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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Vá em paz Cabo Bezerra!


É por dever de justiça que venho hoje render minhas homenagens ao nobre colega Cabo Antônio Carlos Bezerra, fundador e ex-presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM e CBM de Sergipe. Em um tempo em que os direitos do praça estavam em uma folha de papel em branco (como nos diziam desde a formação no CFAP), Bezerra teve a ousadia e coragem de criar a ACS e fazer dela o ponto de partida na luta em defesa da classe no estado.

Ressalvadas quaisquer divergências que naturalmente tínhamos nos grandes movimentos em que estivemos presentes e lutamos lado a lado, sempre houve uma unanimidade sobre Bezerra entre as demais lideranças de associações, a de que a ele era devida nossa admiração e respeito por ter sido o precursor das associações representativas de praças militares em Sergipe, e consequentemente ter sido o responsável pela abertura das portas a todos aqueles que ousaram enfrentar as dificuldades e o sistema para tentar de alguma forma, mesmo arriscando o próprio emprego, ajudar nossa classe a conseguir avanços importantes. Quantas vezes o próprio Bezerra ficou preso por se manifestar ou agir em defesa da classe?

Carinhosamente apelidado por nós das associações de "Seu Leôncio" (aquele mesmo do desenho do Pica Pau), por conta do bigodão que fazia questão de "ostentar", deixará nos que conviveram com ele a lembrança daquele vozeirão e das risadas escandalosas.

Meu respeito a você, amigo. Não fosse pela sua coragem e determinação, eu nunca teria sido fundador e presidente de uma associação estadual e ainda um dos fundadores e diretor de outra associação nacional. O caminho de todos nós foi aberto por você, e resta-nos agradecer por seus atos de coragem e pelo exemplo histórico que deixou para nós. Enquanto seus contemporâneos estiverem vivos, sua memória também estará.

Triste por sua partida precoce. Descanse em paz, irmão!

Anderson Araújo - ex-presidente da Aspra Sergipe

Combateu o bom combate, completou a carreira, guardou a fé. A coroa da justiça lhe está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, lhe dará naquele dia; e não somente a ele, mas também a todos os que amam a sua vinda.Vá com Deus meu amigo, tenha certeza que muitos, mesmo em silêncio, aprenderam algo com a sua coragem de enfrentar um sistema extremamente cruel, em um período ainda mais cruel. Vá com Deus.

Antonio Carlos dos Santos - atual presidente da Aspra Sergipe

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Governador em exercício recebe associações militares a pedido do deputado Capitão Samuel

 Presidente da Aspra, Sargento Prado, esteve presente

Na manhã desta quarta-feira, 03, o governador em exercício, Jackson Barreto (PMDB) , recebeu no Palácio dos Despachos , as associações militares do Estado de Sergipe, além do deputado estadual Capitão Samuel (PSL), solicitante da reunião.

As associações militares lá representadas pelos presidentes da Assomise, Major Adriano Reis, Edna, vice- presidente da Assimusep, Cabo Bezerra, presidente da Associação de Cabos e Soldados, Sargento Prado, presidente da Aspra, assim como Alberto Almeida representante dos Bombeiros de Sergipe.

O objetivo das associações foi que o Governo do Estado encaminhe os projetos que alteram a legislação e reestruturam a Polícia Militar e o Bombeiro Militar de Sergipe para a Assembleia Legislativa, no que diz respeito à lei de fixação de efetivo, a lei de organização básica (LOB), concurso para a Polícia Militar e Bombeiro Militar, aposentadoria e promoções dos militares que respondem processo.

O Governador em Exercício ouviu atentamente todos os questionamentos e solicitações das associações assim como as explicações do deputado estadual Capitão Samuel, que fez uma explanação geral da situação e passou a palavra para os representantes de cada associação que tiveram seu espaço para dialogar com o governador em exercício Jackson Barreto. “É uma satisfação muito grande poder de fato abrir mais esse canal de diálogo entre o Governo e as Associações militares que necessitam desse contato, necessitam serem ouvidas pelo governador e de obterem as respostas para que a nossa categoria continue avançando e progredindo”, declarou o deputado Capitão Samuel.


O governador em exercício afirmou que irá estudar, os diversos questionamentos e reivindicações das associações e que ainda esse mês será agendada outra reunião para a discussão dos pontos abordados hoje. “Nós nos encontramos hoje com as associações militares, foram colocadas na pauta diversas reivindicações, diversos pleitos, como a questão da LOB, de promoções e nós faremos uma análise, uma avaliação, vamos estudar, e dentro desse mês de julho ainda voltaremos a conversar. Vamos estudar levando em conta os interesses da polícia, os interesses do estado, e Vamos fazer uma discussão que envolva o próprio comando da Polícia, Procuradoria Geral do Estado, por que eu acho que são peças fundamentais na discussão desse documento de reivindicação”, concluiu o governador em exercício Jackson Barreto.

Assessoria Parlamentar (Chris Brota)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Deputado defende o envio de LOB e LFE para a AL

Deputado disse que Batalhões da PM e PM atuam na ilegalidade

O deputado estadual Capitão Samuel Barreto (PSL) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa, na manha da última quarta-feira, 17, para defender que o governo do Estado envie para a Casa o projeto versando sobre a Lei de Organização Básica (LOB) e a Lei de Fixação de Efetivo (LFE) que é o complemento. Samuel disse que os batalhões da PM e outros segmentos da Polícia Militar atuam dentro da ilegalidade.

Ao iniciar seu pronunciamento, e sob os olhares de representantes de várias entidades representativas da PM, Samuel Barreto disse que “essa é uma luta que travamos há muito tempo e com muita dificuldade. Aqui nesta Casa os deputados estaduais dizem sim aos projetos, aprovando nossas indicações. O governo analisa e decide se reenvia ou não”.

Em seguida, Samuel Barreto colocou que “essa é a luta de 2013 da família militar! Temos hoje a grata satisfação quando falamos do Batalhão de Caatinga, quando interior as pessoas enxergam aquele grupamento como ‘salvadores da pátria’. Eles garantem o mínimo de segurança ao povo do Sertão, mas o batalhão atua dentro da ilegalidade. É o mesmo caso do Getam e do Gati. Não existem na estrutura da PM”.

“Enquanto não for enviada a Lei de Fixação do Efetivo da PM pelo governo do Estado para esta Casa, os Batalhões de Choque e de Trânsito, por exemplo, como também o Grupo Tático Aéreo seguem ilegais. O Denarc, por exemplo, também está ilegal e foi constituído por portaria”, completou Samuel.

O deputado foi ainda mais longe e disse que o Corpo de Bombeiros inaugura todo dia vários quartéis e Batalhões pelo interior com dois bombeiros. “Um para cuidar do prédio e outro para atender o povo! São 420 homens nas ruas. Se inaugura batalhões, mas não se fala em concurso público”.

Samuel Barreto disse que já conversou com o Coronel Maurício Iunes, Comandante da Polícia Militar de Sergipe. Samuel também destacou as conversas com o chefe da Casa Civil, Silvio Santos. “A Lei está pronta na Casa Civil. Está na mesa de Silvio Santos. O governador, segundo ele, tem boa vontade. Então só falta enviar a lei para a Assembleia Legislativa legalizar essas Companhias e garantir os direitos aos policias de trabalharem dentro da legalidade”.

Insegurança

Samuel Barreto também fez um alerta para as autoridades da Segurança Pública do Estado. “Na Polícia Militar, diferente do que acontece com os professores, por exemplo, não existe progressão vertical. Um sargento fica 18 anos esperando uma promoção. Alguns movimentos estão sendo discutidos e elaborados. A turma que entrou na PM em 1984, completa 30 anos de serviço em 2014 e cerca de mil homens se aposentam”.

“Este ano ainda se aposentam 400 policiais. Não teremos policiais nas ruas! O efetivo da PM não aguenta mais pagar horas extras. É bem verdade que estão recebendo, mas eles não suportam mais a carga de trabalho. E 10% do efetivo hoje está em dispensa de saúde. Dizer que não tem dinheiro, não cola, porque dinheiro tem! Dá-se um jeito! E a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) traz um artigo onde se pode fazer concurso para suprir as vagas de aposentados”.

Associações Militares

A presença quase que unânime das associações militares de Sergipe foi decisiva para a lotação das galerias do Plenário da Assembleia Legislativa que ficou repleta de policiais e bombeiros militares interessados no Projeto de Lei que foi discutido na ocasião. A AMM (Sub tenente Jailton), a ASPRA (Sargento Prado), a ASSIMUSEP (Svetlana), Associação de Cabos e Soldados (Cabo Bezerra), Associação dos Bombeiros (Alberto), a ASSOMISE (Major Adriano Reis) através dos seus representantes compareceram ao plenário apoiando o mandato do deputado estadual Capitão Samuel. Apenas uma associação militar não compareceu nem representou seus associados no movimento em favor da aprovação do Projeto de Lei de Fixação de Efetivo dos militares sergipanos.

Fonte: Assessoria Parlamentar/Portal Infonet

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Diretoria do HPM quer discutir problemas do hospital com associações

Presidente da Aspra participou de reunião com diretor do HPM


Sargento Prado representou a Aspra e conversou com companheiros do HPM 
(Na foto ao alto com o Ten Cel Lincoln e abaixo com os sargentos Tavares e Bispo)

Foi realizada esta manhã no Hospital da Polícia Militar de Sergipe Gov. Lourival Baptista uma reunião entre o Comandante Geral da PMSE, coronel Maurício Iunes, o diretor do HPM, tenente-coronel Lincoln, e oficiais médicos daquela Unidade. A reunião aconteceu logo após a formatura realizada pelo novo comandante com os policiais militares que atuam no HPM.

Na tarde da última quarta-feira, 30, também foi realizada uma reunião no próprio HPM entre o diretor do hospital e representantes de associações dos militares. O convite para a reunião partiu do próprio tenente-coronel Lincoln por ocasião da audiência pública realizada no Ministério Público Estadual no dia 22 de maio. O presidente da Aspra, sargento Alexandre Prado, o presidente da Associação dos Cabos e Soldados,  cabo Antônio Bezerra, e o subtenente Dantas, participaram do encontro, contudo, como outras associações não se fizeram presentes, o diretor do HPM resolveu marcar uma nova reunião para o próximo dia 06 de junho para que se possa discutir mais amplamente as questões. Em janeiro deste ano a Assomise e a Aspra já haviam encaminhado ofício solicitando a realização de uma reunião com as associações para debater os problemas do HPM. (Leia matéria)

Segundo o tenente-coronel Lincoln  o mais viável seria o HPM voltar a ser um hospital voltado para o atendimento dos policiais e bombeiros militares, pois do jeito que está funcionando e com a carência de recursos para a manutenção e estruturação do hospital, não há como manter o atendimento a todos os servidores públicos do Estado. Segundo informações veiculadas pela imprensa, a Fundação Hospitalar e o Ipessaúde teriam uma dívida junto ao HPM de aproximadamente 1 milhão de reais, o que estaria inviabilizando o funcionamento do hospital.

O sargento Prado sugeriu que fosse realizada uma reunião com os médicos e demais servidores do HPM para saber a opinião destes sobre o que seria melhor para que o hospital continue prestando os seus serviços de maneira adequada, sendo esta decisão apoiada pelas associações da classe.

Sobre a reunião com o Comandante Geral o diretor do HPM não adiantou muitas informações, mas afirmou em conversa com o sargento Prado que o encontro foi produtivo e que suas expectativas eram positivas, afirmando que detalharia os assuntos discutidos no encontro do dia 06 com as associações.

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Para saber mais:

Aspra e Assomise propõe reunião para discutir problemas do HPM
http://www.asprasergipe.com/2012/01/aspra-e-assomise-propoem-reuniao-para.html

terça-feira, 31 de maio de 2011

Asprase e ASSPM na luta pela PEC 300

O presidente da Asprase, sargento Araújo, e o da Associação dos Subtenentes e Sargentos, sargento Prado, encontram-se em Brasília participando da luta dos militares pela aprovação da PEC 300. Os representantes participaram da audiência da Comissão de Segurança Pública da Câmara que debateu a proposta e também acompanharam a solenidade de lançamento da Frente Parlamentar da PEC 300.

Além dos sargentos Araújo e Prado, também estão em Brasília os sargentos Vieira e Edgard, da Caixa Beneficente, que fizeram parte da mesa, os cabos Bezerra e Cardoso, da Associação de Cabos e Soldados, e o deputado estadual capitão Samuel (PSL).

A participação dos policiais militares, bombeiros e policiais civis foi muito boa e o auditório Nereu Ramos, local do evento, ficou lotado. Vários parlamentares prestigiaram o evento e mais de duzentos deles assinaram o documento de apoio à Frente Parlamentar. Os deputados federais por Sergipe André Moura (PSC) e Mendonça Prado (DEM) integram a Frente.

SSP

Mesmo de Brasília as lideranças buscaram informações sobre a reunião ocorrida na manhã de hoje na Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, onde o secretário João Eloy recebeu representantes das associações. As informações sobre o encontro ainda são poucas, mas todos esperam que haja avanços reais na negociação com o governo. Os líderes se reunem novamente na manhã desta quinta-feira, 02, antes da assembleia geral das Associações Unidas, que acontece no mesmo dia a partir das 14h, no Colégio Militar de Sergipe.

"Confiamos em nossos companheiros e acreditamos que eles conduziram a reunião na busca de um entendimento, mas sem baixarmos a cabeça, pois sabemos muito bem que o governo precisa de nós no São João e não quer correr o risco de ter o policiamento prejudicado. Por outro lado, nós também não estamos propensos a ceder a meras promessas. Queremos resultados concretos e o encaminhamento de nossas propostas", declarou o sargento Araújo.

terça-feira, 16 de março de 2010

PMs cobram instauração da Comissão de Segurança da Assembléia

Representantes da Caixa Beneficente prometem comparecer todas as segundas-feiras às galerias da Assembléia Legislativa para cobrar aos deputados

Policiais cobram componentes da Comissão de Segurança

Representantes da Caixa Beneficente da Polícia Militar de Sergipe estiveram nas galerias da Assembléia Legislativa na tarde desta segunda-feira, 15. O objetivo foi cobrar dos deputados, a implantação da Comissão de Segurança Pública, aprovada ano passado na Casa.

Segundo o diretor da Caixa Beneficente, Edgard Pereira, a Comissão ainda não foi instaurada. “Desde o ano passado que a gente aguarda a divulgação dos nomes que comporão a Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa, mas até agora nada”, enfatiza.

Ele disse ainda que até que os policiais comparecerão à Assembléia até que os deputados se posicionem. “Todas as segundas-feiras nós estaremos aqui com a finalidade de pressionar os parlamentares a colocar os trabalhos da Comissão em Prática. Precisamos discutir tudo o que for referencial à Segurança Pública, pois atualmente não temos com quem discutir e é daqui que as leis são aprovadas”, entende Edgard Pereira destacando que a categoria está aguardando o início das discussões em torno da carga horária dos policiais e a questão do nível superior.

Fonte: Portal Infonet

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Comandante da PM reúne associações para discutir carga horária

O Comandante Geral da Polícia Militar de Sergipe, coronel José Carlos Pedroso, esteve reunido na manhã da última sexta-feira, 19, com os presidentes de quatro associações representativas dos militares. Na pauta do encontro estava a discussão sobre a definição da jornada de trabalho dos militares sergipanos. Participaram da reunião o capitão Samuel (Assomise), o sargento Araújo (Asprase), o sargento Prado (ASSPM) e o cabo Bezerra (ACSPM).

Pedroso elogiou o trabalho dos integrantes da PMSE nos últimos eventos de grande porte realizados no Estado, a exemplo do Reveillon, Pré-Caju e Carnaval. “É uma tropa que tem me dado orgulho de comandar”, afirmou o coronel, acrescentando que a PM tem correspondido às expectativas em todos os eventos em que foi responsável pela garantia da segurança e tranquilidade da população.

Com base nesse discurso do Comandante Geral, veio também a primeira cobrança por parte das entidades, o pagamento das GRAE’s e diárias atrasadas dos militares. No entendimento dos representantes da classe, a contrapartida do Estado é necessária para manter a motivação da tropa.

O coronel Pedroso afirmou que o problema tem ocorrido por conta do grande número de eventos que têm acontecido e pela necessidade de se mobilizar um grande efetivo para atender à demanda. Segundo ele, o secretário da Segurança Pública, João Eloy, tem sido sensível aos apelos do Comando da PM e autorizou o pagamento da GRAE em diversos eventos. Isso, no entanto, ocasionou uma despesa muito alta para o Estado e gerou o atraso no pagamento da GRAE. Pedroso acredita que a partir deste mês a situação comece a se normalizar.

Carga horária

Sobre a definição da carga horária dos militares, o coronel Pedroso disse que é um assunto complicado, pois a discussão da carga horária remete também à questão do pagamento de horas extras. Segundo o coronel, com o atual efetivo da PM será difícil manter as mesmas escalas, caso a carga horária seja definida em 40 horas semanais ou menos. Pedroso entende que para manter a qualidade do serviço da PM seria necessária uma carga horária de pelo menos 42 horas semanais.

Para o sargento Araújo, presidente da Asprase, não há como falar em definição de carga horária sem pensar na regulamentação da remuneração por horas extras. Araújo afirma que os militares sergipanos têm o direito de receber pelas horas extras trabalhadas há mais de cinco anos, no entanto, nem o governo anterior e nem o atual regulamentaram esse direito.

“O direito foi concedido pela Emenda Constitucional nº 33/2004, que alterou o art. 35 da nossa Constituição Estadual, garantindo aos militares ‘a remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento, à do normal’. Falta apenas isso ser regulamentado e vamos continuar lutando para que aconteça”, afirma Araújo.

Mudanças

O coronel Pedroso disse que há pelo menos dois meses está com uma proposta de alteração das escalas de serviço da PM pronta para publicação em Boletim, porém o mesmo ainda não decidiu pela publicação. O sargento Araújo lembrou ao coronel Pedroso que ele é não só gestor de uma Instituição, mas também de pessoas, e sugeriu ao Comandante que não alterasse as escalas administrativamente, gerando um dever, sem que fosse discutida antes a regulamentação legal de um direito que o Estado até hoje não cumpriu em relação aos militares, já que isso poderia causar um grande descontentamento na classe, a exemplo do que ocorreu na CPTur.

Seminário

O capitão Samuel, presidente da Assomise, sugeriu ao Comandante Geral a realização de um seminário com a participação de integrantes de corporações onde já há a regulamentação da carga horária e do pagamento de horas extras, a fim de subsidiar as autoridades sergipanas com informações sobre o assunto.

O seminário serviria também para debater o tema com a classe, ouvindo as opiniões de praças e oficiais antes de se tomar uma decisão. “Estamos em um governo que prega a participação popular para a tomada de grandes decisões. Creio que a realização deste seminário estaria em plena consonância com as diretrizes do governo e proporcionaria aos militares a oportunidade de opinar em um assunto que é do interesse de todos”, disse o capitão Samuel.

O coronel Pedroso pediu que fossem apresentadas pelas associações propostas em relação à definição da carga horária, e se comprometeu a marcar uma nova reunião para dar continuidade à discussão do assunto.

Associação Beneficente

O convite feito às associações para a reunião com o Comandante Geral deixou de fora a ABSMSE. Aparentemente a exclusão foi motivada pelas críticas que tem sido feitas ao Comando Geral e aos oficiais do QCOPM, também chamados R2, oriundos do Exército Brasileiro, o que tem contrariado o coronel Pedroso.

Apesar da situação, os representantes presentes à reunião pediram ao coronel Pedroso que não excluísse qualquer entidade das discussões de interesse da classe. Para eles, da mesma forma que as associações resolveram suas diferenças através do diálogo, o mesmo expediente pode ser utilizado para resolver os problemas envolvendo a Associação Beneficente e o Comando Geral da PM.

O coronel Pedroso afirmou que não vê problema em convidar os gestores da ABSMSE para a próxima reunião, mas disse que é preciso que haja o respeito mútuo entre o Comando e as Associações, e que não é possível ficar inerte diante de ataques e ofensas.

Assembleia

Na próxima quarta-feira, 24, os militares realizam assembleia geral no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, a partir das 14h00min, onde novamente irão discuitir a questão da carga horária, do nível superior, a nova LOB e outros assuntos.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Justiça Militar adia depoimentos de PMs

Representantes de Associações só serão ouvidos dia 15 de junho na Auditoria Militar

A audiência de instrução dos policiais militares integrantes das Associações Unidas que respondem por crime de motim na Auditoria Militar, foi adiada para o próximo dia 15 de junho. Os militares compareceram ao Fórum Gumersindo Bessa, onde fica a Auditoria Militar, na manhã desta quinta-feira, 28, onde deveriam prestar declarações por conta do processo aberto contra os mesmos através de denúncia do Ministério Público Militar.

Além do capitão Samuel e dos sargentos Prado, Edgar e Vieira, também compareceram ao Fórum o sargento Araújo e os cabos Palmeira e Bezerra, que foram dar apoio aos companheiros. Antes de deixar o Fórum os militares tiveram uma conversa informal e amistosa com o juiz militar, Dr. Diógenes Barreto, e também com o promotor Jarbas Adelino.

Além do processo já em andamento, oito militares estavam respondendo também a uma sindicância, a qual apontou indício de transgressão militar apenas por parte do capitão Samuel, porém o Comandante Geral ainda não se pronunciou a respeito do relatório do coronel Vieira, que presidiu o procedimento.

Cogita-se ainda a abertura de um novo inquérito policial militar, desta vez motivado pela manifestação realizada pelas esposas dos militares, com o apoio de diversas entidades da sociedade civil organizada, que realizaram uma caminhada e um panelaço pelas ruas de Aracaju. Os militares apenas aguardam o desenrolar desses fatos.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Associações participam da terceira reunião com Secretário



O Secretário da Segurança Pública de Sergipe, Kércio Silva Pinto, esteve reunido pela terceira vez com representantes das associações militares e com os Comandos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, organização que sediou o encontro no Quartel do Comando Geral na Rua Siriri, Centro de Aracaju, onde o Cel Ionaldo representou o Comandante Geral do CBM, Cel Nailson.

Na pauta do dia estava a discussão sobre a exigência do nível superior para o ingresso na carreira policial e bombeiro militar. A proposta aprovada pelos militares em assembléia geral, foi aceita em parte pelo Secretário Kércio Pinto, que discordou a princípio da exigência do 3º grau para ingresso na carreitra de praça, expondo suas justificativas.


Em relação à carreira de oficiais, discutiu-se a possibilidade de exigência de nível superior em qualquer área e não exclusivamente em Direito. Sobre o assunto, o sargento Araújo lembrou que os oficiais militares não atuam somente no campo do Direito, mas também nas áreas de Administração, Contabilidade, Economia, entre outras, e que tal abertura daria a muitos militares já formados o direito de tentarem o acesso ao oficialato.


Para os praças, em contrapartida à não exigência do nível superior inicialmente, cogitou-se a possibilidade de alteração na lei de promoções, garantindo-se a estes a promoção automática por conclusão de interstícios. Com isso, a classe de praças se tornaria um grupo de execução, porém, em aproximadamente vinte anos de serviço, o militar atingiria a graduação de subtenente, considerando os atuais interstícios.


Durante a reunião foi possível ainda iniciar a discussão sobre a proposta salarial apresentada pela categoria. De início, como naturalmente era esperado, Kércio Pinto disse que a tabela apresentada era inviável e que, se apresentada ao governador daquela forma, com certeza seria rejeitada. No decorrer da discussão, o capitão Samuel questionou o secretário sobre uma segunda alternativa, baseada na unificação dos percentuais da Gratificação de Atividade Militar (GAM) e na incorporação gradativa da Gratificação de Serviço Externo (GraCoEx) ao soldo, que provocaria dentro de alguns meses a isonomia salarial entre os militares da ativa, da reserva remunerada e os reformados com a extinção da referida gratificação. Kércio achou a proposta interessante e pediu às entidades que analisassem esta e outras alternativas, a fim de que fossem discutidas no próximo encontro
.

As lideranças presentes mais uma vez deixaram claro que todas as discussões feitas na mesa setorial são de caráter deliberativo e que o poder de decisão está nas mãos da classe, que dará sempre a palavra final em assembléia geral. Um novo encontro entre entidades, secretário e comandantes, ficou agendado para o dia 23 de março, uma segunda-feira, e acontecerá na sede da Associação Beneficente dos Servidores Militares. Nele serão fechadas as contrapropostas que serão apresentadas à classe em nova assembléia geral, que já está marcada para o dia 26 de março, quinta-feira, após a quarta reunião da mesa. O local e o horário do evento ainda serão definidos e divulgados para a classe, que desde já fica convidada por todas as associações a comparecer ao encontro.

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