Mostrando postagens com marcador atentado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador atentado. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de outubro de 2012

Transtorno mental afasta 151 Policiais Militares no RN.

O suboficial Marcos Alexandre Moura Tavares, que atirou no comandante do Policiamento Metropolitano, coronel PM Wellington Alves, está afastado das atividades policiais por causa de problema psiquiátrico. Ele faz parte do grupo de 151 policiais que estão fora do serviço na Polícia Militar do Rio Grande do Norte para tratamento de saúde de patologia da mesma natureza.

Diretor geral do Hospital Pedro Germano Filho, o coronel médico Kleber Cavalcanti informa que de acordo com último boletim expedido em 17 de setembro deste ano, havia 280 praças e oficiais afastados dos serviços, sendo que 42,4% dos homens estão em tratamento de saúde por causa de transtornos mentais, o que corresponde pela maior parte das licenças médicas.
 
Kleber Cavalcanti disse que o segundo maior motivo de licenças médicas são patologias da área de ortopedia, com 83 pacientes ou 39,4% dos casos de afastamento do serviço, “o que é inerente a profissão de militar,” por causa de ferimentos recebidos em serviço, devido tiros, pancadas, quedas e acidentes.
 
Para Cavalcanti, o número de policiais afastados por doenças “é considerado baixo”, diante de um efetivo atual de 9.600 praças, suboficiais e oficiais da Polícia Militar do RN, tanto que apenas 46 homens (18,1%) estão de licença por causa de problemas clínicos.
 
No caso do suboficial Marcos Alexandre Taveira que é lotado no 3º Batalhão da Polícia Militar (BPM), em Parnamirim e atirou no superior hierárquico devido a um surto psicótico, o comandante da PM, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva informou que a junta médica da corporação o afastou das atividades policiais para tratamento de saúde já em fevereiro deste ano. Portanto, o subtenente, que é considerado também “uma vítima” pelo seu comandante, tinha passado pela perícia de um psiquiatra da equipe multidisciplinar da junta médica, como também já tinha sido atendido pelo psiquiatra Franklin Capistrano. “O policial pode ser atendido por qualquer outro profissional”, disse Araújo Silva.
 
O presidente da junta médica da PM, major Paulo e Eduardo Cavalcanti que vai se pronunciar depois que conversar com a família de seu paciente. O subtenente Tavares passou por exame de corpo de delito no Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep) e depois de ficar preso até pela manha de ontem no Comando do Policiamento Metropolitano, foi transferido para o Batalhão do BP Choque, em Lagoa Nova. O subtenente deverá passar por outra da junta médica e e em seguida transferido para um hospital psiquiátrico.

Fonte: Blog Direito dos Policiais Militares

sábado, 30 de junho de 2012

Em 11 dias deste mês, SP tem 53% mais mortes do que junho de 2011

Onda de homicídios na periferia da capital paulista está relacionada ao período de ataques contra policiais militares e incêndios a ônibus

Uma onda de homicídios passou a assustar os moradores das periferias da capital paulista nos últimos 11 dias, período em que os ataques contra policiais militares e os incêndios a ônibus se intensificaram.

Entre a meia-noite do dia 17 e as 23h59 de quinta-feira, 127 pessoas morreram assassinadas em São Paulo. O total é 53% maior do que o de homicídios nos 30 dias de junho no ano passado.

Os dados são do Sistema de Informações Criminais (Infocrim) da Secretaria da Segurança Pública. O crescimento da violência começou a se acelerar depois da onda de assassinatos que já matou seis policiais em São Paulo.

A primeira execução aconteceu no dia 12, com a morte do soldado Valdir Inocêncio dos Santos, de 39 anos. Entre os dias 17 e 23, mais cinco policiais morreram.

A comparação entre a proporção dos dados de homicídios na capital e no Estado revelam que o problema se concentra no município de São Paulo. Conforme dados do Infocrim, os 127 homicídios dos últimos 11 dias na capital representam 73% dos 174 assassinatos no Estado.

Em junho do ano passado, os homicídios da cidade representaram 27% desse total. "É uma situação alarmante e mostra a fragilidade da redução da violência. A cidade parece estar novamente diante de um ciclo de vinganças. Trata-se de uma visão de guerra", afirma o antropólogo Paulo Malvasi, autor de uma tese de doutorado sobre o mercado de drogas na cidade.

O Capão Redondo, na zona sul, foi o bairro que concentrou a maior quantidade de homicídios nos últimos dez dias. Entre a 0 hora do dia 17 e as 23h59 do dia 28, morreram 21 pessoas na área do 47.º DP.

Em junho de 2011, morreram 38 pessoas no bairro. A situação também foi violenta na região central. No 1° DP, na região Sé, foram assassinadas 12 pessoas nos últimos dez dias. Em junho do ano passado, não houve nenhum assassinato na região.

Fonte: Portal Ig/Agência Estado

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Cabo da PM sofre atentado no Santo Antonio


Policial denuncia crime e teme por novas tentativas de morte
Cabo Edclan Marcos: atentado seria vingança (Foto: Cássia Santana/Portal Infonet)

O cabo da Polícia Militar Edclan Marcos de Jesus sofreu um atentado na noite desta quarta-feira, 11. A tentativa de morte aconteceu, segundo declarações da própria vítima, quando ele estava chegando na casa da ex-companheira, no bairro Santo Antonio, em Aracaju, para visitar o filho mais novo e os dois netos que ali residem, que são filhos de Marcelo Jacinto Lima de Jesus, 26, assassinado a tiros no dia primeiro de outubro do ano passado.

Ele estava estacionando o veículo, um Siena (placa preservada), quando foi surpreendido por vários tiros. O tipo da arma ainda não foi identificada. Os projéteis acertaram a casa da ex-companheira, onde residem o filho e os dois netos do PM, e também o imóvel vizinho, onde mora a mãe do policial. No momento do atentado, segundo o PM, havia cerca de 15 pessoas nos dois imóveis, mas ninguém foi atingido. A mãe do PM não estava em casa.

Os criminosos (o PM não soube informar o número de pessoas envolvidas neste crime) chegaram ao local do atentado ocupando um Fiat Uno, de quatro portas, com um adesivo estampado na porta com o nome Copataxi. Para o policial, o nome estampado na porta do veículo indicando ser de propriedade de uma empresa de taxi, poderá ser um disfarce.

A vítima não tem dúvida que há uma quadrilha articulando uma vingança contra a família do policial. Seria uma espécie de represália ao outro filho, que se envolveu em um assassinato e está preso no Copecan, em São Cristovão. “Meu filho está preso há sete meses, pagando pelo crime que cometeu, mas eles querem se vingar em mim”, comentou. “Eu fiz todos os procedimentos, apresentando meu filho à Polícia e ele está preso pagando pelo crime que cometeu. Qual o pai que quer ter um filho com desvio de conduta? Dá envergonha o que ele fez, mas ele está pagando pelo crime”.

A vingança

E esta não seria a primeira vingança, segundo a ótica do cabo Edclan Marcos. O assassinato do filho, Marcelo Jacinto Lima de Jesus, 26, também teria sido para vingar a morte do rapaz assassinado pelo outro filho que está no presídio. Marcelo foi assassinado no dia primeiro de outubro do ano passado, também a tiros disparados por pessoas que ocupavam um suposto táxi.

O cabo Edclan Marcos acredita que o atentado ocorrido na noite desta quarta-feira, 11, também faça parte do plano de vingança e tenha sido praticado pelos mesmos criminosos que mataram Marcelo Jacinto. “Meu filho foi morto em plena luz do dia, em rua bem próximo da casa onde ele morava. Ele saiu de casa para colocar carga no celular”, conta o PM.

O cabo Edclan Marcos desconfia que, no atentado da quarta-feira, 11, os criminosos usaram o mesmo veículo que usaram para matar o filho dele. Ninguém conseguiu anotar a placa do veículo. “Foi tudo muito rápido”, lembra o PM. “Quando ouvi os tiros minha primeira reação foi sacar minha arma, mas não deu tempo revidar”, conta o policial. Logo após a sequência de tiros, os criminosos arrastaram o carro e saíram em disparadas pegando uma rua transversal.

O policial teme novos atentados.

Por Cássia Santana

Fonte: Infonet

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

TJSE: Cabo Jailton Pereira é homenageado por ato de bravura

O Desembargador José Alves Neto, Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, reconheceu, através do Ato nº 955/2011, aprovado pelo Pleno do TJ, a bravura do policial militar Jailton Pereira, quando do atentado ao Desembargador Luiz Mendonça, ocorrido em 18 de agosto de 2010, na avenida Beira Mar.

Naquela oportunidade o carro oficial PJ-07, dirigido pelo Cabo Jailton, que conduzia o magistrado, foi atingido por mais de 30 tiros de escopeta e pistola, deflagrados por quatro homens encapuzados que desceram de um veículo Honda City. O desembargador teve ferimentos leves enquanto o motorista foi alvejado na cabeça.

No início da tarde desta quinta-feira, o presidente do TJSE visitou o Cabo Jailton, oportunidade em que fez entrega de cópia do Ato 955/2011 à esposa do policial, destacando a bravura do Cabo Jailton que ainda se recupera das seqüelas gravíssimas provocadas pelos tiros do atentado ocorrido há exatamente um ano.

Ao entregar o documento, o Presidente José Alves Neto destacou o ato de bravura, coragem e audácia do Cabo Jailton Pereira, ao enfrentar aqueles que tentaram assassinar o desembargador Luiz Mendonça. "Ele é merecedor não apenas deste reconhecimento, mas de tantos outros", ressaltou o Desembargador-Presidente.

Fonte: Emsergipe.com

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

ATENTADO: PM LUTA PARA SE RECUPERAR

O dia 18 de agosto está para sempre gravado na memória dos sergipanos. Era uma quarta feira, do ano de 2010, quando uma ação criminosa de grande proporção abalou todos os moradores da cidade, em um episódio de imensa violência que evidencia a ousadia dos criminosos. O atentado envolveu o desembargador Luiz Mendonça, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), e o palco da tentativa de homicídio foi a Avenida Beira Mar, zona sul da cidade.

Um ano após o ocorrido, o crime já elucidado, o principal suspeito de ser o mandante da investida, Floro Calheiros, foi morto durante confronto com a polícia na madrugada de domingo do último dia 10 de abril. O desembargador Luiz Mendonça, ferido por estilhaços no ombro, recuperou-se e retomou completamente as suas atividades. A maior vítima acabou sendo o Cabo da Polícia Militar Jailton Batista Pereira, hoje com 42 anos. O motorista do presidente do TRE, durante a ofensiva, foi alvejado por um disparo na cabeça, perdendo muito sangue e um ano após o ocorrido, ainda sofre os efeitos da ação, travando uma verdadeira luta contra a enfermidade, a qual espera se sagrar vencedor. E o prêmio: a plena recuperação.

Como a tragédia está completando seu primeiro aniversário, a reportagem do Correio de Sergipe – CS - teve a ideia de fazer uma matéria especial, focando a evolução do quadro clínico de Jailton Batista ao longo de um ano, dando ênfase ao processo de recuperação da vítima que ficou mais de dois meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Governador João Alves Filho (HGJAF). Para realizar a matéria foram mantidos vários contatos telefônicos com Eliane Santos, 36 anos, companheira do militar. Embora no início tenha mantido resistência, ela acabou aceitando receber a equipe em sua casa na última sexta-feira, dia 12, que acompanhou e soube alguns minuciosos detalhes da gradativa recuperação do cabo.

Fonte: CorreiodeSergipe.com

A matéria completa está na Edição nº 3172 do Correio de sergipe, de 18 de agosto de 2011.

sábado, 16 de julho de 2011

Segurança de Alex Rocha é assassinado

O policial militar Alexsandro da Silva Santos, 40 anos, o Soldado Léo, que fazia a segurança do prefeito de São Cristóvão, Alex Rocha, foi assassinado a tiros por volta das 19h50 de ontem no povoado Caípe Velho, zona rural da cidade, na região metropolitana de Aracaju. Alexsandro voltava do sítio de seus parentes para sua residência, na sede do município, quando foi baleado por dois homens que estavam em uma motocicleta não-identificada. O policial, que estava de folga, sozinho e dirigindo uma moto tipo XR, morreu na hora, atingido na cabeça.

As primeiras investigações apontam que ele foi vítima de uma emboscada. Testemunhas informaram à polícia que, horas antes do crime, o sítio da família de Léo estava sendo rondado por suspeitos que usavam um cavalo e um veículo. A moto do militar não foi levada pelos criminosos, nem mesmo seus pertences pessoais, o que reforça ainda mais a hipótese de atentado.

Várias unidades das polícias Civil e Militar foram mobilizadas para tentar prender os criminosos, que conseguiram fugir. O helicóptero do Grupamento Tático-Aéreo (GTA) sobrevoou a região do Caípe Velho, enquanto dezenas de equipes do 1º Batalhão de Polícia Comunitária (1º BPCom), do Comando de Operações Especiais (COE), da Companhia de Radiopatrulha (CPRp), do Grupamento Especial Tático de Ações com Motos (Getam), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) faziam buscas por terra.

Segundo informações extra-oficiais, o prefeito Alex Rocha não estava no local do atentado, nem mesmo acompanhava o segurança. No entanto, ao saber do crime, ele foi até o povoado e desmaiou ao ver o corpo do policial, o que fez Alex ser internado em um hospital particular de Aracaju. Antes, chegou-se a dizer que o atentado foi contra o prefeito, o que foi posteriormente desmentido por amigos da vítima e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Logo, o Soldado Léo, de quem o prefeito era amigo pessoal, foi a única vítima do ataque. O local do crime foi visitado por muitos outros amigos do militar, que era bastante conhecido em São Cristóvão.

Até o fechamento desta edição, nenhum suspeito foi detido e não havia mais informações confirmadas. Alexsandro estava na PM desde 1995, já pertenceu ao COE e era lotado atualmente no Posto de Atendimento ao Cidadão do povoado Caueira, em Itaporanga D´Ajuda, região metropolitana. O corpo dele foi removido por volta das 21h30 para o Instituto Médico Legal (IML), devendo ser sepultado hoje.

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Fonte: Jornal do Dia

quinta-feira, 7 de abril de 2011

'Chorei', diz sargento que salvou alunos de ataque à escola no RJ

"Chorei, sim", disse o sargento Marcio Alexandre Alves, que trocou tiros com o atirador em uma escola municipal em Realengo, na Zona Oeste do Rio, e evitou que o número de mortos no ataque fosse ainda maior. O choro veio após falar com um dos dois filhos pelo telefone, após a tragédia. "O meu filho chegou da escola, foi esquentar o almoço dele no micro-ondas e reconheceu minha voz pela televisão, e aí correu para sala pra assistir", contou. "Aí me ligou, preocupado, chorando. Aí eu também me emocionei, falei com ele que à noite, se Deus quiser, eu vou estar em casa, pra dar um abraço bem forte e um beijo nele", disse.

O policial militar do Batalhão de Polícia Rodoviária do Rio participava de uma operação de rotina de controle de trânsito, quando um menino de 12 anos, ferido no rosto deu o alerta: na escola, a duas quadras dali, um homem estava atirando nas crianças.

O sargento Alves e o parceiro, o cabo Ednei Feliciano, foram até lá. E foi o sargento que deu de cara com o assassino, armado na escada do segundo para o terceiro andar. Alves atirou. "Ele apontou na minha direção, eu efetuei dois disparos e ele caiu", lembrou.

No meio da tragédia, Alves foi tratado como herói pelo governador Sergio Cabral.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Portal G1

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Reformas em delegacias são feitas sem planejamento e não garantem segurança

Presidente de Associação de Delegados de Polícia diz ainda que não há critérios para lotação de delegados

Por Joedson Telles


"Nenhuma polícia do mundo dará solução aos casos de violência provocados pelas desigualdades sociais e descaso com a situação dos menos favorecidos". O pensamento, tão lúcido quanto preocupante, é do presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de Sergipe, o delegado de carreira Kássio Viana. Nesta entrevista, ao portal Universo Político.com ele comenta a ‘portaria da mordaça' imposta pela Superintendência da Polícia Civil, que feriu os direitos do delegado Paulo Márcio, mas foi desmoralizada na Justiça, aponta problemas na Segurança Pública, como as reformas em delegacias, que são feitas, segundo ele, sem planejamento e ainda a forma afrontosa como se dão algumas transferências de delegados de uma delegacia para outra. "Não há um planejamento estratégico nem critérios adequados e definidos para a lotação de delegados e demais servidores nas unidades da Polícia Civil. Tem muita gente contrariada com as transferências, mas, apesar de receberem nosso apoio, preferem o silêncio com receio de eventuais retaliações", diz. A entrevista:

Universo Político.com - Como o senhor acompanhou a decisão do Tribunal de Justiça, que concedeu liminar favorável ao delegado Paulo Márcio na polêmica questão da chamada "portaria da mordaça"?
Kássio Viana - Assim que ficamos sabendo dos procedimentos instaurados contra o colega e associado, Paulo Márcio, colocamos à sua disposição os nossos advogados, para que a situação fosse resolvida da forma mais rápida possível. Sabíamos que não havia qualquer razoabilidade jurídica nos citados procedimentos e, como as coisas não foram resolvidas no âmbito interno, tivemos que recorrer ao judiciário, e assim faremos toda vez que o direito de qualquer associado for violado. Vale lembrar, que existe um procedimento equivocado na Corregedoria de Polícia Civil contra uma colega que completará um ano e até a presente data, salvo notícias recentes, nada foi feito, além da portaria de instalação. Caso a colega queira uma certidão negativa de procedimento na Corregedoria, não será possível em razão da inércia do órgão.

U.P. - Com a decisão, o senhor espera um comportamento mais amistoso da Superintendência da Polícia Civil frente aos delegados de polícia?
K.V. - A relação da atual chefia da Polícia Civil como a Associação e Sindicato dos Delegados de Polícia é respeitosa. Entretanto, a nosso sentir, algumas das suas decisões têm causado uma vulnerabilidade da nossa carreira. Os procedimentos acima citados podem ser mencionados como exemplos. Felizmente, não é comum a imprensa sergipana divulgar qualquer notícia que desabone a conduta moral dos delegados de polícia do nosso Estado. Somos uma turma jovem, competente e honesta. Assim, para nós, delegados de polícia, ocupar a posição de investigado na Corregedoria é muito constrangedor, e isto é agravado quando não há razão nenhuma para o procedimento. Esperamos que a cúpula da Polícia Civil faça uma reflexão sobre os problemas relatados, para que a legislação pátria e direitos e garantias individuais sejam preservados.

U.P. - Alguns delegados reclamam da forma como são transferidos de delegacias. Como o senhor avalia a postura da Superintendência da PC neste aspecto?
K.V. - A forma em que os delegados e demais servidores são transferidos chega a ser afrontosa. Sabemos como gestores desta Polícia Civil que em determinados casos ajustes são necessários para que o trabalho flua de forma eficiente. Contudo, a quantidade de transferências, sobretudo no interior do Estado, revela que não há um planejamento estratégico nem critérios adequados e definidos para a lotação de delegados e demais servidores nas unidades da Polícia Civil. Por outro lado, para os que recordam, ainda que de forma superficial, dos ensinamentos de Direito Administrativo, a necessidade de fundamentação em todos os atos, sobretudo dos discricionários, é imprescindível para a preservação dos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, eficiência, publicidade e moralidade. Como membro eleito do Conselho Superior de Polícia, fiz um requerimento para que todas as transferências fossem devidamente motivadas. A partir de então, as Coordenadorias das Delegacias do Interior e da Capital têm apresentado, a meu ver, fundamentações bastante precárias na tentativa de justificar as remoções. Vale lembrar, que no Estado da Bahia, bem como em outras unidades da federação, para que um delegado de polícia seja transferido de uma unidade para outra, o superior hierárquico deve fundamentar de forma objetiva e clara, elencando os motivos reais da remoção. Assim, várias transferências foram anuladas no poder judiciário daquele Estado em razão da ausência de fundamentação adequada. Aqui em Sergipe, a primeira vez que o Judiciário foi provocado, a remoção do agente de polícia foi anulada por falta de fundamentação. Tem muita gente contrariada com as transferências, mas, apesar de receberem nosso apoio, preferem o silêncio com receio de eventuais retaliações.

U.P. - Em via de regra, os sergipanos têm sentido a sensação de intranquilidade, sobretudo depois que o presidente do TRE sofreu um atentado, e o seu motorista passou a correr risco de morte no leito de um hospital. Como o senhor avalia a segurança oferecida aos sergipanos?
K.V. - Acredito que a Segurança Pública tem evoluído em nosso estado em vários aspectos. Ao chegar em Sergipe, no início do ano de 2003, fui trabalhar na cidade de Tobias Barreto, onde encontrei uma Delegacia totalmente desestruturada. Não tínhamos Internet, armas e viaturas apropriadas. Os delegados, agentes, escrivães e policiais militares tinham salários ruins. Hoje, contamos com uma frota de veículos novos, armamentos adequados, algumas unidades em melhores condições de trabalho, o salário dos delegados melhorou e, no atual governo, os salários dos agentes, escrivães e policiais militares passaram a ocupar a segunda colocação ranking dos salários das policias brasileiras. Entretanto, Segurança Pública não se faz apenas com a polícia. A responsabilidade é de todos. Precisamos fazer um trabalho conjunto com todas as Secretarias de Estado para evitarmos que os jovens sejam lançados no "mundo do crime". Cobrar da Secretaria de Segurança Pública a resolução dos problemas de violência é desconhecer totalmente o assunto. Da Polícia Civil, deve-se cobrar elucidação de crimes - o que fazemos com maestria. E da Polícia Militar um patrulhamento eficiente em todas as localidades. Todavia, nenhuma polícia do mundo dará solução aos casos de violência provocados pelas desigualdades sociais e descaso com a situação dos menos favorecidos. Polícia trata apenas do que não deu certo nas ações do Estado e da família. Quanto ao caso do atentado, aguardemos a finalização das investigações e não tenho dúvida de que será mais um crime elucidado pela nossa Polícia Civil com a eficiência e agilidade de sempre.

U.P. - O que pode ser feito para se tenha a criminalidade ao menos em níveis suportáveis?
K.V. - Acredito em investimento social em áreas de risco. A maioria das pessoas que entram na vida criminosa o faz de forma involuntária e são levados pelas precárias condições de vida e relações sociais experimentadas desde a infância. O combate intenso à criminalidade, com prisões, e até mortes de delinquentes por si só, não são capazes de reduzir os índices de violência, ao contrario, às vezes até aumentam. O Rio de Janeiro tem criado Unidade de Polícia Pacificadora e tem revelado uma eficiência interessante na instalação da paz. A ação policial enérgica é necessária em algumas situações, mas avaliar Segurança Pública apenas sob o ponto de vista das ações policiais é uma demonstração de cegueira. Precisamos melhorar as condições de vida dos bairros carentes, calçar e iluminar as ruas, investir em saneamento básico, incentivar a cultura, educação e o esporte. Isso já deu certo em Chicago e Bogotá, há de dar certo aqui também.

U.P. - Um policial que disputa as eleições deste ano sugeriu, no horário eleitoral da TV, que a polícia passe a ser recompensada pela apreensão de crack, e observou que isso acontece com armas. Na sua opinião, isso não pode passar à sociedade que há policial fazendo corpo mole, já que uma gratificação, em tese, aumentaria, a produção da polícia?
K.V. - Os agentes, escrivães e policiais militares ocupam o 2º lugar no ranking dos salários do Brasil. Ainda assim, precisam de estimulo para a apreensão de crack? Acho que todos os servidores públicos merecem salários dignos e condições de trabalho para o exercício das suas funções. Não somos mercenários, somos policiais. O salário ruim desestimula, mas tenho dúvidas de que o aumento salarial gere, necessariamente, o aumento da eficiência do trabalho.

U.P. - A classe de delegados de carreira tem hoje o valor que merece ou o próximo governador precisa resolver também este problema?
K.V. - Acho que, na Segurança Pública, o governo do Estado se concentrou em algumas carreiras nos últimos quatro anos e deve dar mais atenção a outras, nos próximos anos. Houve um melhoramento significativo na remuneração dos agentes, escrivães, Polícia Militar, gestores públicos, procuradores do Estado, defensores públicos dentre outros setores do Estado. Ressalte-se, que de todas as carreiras citadas, apenas os policiais trabalham no regime de 40 horas semanais. As demais trabalham 30 horas. No caso dos delegados, ocupávamos a 5ª colocação nacional, e hoje estamos na 16ª mais bem pagos do País. Acredito que o próximo governo vai ter a sensibilidade de reconhecer de forma concreta a nossa categoria, que tem demonstrado coragem, eficiência, honestidade e agilidade na elucidação dos crimes ocorridos em nosso Estado, e na prestação de um serviço público notável.

U.P. - As delegacias oferecem estrutura para o delegado, escrivão e agente trabalharem?
K.V. - Enfrentamos um problema sério com a falta e má distribuição dos agentes e escrivães de Polícia Civil. Temos cerca de 200 agentes e escrivães e 60 delegados de polícia tomando conta de todo o interior do Estado. A capital possui cerca de 80 delegados e mil agentes e escrivães. O concurso é urgente e a remessa de servidores ao interior é indispensável para que a Polícia Civil trabalhe adequadamente. Entretanto, apesar do número reduzido, o interior tem sofrido um esvaziamento paulatino, no que diz respeito aos agentes e escrivães.

U.P. - Há um número suficiente de policiais por plantão, ou as delegacias estão vulneráveis?
K.V. - A maioria das Delegacias de Polícia funciona de forma precária. Os servidores trabalham, na maioria das vezes, em locais que não oferecem o mínimo de condições higiênicas. As recentes reformas servem apenas de consolo. São feitas sem qualquer planejamento e não garantem a segurança e nem o conforto necessário aos servidores e a população que é atendida. Mas já é uma evolução. A título exemplificativo, durante o período de dois anos em que esteve no comando do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, a desembargadora Marilza Maynard construiu praticamente um fórum de primeira qualidade em cada cidade do interior de Sergipe. Quantas delegacias planejadas foram construídas nos últimos 10 anos? Creio que não passam de 10 unidades em todo Estado. Assim fica difícil, não é?

U.P. - A superlotação ainda é um problema registrado dentro das delegacias de Aracaju?
K.V. -A questão dos presos nas Delegacias de Polícia gera dois problemas graves. Primeiro, atrapalha o trabalho realizado pelos agentes, por ficarem atarefados com o serviço de carcereiro. Segundo, é um desrespeito aos direito dos presos que não podem ser submetidos ao tratamento que lhes são oferecidos nas celas das nossas delegacias. A prisão retira do preso apenas a liberdade. O Estado tem que garantir a sua dignidade. Enquanto em alguns Estados não existe mais presos em delegacias, Sergipe segue em descompasso com a evolução, ampliando suas celas em unidades de polícia investigativa. A Polícia Federal, por exemplo, seguindo a tendência moderna, não possui qualquer cela na unidade de Aracaju. A Secretaria de Justiça, por sua vez, faz de conta que o problema não é daquela pasta.

Fonte: Universo Político

domingo, 22 de agosto de 2010

Confira o último boletim médico sobre a saúde do motorista Jailton Pereira

A Fundação Hospitalar de Sergipe continua divulgando boletins médicos sobre o estado de saúde do 'Cabo Batatinha' atingido no atentado ao presidente do TRE

O estado de Jailton Batista Pereira, motorista do desembargador Luiz Mendonça, permanece grave. O paciente, de 41 anos, continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Jailton encontra-se em coma induzido e respirando com ajuda de aparelhos. A pressão arterial é mantida com o auxílio de medicamentos. No entanto, o paciente não apresentou qualquer intercorrência.

Jailton Batista deu entrada no Huse na última quarta-feira, 22, após ser atingido por tiros. No mesmo dia, foi submetido a uma neurocirurgia, que durou cerca de seis horas. Em seguida foi transferido para UTI.

Caso o estado de saúde do paciente sofra alterações, divulgaremos um novo boletim.

Fonte: Portal Cinform

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sem Samu, polícia é obrigada a socorrer motorista

Promotor Luis Fausto começou chamar o Samu às 8h08. Se identificou, mas o socorro não chegou em tempo hábil

A demora no atendimento do motorista do desembargador Luiz Mendonça vem repercutindo na cidade. O desespero tomou conta da população que estava presenciando o motorista respirando, mexendo a perna e ansiando, sem que o carro do Serviço Móvel de Urgência e Emergência (Samu) chegasse.

Após esperar por vários minutos, os policiais resolveram socorrer o motorista (Fotos: Portal Infonet)

Amigos do desembargador e do motorista chegavam a todo o momento ao local e ficavam angustiados em ver a cena. O promotor Luis Fausto Valois ligou para o Samu exatamente às 08h08 minutos, mas a ligação não completou. Voltou a ligar às 8h16 e falou com o médico, mas o socorro não chegou e após a reportagem do Portal Infonet ter solicitado, os policiais levaram a vítima para o hospital.

Marcas dos tiros no carro

Segundo o promotor, ele estava subindo para a corregedoria do Ministério Público, quando soube do atentado e sua primeira atitude foi ligar para o Samu. “Eu liguei do meu aparelho celular exatamente às 8h08, mas não completou. Então eu me dirigi ao local para prestar solidariedade e voltei a ligar para o Samu às 8h16. Falei com o médico, me identifiquei como promotor de Justiça e solicitei a unidade. Para a minha surpresa, quando cheguei ao local vi aquela cena angustiante. O motorista agonizando no chão e após muita mobilização, sendo levado no carro da polícia”, lamenta Luis Fausto.

No local, o desespero tomou conta de cada policial, de cada popular, dos profissionais da imprensa que chegavam para fazer a cobertura. “Meu Deus, o homem está vivo”, gritava um. “Não sei como agir nesse caso. O Samu ainda não chegou, deve estar no trânsito engarrafado”, completava o secretário de Segurança Pública, João Eloy. “Pare os carros para ver se tem algum médico”, gritava um policial, mas ninguém transportava a vítima.

Motorista ficou agonizando por vários minutos no chão

Somente após os presentes terem implorado e apelado para os delegados, foi que a titular da Delegacia de Grupos Vulneráveis, Drª Georlize Teles, agilizou a prestação de socorro. “Meu Deus, é Jailton. E ainda está vivo”, exclamava a delegada.

“Se os policiais estão vendo que todo mundo conseguiu chegar aqui antes do Samu, então por que esperar mais? Os carros da imprensa, que nem têm sirene conseguiram abrir caminho e chegar aqui e o Samu nada. Pelo amor de Deus, o que a polícia está esperando para levar o motorista para o hospital?”, bradava o aposentado Miguel dos Santos.

SAMU

A assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ligou para a redação do Portal Infonet para explicar que o Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) recebeu três ligações de pessoas diferentes informando que havia uma aglomeração na avenida Beira Mar, mas que nenhuma delas estava próximo ao acidente e que não souberam dar informações sobre o fato.

Somente após a ligação com informações precisas de que havia uma vítima, uma viatura chegou em 15 minutos ao local.

O vídeo exibido pelo Portal Infonet comprova que o motorista foi levado ao hospital pelos policiais.

Fonte: Portal Infonet

Polícia Federal investigará atentado contra desembargador

Além de participar do inquérito, a PF também fará a escolta do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, que chega a Sergipe no final desta tarde

A Polícia Federal (PF) entrou na investigação do atentato contra o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE), Luiz Mendonça. Por meio da assessoria de comunicação, a PF informou que está trabalhando conjuntamente com a polícia do estado.

Segundo a PF, a apuração do caso foi um pedido direto do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto. Além de participar do inquérito, a PF também fará a escolta do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, que chega a Sergipe no final da tarde desta quarta-feira, 18, para acompanhar o início das investigações.

O carro do presidente do TRE-SE foi alvejado com mais de 30 tiros na manhã desta quarta. O presidente conseguiu se abaixar e foi atingido apenas por estilhaços de vidro e metal, mas seu motorista e cabo da policia militar Jailton Pereira, baleado, está internado em estado grave. Ainda não há pistas sobre os suspeitos.

Fonte: Portal Infonet

Desembargador sofre atentado na Beira Mar

Luiz Mendonça, presidente do TRE, e o motorista, de pré-nome Jailton, conhecido como 'Batatinha', foram alvejados a tiros

O desembargador Luiz Mendonça, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e motorista dele, de pré-nome Jailton, conhecido como 'Batatinha', sofreram um atentado a tiros enquanto passavam pelas avenidas Beira Mar e Silvio Teixeira, Zona Sul da capital sergipana. Informações repassadas por testemunhas dão conta de que quatro homens em um Honda Fit prata se aproximaram do veículo Fiat Línea preto, com placa oficial PJ 07, e dispararam mais de 30 tiros.

Ambos estão feridos e foram encaminhados ao hospital por populares que estavam no local, pois o Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu), chamado para atender a ocorrência, ainda não chegou ao local. Uma equipe do Portal Infonet se dirigiu ao local e em alguns instantes será publicada uma matéria completa com maiores informações.

Vídeo mostra policiais socorrendo o motorista (as imagens são fortes):


Fonte: Portal Infonet

Postagens populares