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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Itabaiana tem queda de 18% nos roubos e 15% nos furtos

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) verificou quedas significativas nos índices de crimes contra o patrimônio em Itabaiana, município distante 56 km de Aracaju. Um levantamento feito pelo Centro de Análise e Estatística Criminal (CEACrim) apontou a redução de 18,44% no número de roubos e de 15,43% no de furtos, do primeiro para o segundo semestre deste ano.

Foram registrados de janeiro a junho de 2009 uma média de 23,6 casos por mês. Já no segundo semestre foram comunicados à Polícia Civil uma média de 19,25 ocorrências por mês. Em relação aos furtos, os cidadãos itabaianenses formalizaram uma média de 47 queixas por mês, mas no segundo semestre, as ações da SSP, por meio da Polícia Civil e da Polícia Militar, ajudaram a diminuir esse índice para 39,75 furtos por mês.

Para o coordenador da Delegacia Regional da Polícia Civil em Itabaiana, delegado Marcelo Hercos Lyrio, o registro de ocorrências é um índice que revela a importância do enfrentamento à criminalidade. "A comunicação do fato ilícito ajuda a SSP a preparar melhor suas ações", explicou.

Ele também revelou que determinadas ações contribuem decisivamente para esse bom resultado. "Temos feito muitas prisões de pessoas envolvidas em crimes contra o patrimônio - cerca de 50 no ano - e isso é resultado de investigações. Outro fator que contribui é a presença da polícia nas vias públicas, inibindo a ação de ladrões, arrombadores e assaltantes", destacou.

Ainda de acordo com Hercos, a população tem colaborado, denunciando pessoas envolvidas em delitos. "Em muitos casos, a participação anônima dos cidadãos de bem tem sido decisiva e esperamos que esse apoio continue crescendo junto com a acreditação da população", afirmou, creditando ainda o sucesso às ações preventivas realizadas ao lado da Polícia Militar na cidade.

Investimentos

Tradicional pólo comercial e agrícola a cidade vem recebendo maciços investimentos do Governo de Sergipe no patrulhamento preventivo e na investigação de crimes. A SSP está reestruturando a Delegacia Regional de Itabaiana e o 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), promovendo reformas e adequando os prédios para o bom atendimento ao público e proporcionar uma maior eficácia para os trabalhos policiais.

Também está prevista a construção de um heliponto [local destinado para o pouso da aeronave da SSP], um destacamento do Esquadrão de Polícia Montada (EPMon) na unidade da PM e a colocação de carceragens na Delegacia Regional. Além de combater os crimes contra o patrimônio, a SSP também intensificou especialmente o combate a crimes contra a vida e contra a ordem tributária, sem esquecer do tráfico de drogas.

Esse processo foi iniciado no início deste segundo semestre, quando o secretário da Segurança Pública, João Eloy de Menezes, transferiu simbolicamente para Itabaiana a sede administrativa da SSP. "Aquela ação marcou o início de um planejamento para a implementação de ações operacionais e estratégicas permanentes e incisivas na cidade e agora estamos colhendo os resultados", resumiu.

João Eloy também tem visitado as unidades do interior e devolvido ao serviço nas ruas policiais que estavam servindo em outros órgãos. "Temos um planejamento bem definido para a reforma de Delegacias e Companhias da PM em todo o Estado. Mas, visualizando a situação de perto, conversando com os policiais e com a comunidade, podemos tomar atitudes mais rápidas para melhorar o serviço, beneficiar a população e prestigiar os homens e mulheres que atuam na segurança, que estão sendo reintegrados ao policiamento", destacou.

Fonte: PMSE

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Tripulação do helicóptero não recebia adicional de risco, dizem colegas

Clube da PM confirma e acrescenta que só pilotos têm o bônus.
Corporação diz que todos ganham; salário base de cabo é R$ 1.424,00.

Cláudia Loureiro Do G1, no Rio

Cabos e soldados da Polícia Militar do Rio têm salário base de, no máximo, R$ 1.424,00 e R$ 1.182,00, respectivamente. Um tripulante de helicóptero do Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM) informa que os seus colegas mortos ou feridos gravemente no sábado (17), no Morro dos Macacos, na Zona Norte do Rio, não recebiam gratificação de risco pelo serviço e não usavam fardamento adequado, o macacão antichamas. A informação sobre o salário é confirmada pelo presidente do Clube da PM.

Os dois capitães – piloto e copiloto – ganham o adicional, diferentemente de soldados, cabos e sargentos. A assessoria da PM informa que todo seu pessoal do serviço aéreo recebe treinamento e bonificação.

O ex-corregedor da PM do Rio, coronel Paulo Ricardo Paúl, diz ter dúvidas de que toda a tripulação do helicóptero que pegou fogo recebesse gratificação por risco. Três militares lotados no GAM, e ouvidos pelo G1, garantiram que nem eles e nem os seus colegas mortos recebiam o adicional de risco.

Morreram no campo de futebol da Vila Olímpica de Sampaio, também na Zona Norte, os soldados Ediney Canazaro e Marcos Standler. Na segunda-feira, o cabo Izo Gomes Patrício, que tinha 80% do corpo queimado, morreu no Hospital da Força Aérea, na Ilha do Governador, no subúrbio, enquanto o Cabo Anderson Fernandes dos Santos permanece internado.

“As gratificações são apenas para pilotos e copilotos. Um copiloto recebe uns R$ 2.500 e a gratificação do piloto fica entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Isso varia de acordo com as horas de voo dele”, explica o tripulante que integra o Grupamento Aéreo Marítimo (GAM)

O presidente do Clube de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Rio (o Clube da PM), Jorge Lobão, também afirma que soldados e cabos que voam em combate não recebem nenhum tipo de bônus pelo risco e garante que o salário de um dos soldados que morreu na explosão após a queda era de R$ 980,00.

Só oficiais recebem, diz policial

A assessoria da Polícia Militar informou que toda a tripulação de helicóptero recebe gratificação e treinamento específico para a função. Os detalhes sobre os valores das gratificações não foram informados por causa do enterro do cabo Izo Gomes Patrício.

“No momento a corporação está enlutada pela morte do terceiro policial militar que morreu na ação criminosa de bandidos. Assim que pudermos, daremos maiores informações”, informou, por e-mail, a corporação.

Um dos militares que conversou com o G1 é terceiro sargento, está há 8 anos na PM e tem salário bruto de R$ 1.800. Segundo ele, desde dezembro de 2007 pilotos e copilotos recebem gratificação pelos voos, mas até hoje soldados e cabos não foram contemplados.

“Eles (os oficiais) recebem compensação orgânica pela atividade aérea por causa do desgaste que sofrem, mas o restante da tripulação, que também se arrisca, não tem”.

Faltou macacão antichamas, diz tripulante

O policial do Gam afirma que, quando o helicóptero fez o pouso de emergência na Vila Olímpica do Sampaio, apenas o piloto e o copiloto vestiam macacões antichamas.

“Eles (os traficantes) acertaram o tanque de combustível, por isso o helicóptero pegou fogo. Como a munição era traçante, ou seja, quente, o helicóptero pegou fogo. O vento foi jogando o fogo para trás. No momento que pousou, não tinha mais vento. Então, o fogo tomou conta de tudo e incendiou a aeronave. Os soldados e cabos estavam sem o macacão antichamas. Eles usavam apenas farda normal, um procedimento errado para quem voa”.

Um colega do cabo Izo, durante o enterro no cemitério da PM, em Sulacap, na Zona Oeste, criticou o fato de apenas os oficiais terem os macacões antichamas. O coronel e ex-corregedor da PM Paulo Ricardo Paúl critica o governo estadual pela política de salários e benefícios na corporação.

“Certamente os pilotos do GAM recebem e sei que a gratificação é boa, mas os outros pode ser que não recebam mesmo. O que o governador Sérgio Cabral está fazendo é um absurdo, ele está criando uma série de salários diferenciados na polícia. Se um tenente for piloto de helicóptero e ganhar R$ 7 mil de gratificação, ele ganha mais que um coronel da PM com 30 anos de carreira. Para você ter uma ideia, em alguns batalhões os policiais recebem o Riocard, em outros não. Uma bagunça”, critica o ex-corregedor.

Pilotos privados e na PM de São Paulo

Em São Paulo, um piloto de helicóptero da Polícia Militar recebe aproximadamente R$ 7.000, segundo a sala de imprensa da corporação. É preciso ser capitão e ter o curso de pilotagem. A assessoria acrescenta que é provável que alguns profissionais tenham salários maiores do que esse.

Segundo a Associação Brasileira de Pilotos de Helicópteros (Abraphe), o salário varia de acordo com a aeronave e a experiência. O salário de um piloto particular de helicóptero do mesmo porte do da PM (o AS 350, conhecido como esquilo), é de R$ 12 mil a R$ 16 mil, disse o presidente da entidade, comandante Cleber Mansur.

Outros salários de pilotos privados: pilotos de helicópteros Robison 44 (mais simples, com motor a pistão, inferior ao do AS350, que é turbina): R$ 5.500, em média. Pilotos de helicópteros biturbina (aeronave para voo noturno, dentro de nuvens): de R$ 20.000 a R$ 35.000.

* Colaborou Gabriela Gasparin

Fonte: G1

Irmão de cabo, que também é PM, diz que ele morreu como herói

Militar foi enterrado com honras militares.Cerca de mil pessoas acompanharam sepultamento.

Aluizio Freire Do G1, no Rio



Sepultamento ocorreu nesta terça (20) na Zona Oeste (Foto: Fábio Motta/ Agência Estado)

Em clima de muita emoção, pelo menos mil pessoas participaram do sepultamento do cabo Izo Gomes Patrício, nesta terça-feira (20), no Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Alguns parentes chegaram a passar mal e foram socorridos em ambulâncias que estavam no local. Izo era um dos tripulantes do helicóptero atacado por traficantes no Morro dos Macacos, na Zona Norte, no último sábado (17).

Um dos irmãos da vítima, Robson Gomes Patrício, que também é policial militar, destacou a dedicação do cabo Izo. “Meu irmão foi um herói. Basta ver quantas pessoas estão aqui prestando essa homenagem a ele, a essa família que até então ninguém conhecia”, afirmou.

Como militar, Robson não quis apontar culpados, mas fez algumas ponderações. “Apontar erros não vai trazer meu irmão de volta. Não quero responsabilizar ninguém. Mas vamos tentar acertar com o que aconteceu de errado. Foi uma situação inesperada, senão teria alguém aguardando para dar socorro aos feridos”, disse.

“No caso, foi uma coisa improvisada. Em uma missão, às vezes, não dá para trazer todos. Há sempre baixas. Meu irmão foi uma estatística dessa baixa. Esperamos que outros policiais não sejam vitimados desta forma”, completou.

Robson lembrou que o irmão estava empolgado com a proposta de integração entre o Grupamento Aéreo Marítimo (GAM) e o Batalhão de Operações Especiais (Bope). “Ele era um policial que gostava do que fazia e queria sempre fazer melhor”.

Mãe teve que ser amparada

Logo depois do sepultamento, Regina Gomes, mãe de Izo, foi amparada pelos filhos e amigos da família. Durante a solenidade com honras militares, que contou com a presença do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, um policial discursou, em tom de desabafo:

“É a terceira vez, em menos de um mês, que enterro amigos de farda aqui. Peço a Deus que proteja o tripulante operacional para socorrer quem estiver em apuros. Não pedimos vida eterna, pois já somos imortais”, disse, sob aplausos e choro de vários militares.

Um outro colega de corporação lamentou que os tripulantes de helicópteros não usem roupas de proteção, chamadas “corta-fogo”, em operações realizadas em áreas de conflitos. Segundo ele, a vestimenta só é liberada para oficiais.


Clique aqui para assistir o vídeo desta matéria.

Fonte: G1

Exclusivo: com folgas suspensas, PMs dormem no chão para descansar

O flagrante foi feito com a câmera de um celular.

O Rio de Janeiro vive uma guerra do tráfico que já dura três dias. Ao todo, já são 19 mortos, entre bandidos, policiais e pessoas supostamente inocentes. Neste terceiro dia de confrontos, dois bandidos foram mortos, em uma favela do subúrbio. A polícia cerca os morros de vários bairros da cidade, para evitar mais uma tragédia. Neste domingo, em uma favela no subúrbio, foram apreendidas drogas e armas.

Neste domingo, o Jornal das Dez fez um flagrante exclusivo. Com as folgas suspensas, muitos policiais dormiam no chão para poder descansar e se recuperar para estarem prontos para o combate.

No sábado, seis policiais estavam no helicóptero derrubado por traficantes em uma operação no Morro dos Macacos, na Zona Norte. Dois deles morreram e foram enterrados, neste domingo, como heróis.

A Secretaria de Segurança Pública investiga o tipo de arma de grosso calibre usada pelo tráfico para derrubar o helicóptero da Polícia Militar.

Clique aqui para ver o vídeo.

Fonte: Globo.Com

sábado, 17 de outubro de 2009

Caos no RJ: Traficantes atingem a tiros helicóptero da PM

Aeronave explodiu após o pouso e dois PMs morreram

Acompanhe clicando no link abaixo matéria cokpleta exibida no RJ TV 2ª Edição de hoje (17), sobre a troca de tiros entre traficantes e PMs no Morro dos Macacos, no bairro de Vila Isabel, na capital fluminense.

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1143308-7823-CONFRONTOS+EM+VILA+ISABEL+COMECARAM+DE+MADRUGADA,00.html

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