a desmilitarização ganham força a cada dia junto aos militares e à sociedade civil organizada. É por essas e outras que muitas vezes são feitos questionamentos pelas associações através de seus representantes. Obviamente deve haver o respeito mútuo entre os representantes das associações, da Polícia Militar e demais autoridades, e dentro dessa linha de respeito devem ser discutidos os problemas apontados em busca de suas soluções. O que não se pode é tolher o direito das associações, pessoas jurídicas de direito privado, de exercer o seu papel e defender os interesses coletivos da classe.

É público e notório que o pensamento do Comandante Geral da PM, coronel Pedroso, é de que somente o Comandante representa legalmente a classe. Para a maioria dos representantes das associações, no entanto, o Comandante Geral é sim o legítimo representante da instituição Polícia Militar e é quem deve falar pela corporação. Quanto à representação da classe, há controvérsias, já que nem sempre os interesses da instituição seguem na mesma direção dos interesses da classe.

Cabe às associações e à própria classe continuar na luta contra as injustiças e pelas conquistas que ainda não foram alcançadas, entre elas a modernização da legislação militar, em especial as normas disciplinadoras e punitivas, adequando as leis e regulamentos vigentes aos princípios e mandamentos previstos em nossa Carta Magna, e que regem um Estado Democrático de Direito.

É inegável que a instituição necessita de normas que regulem as ações de seus servidores, e que aqueles que fogem à regra devem sofrer algum tipo de sanção. O que se defende é que sejam adotadas outras formas de punição, principalmente as administrativas, que não a restrição da liberdade, exceto para os casos de crime grave conforme dispuser a lei.

É preciso que os militares deixem de ser vistos como meros agentes do Estado e passem a ser vistos como cidadãos, conquistando os direitos que hoje lhes são negados e tendo todos os seus direitos respeitados.

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