quinta-feira, 8 de março de 2018
Câmara anuncia repasse de R$ 230 milhões ao Ministério da Segurança Pública
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Anaspra defende fim da prisão disciplinar e denuncia matança de PMs em seminário do MPF
domingo, 13 de agosto de 2017
Câmara dos Deputados: Reunião Deliberativa Ordinária da CSPSSO aprova seis Projetos de Lei
sábado, 27 de agosto de 2016
Delegado vai às ruas e manda recado ao governador
domingo, 5 de abril de 2015
A ineficiência da Delegacia da Mulher
terça-feira, 27 de maio de 2014
PT divulga diretrizes para eventual segundo mandato de Dilma
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Dilma sanciona aposentadoria especial para policial mulher
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Santa Catarina: Líder do Governo é favorável ao projeto que acaba com aposentadoria especial de PMs e BMs
sexta-feira, 8 de março de 2013
Presidente da ASPRA participa do I Seminário Estadual "Mulheres, Segurança Pública e Direitos Humanos"
http://www.asprasergipe.com/2013/03/i-seminario-estadual-mulheres-seguranca.html
quinta-feira, 8 de março de 2012
Mulheres aprovam blitz educativa do CPTran na Beira Mar
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| Blitz educativa pegou mulheres de surpresa (Fotos: Portal Infonet) |
As mulheres que passaram pela avenida Beira Mar, conduzindo veículos na manhã desta quinta-feira, 8, foram pegas de surpresa em uma blitz realizada pela Companhia de Polícia de Trânsito (CPTran). Muitas se apressaram em pegar a documentação e confirmar se estavam de cinto, mas abriram sorrisos largos ao receberem além de panfletos educativos, botões de rosas e brindes a exemplo de portas-batons, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.
Segundo o comandante da CPTran, capitão Fábio Machado, os trabalhos foram muito positivos. “A blitz educativa está sendo um sucesso. As mulheres são exemplos de cidadania, comprovadamente, mais cautelosas e prudentes no trânsito. Estamos distribuindo panfletos educativos, adesivos sobre a Lei Seca e brindes em parceria com a Ouvidoria do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), formada por mulheres. Não poderíamos deixar de prestar esta homenagem”, ressalta o capitão Fábio Machado.
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| Capitão Fábio Machado satisfeito com ação |
Ele lembrou que nas últimas blitzes da Lei Seca, foi constatado o aumento do número de mulheres dirigindo, em apoio aos companheiros que bebem e as entregam as chaves dos carros. “Na ação de hoje também verificamos um grande número de mulheres ao volante, sempre obedientes ao Código de Trânsito Brasileiro”, destaca o comandante da CPTran.
Entre as mulheres que tiveram de parar os veículos, a policial federal e sogra do diretor de Trânsito, da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), Ilná Barreto. “O trabalho educativo é de suma importância. Parei tranqüila, pois está tudo em dia e me deparei com essa surpresa”, diz.
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| Ilná Barreto elogiou a iniciativa |
A blitz educativa contou com as presenças do comandante da Polícia Militar de Sergipe, coronel Aelson Resende e do presidente do Detran, Bosco Costa.
Por Aldaci de Souza
Fonte: Portal Infonet
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Pesquisa vai revelar situação das mulheres que atuam em Segurança Pública
Serão também mapeadas experiências e políticas de valorização profissional voltadas a essas profissionais por meio de um levantamento das atividades que realizam, das condições que encontram para o desempenho no cotidiano do trabalho, entre outras informações.
A pesquisa é feita pela internet, até 23 de fevereiro, com utilização de um questionário online, que deve ser respondido em um único acesso e apenas por profissionais do sexo feminino. A Senasp enviou o questionário para as Secretaria Estaduais de Segurança Pública, compartilhou em sua rede de educação a distância entre outras iniciativas. As respostas são anônimas e não há qualquer tipo de identificação da participante.
Os resultados da pesquisa serão transformados em uma publicação e divulgados posteriormente no site do Ministério da Justiça. A expectativa é que o relatório final subsidie a elaboração e implementação de políticas específicas de valorização profissional, saúde e qualidade de vida para as mulheres do segmento.
Nos endereços abaixo, é possível acessar a pesquisa:
Fonte: Ministério da Justiça
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Presidente Angélica Guimarães ressalta importância da PEC que beneficia as militares
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
PEC de Susana garante às militares 180 dias de licença maternidade
Fonte: Agência Alese
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Secretaria realiza conferência no Presídio
De acordo com a secretária, a assistente social Maria Teles, a proposta é dar voz as mulheres em privação de liberdade e encaminhar suas demandas, até porque elas são público alvo do pacto estadual de enfrentamento à violência.
“Elas não participam de forma presencial das etapas da conferência, mas através de nós da SEPM poderão reivindicar ações que lhes garantam, dentro das possibilidades atuais, autonomia e o resgate da cidadania”, disse a coordenadora de Articulação Institucional e Ações Temáticas da secretaria, Ana Júlia Souto.
A coordenadora adiantou que a programação envolverá reflexão, dinâmica e palestra. A secretária de Política para as Mulheres, Maria Teles, fará a abertura da conferência temática e explanará sobre “Enfrentamento de todas as formas de violência”. Ficará sob a responsabilidade da coordenadora de Ações Temáticas a discussão sobre “Autonomia econômica, educação e saúde da mulher”.
Com informações da Ascom Secretaria
Fonte: Infonet
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Exaltação da mulher na PM
terça-feira, 8 de março de 2011
08 de Março - Dia Internacional da Mulher

terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Alternativas para reduzir a violência no Estado foram debatidas na Assembleia
Um dos temas mais presentes na Tribuna da Assembleia Legislativa de Sergipe, este ano, foi a segurança pública. A onda de crimes, a exemplo do atentado cometido contra o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Luiz Mendonça, e os atos de violência doméstica cometidos contra a mulher, foram alvos de debate no parlamento e levaram os deputados a instalar a Comissão de Segurança, A crescente violência praticada contra a mulher sergipana foi discutida amplamente no período legislativo de 2010. Em 25 de novembro, quando se comemorou o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, a Assembleia reafirmou seu compromisso na luta contra esse tipo de violência e realizou uma mesa redonda, aberta pela presidente da Casa, deputada estadual Angélica Guimarães, onde foi discutido o tema da campanha ‘Dezesseis Dias de Ativismo contra a Violência à Mulher’. Os dados preocupam.
Em Sergipe, a situação é alarmante. Somente no primeiro semestre deste ano cerca de 400 casos de violência à mulher foram registrados em Sergipe na 11ª Vara, além disso, é crescente também o número de homicídios que têm como vítimas pessoas do sexo feminino. É fundamental que a mulher agredida denuncie, o que pode ser feito através da Central de Atendimento à Mulher, no Ligue 180, ou em uma Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis. A Mesa Redonda com o tema ‘Violência contra à Mulher’, numa ação que ganhou apoio da bancada feminina da Alese, teve palestra da coordenadora estadual de políticas púbicas para as mulheres Neuza Malheiros, que convidou a representante da Coordenação Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres, Tereza Nascimento Souza, para abordar o assunto durante o debate.
Tereza Nascimento disse que para tender as vítimas de violência doméstica em todo o Brasil, que não querem se identificar, o Governo Federal criou em 2005 a Central de Atendimento à mulher. A ligação é gratuita. Em Sergipe, a mulher pode obter mais informações pelo telefone: (79) 3179-1955. “Só no primeiro semestre de 2010, cerca de 400 casos de violência à mulher foram registrados em Sergipe na 11ª Vara”, destacou Neuza. Segundo ela, o número de assassinatos também vem crescendo. O evento contou ainda com a participação da delegada Renata Aboim. Atentado A tentativa de assassinato cometida contra o presidente do TRE, Luiz Mendonça, causou indignação e protestos na Assembleia Legislativa. Ele e o motorista, cabo da PM identificado como Jailton, que ficou ferido no ato, foram alvos de bandidos enquanto passavam pela avenida Beira Mar. O líder da oposição na Assembleia, Venâncio Fonseca, classificou o crime como um absurdo e considerou uma ousadia por parte dos criminosos, o que deixa toda a sociedade sergipana perplexa. "Todos ficam preocupados com uma situação como essa. Se o presidente do TRE é vítima de violência, imagina um cidadão comum”, questionou o deputado, que foi solidário às famílias das vítimas.
O crime, na observação de Venâncio, foi um ato lamentável e que expõe Sergipe, mais uma vez, no cenário nacional a uma imagem ruim. “Infelizmente, ainda nos dias de hoje, acontece uma barbaridade como um atentado como este. Com certeza deixa todos consternados. Esperamos que a polícia resolva este caso o mais rápido possível, para tranquilizar a sociedade sergipana com a prisão e a punição destes marginais”. A deputada estadual Ana Lucia também registrou sua solidariedade às famílias das vítimas do atentado, que ela considerou um atentado típico de crime organizado e de pistolagem. Ana Lúcia disse que este tipo de crime ainda ocorre no Brasil e que é muito forte no Nordeste. “Nós precisamos ver que até o momento nenhuma política pública conseguiu enfrentar a pistolagem. Eu, quando era secretária de Inclusão Social, tive a oportunidade de acompanhar adolescentes que já faziam parte do crime organizado. Tinha um jovem de 16 anos, que já tinha eliminado seis pessoas. Ele não queria sair do Cenam porque sabia que se saísse seria eliminado. É preciso discutir a questão da pistolagem, do crime organizado, do tráfico de droga”, analisou Ana Lucia.
Conceição Vieira também se pronunciou sobre o atentado ao presidente do TRE, e expressou seu pesar ao desembargador. “Da mesma forma que nós sentimos com uma autoridade, sentimos também em relação ao cidadão comum. Mas este crime mostra os riscos aos quais todos nós, homens e mulheres públicos, estamos expostos”, observou. Outro tema debatido durante o ano na Assembleia Legislativa foi a violência e a exploração de crianças e adolescentes. A deputada estadual Ana Lucia Menezes, coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes em Sergipe - Frente DCA/SE -, entregou aos parlamentares e à imprensa o ‘Cartão Vermelho’, símbolo da campanha nacional contra a exploração do trabalho infantil, que acontece no Brasil durante o período da Copa do Mundo. Ana Lucia falou da importância de sensibilizar a sociedade para que a criança possa, de fato, viver sua infância de forma digna, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente, sem antecipação da fase adulta. Ela apresentou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstrando que 20% dos brasileiros já trabalham antes dos 10 anos e 65,7% antes dos 15 anos.
Além disso, 7,5 milhões de brasileiros com idades entre 10 e 17 anos trabalham, representando 11,6% da mão-de-obra no país. Comissão Para debater com maior profundidade a questão da violência os deputados criaram, no segundo semestre legislativo, a Comissão de Segurança, que passa a avaliar temas e projetos relacionados à Segurança Pública. Por unanimidade, os membros elegeram o deputado estadual Mardoqueu Bodano para a presidência. Para a vice-presidência foi eleita a deputada estadual Conceição Vieira. A nova comissão temática passou a ser integrada pelos deputados Mardoqueu Bodano, Conceição Vieira, Garibalde Mendonça, Paulinho da Varzinha, Susana Azevedo, Augusto Bezerra e Venâncio Fonseca. Augusto Bezerra destacou a criação da Comissão de Segurança como um passo importante para qualificar os debates em torno do tema e elogiou a disposição do deputado André Moura, autor da proposta da comissão, pela conquista.
Para o vice-líder da oposição, o momento era um desfecho de uma luta do parlamentar para que a comissão fosse instalada. A deputada estadual Conceição Vieira declarou que o parlamento estava de parabéns pela formação do novo grupo de trabalho. “Essa comissão era uma cobrança de vários setores do governo e da sociedade. Isso mostra a disposição para resolver alguns problemas. A indicação (da escolha para a vice-presidência) vinda do líder da oposição me deixa orgulhosa”. Na opinião do presidente eleito da comissão, Mardoqueu Bodano, o deputado estadual André Moura vai para Brasília com um sonho realizado. “Está de parabéns, pois é uma proposta importante”, assegurou.
Fonte: Alese
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Reunião do Comando da PM-SE com policiais femininas marca última quinta-feira
Durante sua fala, o Comandante Geral, demonstrou sensibilidade em relação a problemas antigos enfrentados pelas militares, a exemplo de falta de estrutura física para mulheres em muitas unidades e subunidades da PM; aquisição de uniformes e equipamentos de proteção individual com padronagem feminina. Outros problemas citados pelo comando foram às denúncias de assédio feitas por um semanário local e as questões inerentes à maternidade e as garantias de direitos às trabalhadoras deste período até os dois anos da criança.
Muitas policiais tiveram a oportunidade de expor os problemas enfrentados durante a rotina de trabalho, promoções, transferências em período de amamentação, equipamentos e falta de estrutura foram alguns dos temas relatados. O comando ouviu a todas com a devida atenção e respondeu que tentará minimizar essas questões através de atos administrativos, publicados em BGO, e ao mesmo tempo disse estar aberto para o descumprimento dessas determinações.
Após a palestra com o comando, nossa presidenta, Svetlana Barbosa, teve a oportunidade de conversar com as militares e expor os objetivos da ASIMUSEP. Além disso, mostrou os convênios e parcerias já estabelecidos e convidou às policiais a entrarem nessa luta pela igualdade através do diálogo e respeito mútuo com as instituições.
Estiveram presentes à reunião o deputado eleito Samuel Alves Barreto, capitão Samuel, e representantes da ASPRASE, que com essa iniciativa demonstram também estarem preocupados com os problemas enfrentados pelas mulheres trabalhadoras da Segurança Pública em Sergipe. Para a nossa presidenta, “o apoio é sempre bem vindo, pois as lutas pela igualdade, fundamentadas sempre pelo diálogo, precisam de todo apoio possível”.
No blog da ASPRASE, o sargento Araújo destacou a iniciativa da ASIMUSEP como legítima na busca pela consolidação de direitos que beneficiam especificamente o público feminino das instituições. Novas reuniões deverão ser realizadas nos próximos meses com os gestores das Guardas Municipais, Polícia Civil, IML e Desipe.
Fonte: Blog da Asimusep (http://asimusep-se.blogspot.com/)
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Você sabe o que é o Sistema de Kobans?
Determinadas áreas de Tóquio dão a impressão de que você desembarcou em algum outro planeta onde a civilização já está num estágio mais avançado. Mas, para um brasileiro, talvez o mais marcante não seja a alta tecnologia presente nas tarefas banais do dia-a-dia ou o visual das pessoas, um degrau acima do que conhecemos por modernidade.
O mais impressionante é a sensação de segurança no meio do caos urbano. Perdeu a carteira? Calma. A chance de encontrá-la intacta no posto policial mais próximo é bem maior do que na maioria das grandes capitais mundiais.
O Japão tem baixos índices de criminalidade, e um dos pontos centrais da política de segurança pública — um fator que atrai especialistas de vários países — é o policiamento comunitário. O sistema de kobans, criado há mais de cem anos, é uma experiência que deu certo e faz parte da rotina dos japoneses. São pequenos postos policiais espalhados por todo o país, cujo princípio básico é prevenir crimes e acidentes.
Confiança é a marca do serviço. Os policiais não estão ali apenas para garantir a ordem. Eles prestam serviços não emergenciais. Se alguém se perde e não consegue achar um endereço — coisa que acontece o tempo todo em Tóquio porque a maioria das ruas não tem nome —, é só procurar uma koban. Os policiais têm um mapa detalhado da região. Se o pneu de um carro ou de uma bicicleta furou, eles ajudam. Guardam também objetos perdidos, de celulares de última geração a prosaicos guarda-chuvas. Nas horas vagas, é comum ensinarem algum esporte para as crianças nas escolas locais. E assim estabelecem uma relação de confiança com a população que permite a troca de informações, fazendo dos moradores agentes de segurança voluntários.
“Os policiais comunitários estão sempre muito visíveis e isso não apenas ajuda a prevenir crimes, como faz a população sentir a existência da polícia muito próxima de suas vidas. Os agentes devem mergulhar na situação da segurança de suas áreas e ouvir opiniões, pedidos e preocupações dos moradores, além de colaborar com as autoridades municipais”, explica o site oficial da Agência de Polícia Nacional.
— Em outras palavras, no Japão, o policial mostra a cara, não é uma figura distante. O morador sabe quem ele é e sua proximidade muda a percepção que a população tem das forças de segurança. A polícia mostra à sociedade que existe uma lei e que segurança pública é um problema de todos, e todos podem ajudar — resume o paulista Zare Ferragi, especialista em segurança pública que está fazendo seu doutorado no Japão e estudando o policiamento comunitário, um modelo já exportado, por exemplo, para lugares tão distintos quanto Cingapura e o estado de São Paulo.
Existem seis mil kobans espalhadas pelo Japão, além de sete mil chuzaishos, que seriam kobans das áreas rurais, nos quais os policiais moram no mesmo local em que trabalham. Numa koban, atuam poucos homens: entre três e cinco em média, mobilizando cerca de 30% do total da corporação. Nos chuzaishos, há apenas um agente. As estações policiais maiores são bem equipadas e fortemente armadas, como seria de se esperar num país rico, mas os policiais comunitários circulam, geralmente, a pé ou em bicicletas bastante simples, brancas, para fazer o patrulhamento.
Eles ajudam a controlar o trânsito nas horas mais movimentadas e fazem visitas periódicas às casas e ao comércio de cada região, montando um mapeamento completo da vizinhança. Sabem quem mora e quem trabalha na área de sua jurisdição — que nunca é muito extensa — e também onde estão os possíveis focos de problema.
Polícia de SP faz intercâmbio
A repressão policial no Japão é rigorosa, mas numa koban o atendimento à população é, em geral, respeitoso. Mesmo para um estrangeiro, que não fala fluentemente a língua, a sensação de que você é um inimigo em potencial ou um estorvo — tão comum em delegacias de várias partes do mundo — não é a regra.
Outro hábito que não passa desapercebido para um brasileiro — crianças pequenas, às vezes com menos de 7 anos, indo para a escola sozinhas, a pé ou de metrô — é garantido por essa relação entre polícia e comunidade. Na hora da entrada e da saída das escolas, voluntários ficam de olho no itinerário dos menores.
— Os cidadãos ajudam nessa patrulha. Se alguém vê algo errado ou suspeito, informa para a koban. Esse é um serviço muito comum entre as pessoas mais idosas, aposentadas — explica Zare, lembrando que em qualquer lugar do mundo existe corrupção policial, mas no Japão os casos se concentram nas esferas mais altas da corporação.
— O policial comum, aquele que está em contato com o público, tem uma boa imagem, conta com respeito da população e não vai se sujar por qualquer coisa. E, além disso, recebem salários que permitem que vivam com dignidade — acrescenta.
Desde o ano passado, Tóquio passou a permitir a presença de mulheres entre os policiais que trabalham nas kobans no turno da noite, quando ocorrências violentas são mais comuns. Há poucas policiais femininas, cerca de 2.300, o que representa 5% do total no país. Mas era uma reivindicação dos moradores da capital, que queriam a presença das policiais para atender casos em que a vítima de um crime é mulher.
Em junho, 11 PMs de São Paulo fizeram um programa de intercâmbio no Japão para ver de perto os fundamentos da polícia japonesa.
Fonte: Blog do Lomeu
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Para saber mais sobre Polícia Comunitária, clique no link: http://asprase.blogspot.com/search/label/policia%20comunitaria
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Eleições 2010: os Programas de Governo
A três dias das eleições que definirão os próximos governadores, presidente, deputados estadual e federal e senadores, ainda há quem esteja em dúvida quanto ao candidato em que votará. Basicamente, há dois pressupostos básicos para votar em um candidato: nível de confiabilidade e propostas defendidas. Naturalmente, a confiança é o mais importante, pois nada adianta ter boas ideias e propostas se, caso eleito, o político engane seu eleitorado, não implementando aquilo que prometeu.
Acredito que a confiabilidade é algo que cada eleitor, intimamente, sente ou não com cada candidato, sendo mais acertada a decisão de confiar ou não quando o político tem algum histórico na vida pública, principalmente aqueles que exerceram mandatos recentes, pleiteando a reeleição. Quem é o candidato? O que ele já fez em sua vida pública? É uma pessoa coerente, alinhada com o que discursa? Após essa análise, cabe observar o que o candidato defende.
Além dos debates, comícios, palestras e propagandas eleitorais, uma ferramenta importante para aferir as ideias de determinado candidato é seu Plano de Governo – no caso dos governadores e presidente, que devem ter uma agenda com propostas claras e definidas para o exercício do Poder Executivo. Após ler os planos de governo para a segurança pública dos principais candidatos de alguns dos principais estados brasileiros (Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Distrito Federal, Pará e Rio Grande do Sul) surge uma constatação elementar: faltam propostas para a segurança pública entre os candidatos a governador.
Sem olhar para a já citada credibilidade, no máximo, o que encontramos, são as exceções que só confirmam a regra. Ou alguém terá a desfaçatez de defender que um candidato consegue explicar propostas em seu plano de governo, documento oficial e único, no campo da segurança pública, área tão sensível e combalida, em apenas 14 linhas? A generalização excessiva parece ser um estratagema utilizado pela maioria dos candidatos, onde se defende os fins e não os meios. “Polícia valorizada e bem equipada”, por exemplo, é um fim, e não um meio. O eleitor sabe que todos querem isso, mas o problema, e aí os candidatos se calam, é dizer o que será feito para alcançar a tal “polícia valorizada e bem equipada”.
A Pacificação de Favelas, principal bandeira do Governo do Estado do Rio de Janeiro, parece um consenso entre os candidatos que resolvem discutir um pouco mais além do blábláblá genérico. Levar serviços de saneamento, educação, cultura e esporte às periferias é tarefa acertadamente destacável, ou seja, fazer com que o estado se faça presente, com estruturas que vão além das viaturas policiais.
Outra questão é consenso entre os candidatos discutíveis, a ausência do tema “corrupção nas polícias”. Meu amigo Jorge Antonio Barros, d’O Globo, foi em cima da ferida, ao comentar a campanha dos candidatos ao Governo do Rio:
"Os programas de governo dos dois candidatos à frente das pesquisas eleitorais para o Palácio Guanabara exibidos na internet não tocam numa questão crucial para a segurança pública: o combate à corrupção e o controle dos desvios de conduta dos policiais civis e militares."
Leia todo o texto do Repórter de Crime
Apenas uma candidatura se preocupa, de maneira leve e tímida, sobre reforma no regulamento das PM’s, excluindo procedimentos como a prisão administrativa, e invertendo a (i)lógica que pune com excesso de rigor comportamentos corriqueiros e é leniente com desvios de corrupção e desrespeito aos Direitos Humanos.
Referente às polícias civis, também apenas uma candidatura trata, genericamente, da baixíssima taxa de esclarecimento de crimes no Brasil, principalmente os homicídios. Fala-se mais do atendimento ao público nas delegacias, o que não é desimportante.
Em São Paulo, a questão dos presídios é bem destacada, dado o histórico de problemas graves na área. Um candidato sugere a criação de pulseiras e equipamentos que rastreiem os condenados a pena alternativa, defendendo ao mesmo tempo que a prisão seja uma última medida, evitando a potencialização da chamada “escola do crime”.
Apenas um candidato toca na questão da violência aos homossexuais, sugerindo a criação de delegacias especializadas. Alguns outros falam da violência à mulher. A questão das drogas é resumida no “combate ao crack”, mas ninguém defende a criação intensificada dos chamados Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que deveriam existir, no mínimo, em mesmo número que as delegacias, batalhões e companhias de polícia.
Como se vê, os candidatos, em sua maioria, preferem apelar à generalização em seus planos de governo, que corresponde ao não compromisso com seus eleitores. Caso lhe seja perguntado sobre algum tema, especificamente, o candidato certamente afirmará que o tema está incluso no evasivo programa (afinal, “aumento salarial” é “valorização policial”). De qualquer modo, sugiro ao leitor que leia os programas de governo dos candidatos, e aliado à credibilidade, escolha pelo menos o melhor entre os piores, se for o caso do seu estado.
Clique aqui para ter acesso aos programas registrados no Tribunal Superior Eleitoral.
Fonte: Site Abordagem Policial
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