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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O movimento grevista no Rio é um sucesso

A máscara do governador caiu! Veja por que o movimento grevista no Rio é um sucesso.

É fácil perceber o papel da grande imprensa na greve da polícia e do bombeiro do Rio de Janeiro, filtrando informações e não deixando espaços em seus blogs e website para opiniões dos leitores. Os grandes canais de TVs e jornais falam do comportamento dos grevistas, mas não dão destaque a truculência do governo.

Aliás, foi estranho a Rede Globo obter com exclusividade as gravações de uma investigação e mostrar trechos e não todo o contexto. Vivemos numa ditadura onde os instrumentos de pressão-repressão são usados em nome do povo, mas na verdade, estão a serviço do capital.

O governador fala em fracasso do movimento grevista e anuncia decreto para punir os grevistas. Ah, governador, seria muito bom que essa eficiência e presteza do Sr. para punir trabalhadores fossem usadas para punir os corruptos que jogam o seu governo na lama. O movimento grevista é um SUCESSO, sim.

É um sucesso, pois, a cidade não foi impedida de funcionar. É um sucesso pelo grau de lucidez e esclarecimento com que estão conduzindo o movimento, pois são trabalhadores que estão somente querendo construir suas vidas, organizar sua família e contribuir para o bem estar da população, visto que, a maioria é vocacionada para segurança pública, gosta do que faz.

É um sucesso porque o povo apoia e manifesta sua solidariedade no cotidiano, mas sem que ninguém queira quebrar, queimar e matar para demonstrar a repugnância que tem ao governo e ao modo como trata os policiais e bombeiros.

Essas atitudes conscientes são sinais de amadurecimento desses trabalhadores e do povo da velha e sempre renovada cidade do Rio de Janeiro. Quem não está à altura desse povo é o seu governo, que não compreende que a cidade não pode pertencer a um pequeno grupo de maus empresários e maus políticos, que não têm compromisso com a maioria da população. Um grupo que não enxerga que desenvolvimento, progresso e futuro andam juntos com o diálogo, a transparência e o respeito ao outro.

Fica feio, governador, tentar atingir o caráter e dignidade de trabalhadores. Os profissionais que estão em greve não estão pedindo nem a metade do que merecem. No Rio há uma guerra, como muito bem vossa excelência tem conhecimento. Comandou ocupação de território com um aparato militar invejável até para diversos pequenos países. Como colocar esses homens nessa guerra sem deixar suas famílias com a condição mínima para sobrevivência nessa cidade?

É preciso ficar bem claro: se o movimento de greve tomar rumos trágicos, não está partindo dos grevistas qualquer incitação a uma radicalização. As lideranças que foram presas caminharam espontaneamente para cumprir as determinações judiciais. E a união do movimento faz com que as prisões não impeçam a continuidade da luta. Para cada liderança presa, indubitavelmente, surgem mais dez tão preparadas como as aprisionadas.

Não podemos nos esquecer de que estamos às vésperas do carnaval e para não fugir ao tema, podemos dizer ao governador que a MÁSCARA CAIU! Seu rosto não está mais escondido na bandeira dos idosos (como foi no início de sua carreira política), dos estudantes, da educação, da saúde e da segurança pública.

Governador, a MÁSCARA CAIU! Lembre-se que a segurança pública é o último pilar de sustentação política desse governo. E se continuar tratando esse pilar dessa maneira o seu governo não tem mais em que se apoiar. E nós poderemos dizer que ao invés da máscara… – SUA EXCELÊNCIA, A CASA CAIU!

Ricardo Bernardes - Tribuna da Imprensa

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cabral sanciona anistia administrativa a bombeiros presos


O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), sancionou na noite desta quarta-feira o projeto de lei que concede anistia administrativa aos bombeiros presos pela invasão ao Quartel Central da corporação.


Cabral também afirmou ter sancionado os projetos que garantem a antecipação do reajuste de 5,58% para a categoria e o uso de 30% do Funesbom (Fundo Especial do Corpo de Bombeiros) para gratificações.


As informações foram publicadas no perfil oficial do governador no Twitter.


Mais cedo, Cabral afirmou que errou ao chamar de "vândalos" os bombeiros que invadiram o Quartel Central da corporação no dia 3 de junho.


Ele afirmou, em entrevista à rádio CBN, que a anistia aos presos no episódio, aprovada ontem na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), vai "desarmar os espíritos".


"Os dois lados erraram. [Houve] Falta nossa de articulação, não houve diálogo com o movimento. O movimento radicalizou e invadiu o Quartel Central. Eu errei quando chamei e vândalos porque eles erraram, se comportaram mal, mas é uma instituição muito querida da população. Alguns líderes deles erraram ao induzir o movimento àquela ação abrupta, levando até crianças e mulheres [para a invasão]. E quando os dois lados erram você tem que avaliar. Eu faço a minha mea culpa."


Cabral afirmou que a anistia foi articulada pelo presidente da Assembleia, deputado Paulo Melo (PMDB), e o líder do governo, deputado André Correa (sem partido), com deputados da oposição. "A anistia vai ao encontro desse desarmamento de espírito", disse.


CONGRESSO


Nesta quarta, bombeiros do Rio realizaram uma manifestação em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, para pressionar os parlamentares a aprovar uma anistia para os processos criminais contra eles. A proposta já passou pelo Senado e deve ser votada na Câmara.


Somente o Congresso tem o poder de cancelar possíveis punições previstas no Código Penal e no Código Penal Militar pela invasão do quartel-general dos bombeiros.


A anistia da Alerj somente libera os bombeiros das punições previstas após a conclusão dos inquéritos policiais-militares abertos contra eles.


Fonte: Jornal Floripa


NOTA: PARABÉNS AOS NOSSOS COMPANHEIROS DO CBMERJ POR ESTA VITÓRIA. QUE POSSAMOS COMEMORAR EM BREVE MAIS UMA VITÓRIA EM BRASÍLIA E A ANISTIA DEFINITIVA.

sábado, 4 de junho de 2011

Bombeiros invadem Quartel Central da corporação no Rio

Manifestantes querem conversar com governador e o secretário de Saúde e Defesa Civil

Foto: André Teixeira/Agência O Globo
 
A invasão de cerca de 2 mil bombeiros ao Quartel Central da Corporação, localizado na Praça da República, região central do Rio de Janeiro, é acompanhada de perto por homens do batalhão de choque da Polícia Militar.

Apesar da ordem do governo para prender todos os que “invadiram o bem público” – tendo supostamente agredido um coronel da Polícia Militar –, integrantes da manifestação que pedem reajuste salarial disseram à reportagem do iG que a categoria não deixará o pátio enquanto não houver negociação com o governador Sérgio Cabral e o secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes. Membros de outros quartéis também estariam paralisando suas atividades nas próximas horas.

Logo à frente do prédio está posicionado o blindado conhecido como “caveirão”, que geralmente é usado nas operações em favelas da cidade, acompanha os amotinados que ao lado de mulheres e filhos, cantam o hino da corporação.
 
Mais cedo, a assessoria de imprensa do governador Sérgio Cabral informou que ele não se manifestaria sobre o caso. A Secretaria de Segurança Pública ainda não decidiu qual providência irá tomar.
 
O episódio desta sexta-feira retoma os protestos do início do mês, quando a categoria já havia realizado uma série de manifestações nas ruas do centro. À época, dezenas de bombeiros permaneceram acampados por vários dias em frente à sede da Assembleia Legislativa do Rio.
 
A informação de deputados de que o governo aceitaria negociar com a categoria encerraria por ora a questão.
 
Mário Hugo Monken

Fonte: Portal IG

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Renan Calheiros elogia ação no Rio de Janeiro e pede piso nacional para policiais

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) elogiou nesta terça-feira (30) a operação policial conjunta com as Forças Armadas que atacou e destruiu a estrutura montada pelo narcotráfico no Complexo do Alemão no Rio de Janeiro. Ele parabenizou o governador Sérgio Cabral pela "firmeza e coragem".

- Mais do que referência para outros países esta interação de forças, esta sinergia de tropas, deve servir como ponto de partida para rediscutirmos um novo modelo de segurança para o Brasil. Ações planejadas, coordenadas, como a que assistimos no final de semana minam as organizações criminosas porque subtraem destes marginais o que eles têm de mais importante: o território - afirmou.

Renan Calheiros defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 41/08), de sua autoria, que fixa o piso salarial para as polícias e o corpo de bombeiros e disse que aumentar esses salários é uma questão de justiça social. Esta PEC foi apensada à PEC 300, que tramita na Câmara dos Deputados. Ele assinalou que a segurança pública precisa de uma fonte fixa de financiamento e, até que seja votado um novo modelo para a segurança, a adoção de uma vinculação orçamentária temporária para a compra de viaturas, armamentos e construção de presídios.

Em aparte, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) agradeceu em nome do Rio de Janeiro e lembrou que em 2004 foi aprovada a atribuição dada às Forças Armadas para trabalhar em conjunto com a Polícia Federal nas fronteiras, mas o que aconteceu foi o aumento do tráfico de drogas e de armas. O senador José Agripino (DEM-RN) disse que a PEC 300 está parada na Câmara graças à base do governo e defendeu uma boa remuneração para os policiais brasileiros.

O senador Valter Pereira (PMDB-MS) disse que são muitas as causas para o aumento da criminalidade no Brasil e uma delas é a facilidade dos bandidos se armarem. Ele assinalou que o sucesso da operação ocorrida no Rio de Janeiro se deve ao investimento que o governo estadual fez em tecnologia, mas o que o preocupa é a possível migração da bandidagem para outros estados. O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) disse que a operação policial deve ser permanente e com reforço da fiscalização nas fronteiras para impedir o tráfico de armas e de drogas.

Fonte: Agência Senado

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