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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Iunes pode deixar o cargo no comando de policiamento

Sub-comandante da PM negou, dizendo que o coronel está de férias. Assessoria da instituição confirma e aponta substituto.

A informação de que o coronel Maurício Iunes, comandante de Policiamento da Capital, deixaria o cargo foi rechaçada pela Assessoria de Comunicação da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Mais cedo, o sub-comandante da Polícia Militar (PM), coronel Eduardo Santiago, também havia negado a saída de Iunes da corporação.

“Ele apenas está de férias e voltará já no final deste mês”, disse Santiago. A SSP explicou, no entanto, que o tenente-coronel Enilson está no cargo interinamente e que nada muda no comando do policiamento da capital.

O Portal Infonet tentou entrar em contato com o coronel Iunes para esclarecer o caso, mas não o encontrou.

Fonte: Portal Infonet

domingo, 17 de outubro de 2010

Militar não habilitado não pode fazer curso de de condutor de veículos de emergência

Foto: Arquivo Infonet

Durante o movimento "Tolerância Zero", realizado pelos militares sergipanos ano passado através das Associações Unidas, a Asprase deu uma importante contribuição para o movimento levando ao conhecimento de todos o fato de que, para conduzir veículos de emergência, o condutor deveria não apenas ser habilitado, mas também ser aprovado em curso de prática veicular em situação de risco, nos termos da normatização do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).

As exigências estão previstas na Lei Federal nº 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro), precisamente em seu art. 145, incisos II e IV. Através da Resolução nº 268/2008, art. 1º, § 3º, o Contran define como veículos de emergência aqueles tipificados no art. 29, inciso VII do CTB, onde figuram entre outros os veículos de polícia e os destinados a socorro de incêndio e salvamento.

À época do movimento essa informação foi utilizada pelos militares, que deixaram as viaturas estacionadas nos pátios dos quartéis indo trabalhar à pé, provocando desta forma uma enorme pressão no governo, que dias depois viria a ceder e negociar o reajuste salarial dos militares, antes vetado taxativamente pelo governador Déda.

Naquele momento percebeu-se que não só em Sergipe como também em outros estados, governos e comandos de corporações buscaram se antecipar ao problema, tentando viabilizar e realizar o quanto antes o tal Curso de Condutor de Veículos de Emergência, tirando assim dos militares um possível recurso de pressão legal sobre o governo.

Pois bem, com esta mesma visão percebemos que o atual Comando da PMSE incluiu na grade curricular dos cursos de formação em andamento no CFAP o referido Curso de Condutor de Veículos de Emergência, a fim de que todos os PMs tenham condições de conduzir viaturas em conformidade com o que dispõe a lei.

Ocorre porém que segundo informações que recebemos e que já confirmamos, há policiais que já fizeram ou que ainda farão cursos no CFAP e que não são habilitados para conduzir veículos. O alerta já foi feito ao Comando da PM em reunião ocorrida na última quarta-feira, no entanto o Subcomandante da PM afirmou que por se tratar de um curso teórico, os policiais podem frequentá-lo normalmente para adquirir os conhecimentos transmitidos.

O entendimento da diretoria da Asprase, porém, diverge do apresentado pelo coronel Santiago. Seguindo o que diz a lei, o curso de especialização previsto no art. 145, IV, do CTB é destinado exclusivamente a condutores habilitados, pois esta condicionante é imposta pelo mesmo art, 145 em seu inciso II.

A Resolução nº 168/2004 do Contran reforça esse entendimento, pois assim dispõe em seu art. 33: "Os cursos especializados serão destinados a condutores habilitados que pretendam conduzir veículo de transporte coletivo de passageiros, de escolares, de produtos perigosos ou de "emergência". A mesma Resolução dispõe também sobre que órgãos podem oferecer tais cursos, determina a grade curricular, a carga horária do curso, entre outras coisas.

Desta forma, resta claro que o militar que não esteja habilitado para conduzir veículos não pode frequentar o Curso de Condutor de Veículos de Emergência, uma vez que não há previsão legal para isso. Entendemos portanto que seja lícito ao policial militar que se encontre nessa situação encaminhar requerimento ao Comando do CFAP solicitando a dispensa das aulas deste curso, uma vez que a lei não lhe permite frequentá-lo, e que o mais sensato por parte do Comando seria acatar tais requerimentos em obediência às normas legais.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Corpo de Bombeiros recebem novos veículos

Belivaldo Chagas realizou a entrega de R$ 3,7 milhões em novos veículos
Carros foram entregues na manhã desta quarta-feira, 18 (Foto: Wellington Barreto/Secom)

Na manhã desta quarta-feira, 18, o vice-governador Belivaldo Chagas realizou a entrega de R$ 3,7 milhões em novos veículos de operação para o Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe, um dos maiores investimentos feitos na corporação.

Promovida na área externa do Teatro Tobias Barreto, em Aracaju, a realização contemplou a frota dos bombeiros com cinco viaturas de combate a incêndio ABT (auto-bomba tanque); uma carreta auto-tanque bi-trem com capacidade total de 48 mil litros; cinco botes infláveis com carreta e motores de popa de 40 HP mais a locação de duas pick-ups de cabine dupla. Do total investido, R$ 2,7 milhões são em recursos do Estado e R$ 1 milhão originários da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

O comandante do Corpo de Bombeiros de Sergipe, coronel Nailson Santos, também frisou a importância da entrega dos novos veículos e destacou que estão sendo feitos novos investimentos. O comandante do Corpo de Bombeiros detalhou ainda a aplicação de recursos na descentralização da corporação.

“Além do investimento em equipamentos, já temos empenhado R$ 1 milhão para descentralizar a operacionalidade do quartel da rua Siriri. Licitamos o destacamento da cidade de Propriá, que será concretizado pelo programa ‘Sergipe Cidades’, já temos o quartel de Lagarto em andamento e daremos início ao quartel da cidade de Glória. No total, todas essas realizações somam em torno de R$ 12,5 milhões em investimentos, algo inédito no Corpo de Bombeiros e que decorre da responsabilidade e do compromisso do Governo de Sergipe”.

Presenças

Prestigiaram a entrega os secretários de Estado da Segurança Pública, João Eloy; de Estado da Comunicação, Chiquinho Ferreira; de Estado do Planejamento, Lúcia Falcón; de Estado do Meio Ambiente, Genival Nunes; de Estado da Articulação Política, Francisco Santos; de Estado de Governo, Bosco Mendonça; o diretor presidente do Detran, Francisco Dantas; o subcomandante da Polícia Militar de Sergipe, coronel Eduardo Santiago; o superintendente da Polícia Civil, João Batista.

Fonte: Portal Infonet

quinta-feira, 17 de junho de 2010

SSP vai mapear os níveis de estresse dos profissionais de segurança de Sergipe


A Secretaria de Segurança Pública (SSP), através de um convênio com a Secretária Nacional de Segurança Pública (Senasp), deu início na manhã dessa quinta-feira, 17, a primeira etapa de uma série de 30 palestras para mapear e diagnosticar os níveis de estresse nos policiais militares, policiais civis e bombeiros de Sergipe. O evento aconteceu em um dos auditórios do hotel Aquários, na Orla de Atalaia, e faz parte do Programa de Prevenção e Gerenciamento do Estresse para Profissionais da Segurança Pública de Sergipe.

A aplicação do programa está sendo encabeçada pelo Centro Integrado de Apoio Psicossocial (Ciaps), com apoio técnico da empresa Instituto de Psicologia e Controle de Estresse, de Campinas, interior de São Paulo. De acordo com a diretora do Ciaps, psicóloga Iolanda Aragão, o projeto será desenvolvido em Sergipe e em mais nove estados do Brasil. “A segurança pública é uma área de trabalho que exige um esforço psicológico, onde os trabalhadores enfrentam no seu dia a dia graves níveis de estresse e é nesse enfrentamento que as sequelas deixadas no corpo e na mente acabam trazendo consequências de saúde e tantas outras limitações na vida”, disse.

Iolanda ressaltou que o projeto será desenvolvido em duas etapas: “uma delas é a estruturação do núcleo de atenção e gerenciamento do estresse, que está sendo implantando no Ciaps. Uma segunda etapa consiste no desenvolvimento do programa de gerenciamento do estresse, que se inicia pelo mapeamento dos processos de aborrecimento, as condições de trabalho e a relação que essa condição de trabalho estabelece no processo de adoecimento dos trabalhadores. Uma vez mapeada essa realidade a equipe técnica, que faz parte do núcleo, será capacitada para atender essa clientela de acordo com a demanda apresentada”, concluiu.

De acordo com a doutora Marilda Emmanuel Novaes Lipp, Phd em psicologia, diretora do Instituto de Psicologia e Controle do Estresse (CPCS), um dos principais objetivos do programa é desenvolver atividades que contemplem os servidores da instituição da Secretaria de Segurança, composta pela Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Cogerp, para desenvolverem ações voltadas para a segurança do Estado.

Marilda ainda explicou que o programa de Prevenção e Gerenciamento do Estresse “é embasado em pesquisas científicas e tem como objetivo prevenir e ajudar as pessoas que experimentam elevados níveis de stress a minimizar os agentes estressores e a aprender a melhor lidar com eles. Pois o estresse causa problemas de relacionamentos, doenças como hipertensão, problemas de pele, gastrite, queda de produtividade no trabalho, depressão, dificuldades sexuais entre outras”, relatou.

O projeto de qualificação dos servidores da segurança pública será desenvolvido até o mês de dezembro, mas espera-se que a partir da implantação do programa os profissionais de segurança pública que forem qualificados possam continuar conscientizando e dando apoio aos demais a assistência necessária. Seguindo todo o roteiro de orientações, como detectando, fazendo análises e acompanhamentos, através do mapeamento feito de acordo com o resultado do diagnóstico que será realizado com todos que procurarem o serviço no núcleo psicossocial.

Para o subcomandante geral da Polícia Militar, coronel Eduardo Santiago, a estatística elaborada atualmente sobre os níveis de estresse na segurança pública aponta que as causas do problema muitas vezes estão relacionadas com outros fatores fora do trabalho policial. “É preciso um trabalho mais focado nos indicadores de estresse para ajudar a melhorar a qualidade de vida do nosso policial”, disse.

Já o major do Corpo de Bombeiros, Luiz Henrique Melo Santos, que participou da primeira palestra-diagnóstica, os assuntos abordados “procura dirimir as dificuldades do trabalhador da segurança pública que tem o foco no estresse trazido por nossa profissão”, informou. Ele acredita que é importante conhecer o nível de estresse da corporação para poder lidar melhor com determinadas situações.

Conforme a psicóloga Marilda, os fatores estressores da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros são de fato diferentes. “Os bombeiros precisam ter tranquilidade e paz de espírito para não se desesperar diante de uma situação de intensa agonia, como em salvamento de vítimas. Já na Polícia Militar o estresse do policial pode ter consequências danosas para a população, pois se ele estiver nervoso pode interpretar determinada situação de maneira errônea e entender um simples fato como um desacato a autoridade”, explicou.

Dados

Atualmente, o Ciaps atende 40 profissionais de segurança pública e seus respectivos familiares. “A partir desse diagnóstico que será feito até dezembro deste ano com 25% do efetivo de cada corporação da SSP poderemos aumentar esses dados, pois o foco desse trabalho é agir de maneira preventiva e, se for preciso, intervir”, finalizou Iolanda Aragão.

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Assomise realiza festa de confraternização e homenageia personalidades

Diretores de associações militares recebem o reconhecimento da Assomise

Capitão Samuel com os sargentos Prado e Araújo

Líderes de associações foram homenageados em reconhecimento ao trabalho em defesa da classe em 2009


Foi realizada na noite desta quinta-feira, 17, no clube do Banese, a confraternização natalina da Associação dos Oficiais Militares de Sergipe (Assomise). A festa foi animada ao som da Banda Estação da Luz, e contou com a presença de associados, autoridades civis e militares, personalidades de diversas áreas, além de integrantes de outras associações representativas dos militares.

Durante o evento festivo, o presidente da Assomise, capitão Samuel Barreto, fez a entrega da comenda Espada de Prata a algumas autoridades, personalidades e lideranças. Em reconhecimento à luta realizada com a participação de todas as associações militares no ano de 2009, que culminou com um reajuste salarial significativo para a categoria, Samuel fez questão de conceder a comenda a lideranças que fizeram parte do movimento.

Entre os homenageados estiveram os sargentos Araújo, da Asprase, e Prado, da Associação dos Subtenentes e Sargentos, que também receberam publicamente os cumprimentos do presidente da Assomise pela parceria formalizada entre as duas entidades, visando a unificação destas associações. “Temos o sonho de uma associação única, e estão de parabéns a Asprase e a Associação dos Subtenentes e Sargentos por esta iniciativa, que pode ser o começo da realização desse sonho”, disse em seu discurso o capitão Samuel.

Desabafo

Samuel fez ainda um desabafo enquanto discursava, se referindo a alguns comentários que tem sido feitos a seu respeito na imprensa, nos quartéis e através da internet. Segundo ele, pessoas que não tem coragem sequer para se identificar têm usado a internet para tentar denegrir sua imagem. Outras têm espalhado mentiras para os policiais a seu respeito e a respeito de algumas associações, tentando provocar a desunião da classe.

Acerca do desgaste no relacionamento entre as associações Samuel foi taxativo: “As Associações Unidas continuam unidas, tanto que estão aqui participando dessa festa. Se alguém não quis vir por motivos políticos ou outros, paciência. Quem quiser andar sozinho pode andar, mas acredito que sozinho ninguém vai muito longe. Tudo o que conseguimos foi porque estávamos todos unidos”, disse o capitão.

Sargento Mendonça

Os representantes das Associações Unidas também se mostraram felizes com a decisão da Justiça Militar de libertar o sargento Ataíde Mendonça. "Visitamos Ataíde e nos colocamos à disposição para ajudá-lo. Trabalhamos em silêncio, estivemos na Auditoria Militar, conversamos com algumas pessoas e estamos felizes com o desfecho", disse Samuel, que espera que com menos repercussão na mídia fique mais fácil resolver o problema do militar, que teve como advogado o Bel. Márlio Damasceno.

União

O capitão Samuel finalizou lembrando que a classe já obteve algumas vitórias, mas ainda há muitos problemas a resolver, como a definição da carga horária, o nível superior, promoções, entre outros. Para isso é importante que todos permaneçam unidos no mesmo propósito, a fim de que novas vitórias possam ser alcançadas.

Diretores da Asprase e da ASSPM prestigiaram a festa da Assomise

Cel Santiago, Subcomandante da PMSE, representou o Comandante Geral

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Time de Futsal da PMSE é recebido com aplausos após retornar da Bélgica


Uma calorosa recepção no Aeroporto Santa Maria, em Aracaju. Assim foi a chegada do time de Futsal da Polícia Militar de Sergipe em terras sergipanas na tarde desta segunda-feira, 30. O time foi o primeiro colocado entre as 64 equipes dos 33 países que disputaram o título de campeão no 15º Torneio Mundial de Futsal entre Corporações Policiais, ocorrido no período de 23 a 26 de novembro, na Bélgica. A vitória foi alcançada na última quinta-feira, 26, após um total de 12 partidas, sendo a semifinal disputada contra o time da Romênia, que perdeu por 2 x 0, e a final contra a Eslovênia, com um placar também de 2 x 0 favorável para o Brasil.

A delegação sergipana foi recebida com aplausos e homenagens feitas por amigos e familiares dos militares, que, ansiosos, aguardavam o momento de rever os então campeões mundiais de futebol de salão. A chegada dos atletas foi acolhida pela Banda de Música da PMSE, que tocou a música temática das vitórias do piloto Ayrton Senna, seguida da canção da Polícia Militar de Sergipe. A vitória também foi reconhecida pelos conterrâneos sergipanos, que parabenizaram o desempenho dos atletas com uma calorosa salva de palmas no saguão do aeroporto.

De acordo com o artilheiro do time sergipano, Akes Tadeu Souza Aciole, a equipe de futsal da PMSE foi campeã com uma somatória de 13 gols ao longo de 12 partidas. “Este troféu representa um marco importante para o nosso time, que enfrentou sérias dificuldades até alcançar o merecido título. Acredito que tais problemas vieram nos unir e nos fortalecer ainda mais enquanto grupo, para que pudéssemos nos empenhar e trazer esta conquista para Sergipe”, destacou o atleta.

Os atletas da PMSE agora têm uma nova missão: repassar os conhecimentos técnicos do futsal para crianças oriundas de famílias de baixo poder aquisitivo do bairro Santa Maria. Segundo o coronel Eduardo Santiago, subcomandante da PM e responsável pela equipe sergipana de Futsal na Bélgica, os jogadores serão professores voluntários no projeto social ‘Quadras Comunitárias’, previsto para ser lançado ainda em dezembro de 2009. O intuito é estimular a prática de esportes nas cerca de 800 crianças e adolescentes atendidos pelo programa ‘Por Uma Polícia Mais Legal’, desenvolvido pela Polícia Militar em parceria com escolas e projetos sociais da capital. “Além de promover a cidadania e elevação da auto-estima da criançada, o projeto visa também aproximar a Polícia Militar das comunidades e promover a inclusão social através da prática esportiva”, explicou coronel Santiago.

A ideia foi abraçada pelo comandante geral, coronel José Carlos Pedroso Assumpção, que recepcionou a delegação sergipana no Quartel do Comando Geral. Os atletas saíram do aeroporto Santa Maria em comboio, com o apoio de batedores do Grupamento Tático de Motos (Getam). No quartel da PM, receberam as homenagens do Comandante Geral, que lembrou, na oportunidade, as dificuldades enfrentadas pela equipe até que pudesse chegar às competições. “Nós sabemos o significado desta vitória e eu os agradeço e os parabenizo em nome de todos os oficiais e praças da Corporação. Espero que a sociedade sergipana reconheça o valor de seus policiais, que muito se empenharam para representar o Brasil e o estado de Sergipe num evento que os consagrou campeões mundiais na modalidade Futsal”.

Vale ressaltar que a delegação sergipana teve o apoio do Banese Card e foi a única representante dos países da América Latina no 15º Torneio Mundial de Futsal entre Corporações Policiais, com uma equipe composta por 16 policiais militares, entre atletas e comissão técnica.

Fonte: PMSE

NOTA: A Asprase quer registrar neste espaço o seu reconhecimento e suas congratulações aos atletas e à comisão técnica da equipe de Futsal da PMSE, que se mostraram dignos representantes da nossa classe, da nossa corporação, do nosso estado e do nosso país. Mesmo com todas as críticas sofridas antes do embarque para a Bélgica, os atletas não se abalaram e mostraram que a participação da equipe no torneio não foi em vão.

A Asprase, que começou a investir este ano no apoio e incentivo à prática desportiva entre os militares, através da criação de sua Coordenadoria de Esportes, acredita que através do esporte podemos não só contribuir para a saúde física e mental dos nossos colegas, como quem sabe, abrir para alguns desses companheiros novas portas e janelas que os levem ao crescimento e ao sucesso no esporte. Por que torcer pela queda de um companheiro, se posso ajudá-lo a se erguer?

Parabéns à equipe da PMSE, que representando o Brasil conquistou o título de campeão do 15º Torneio Mundial de Futsal entre Corporações Policiais.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Time da PMSE vence o 15º Torneio Mundial de Futsal entre Corporações Policiais na Bélgica

Em 2008, o time da PMSE foi vice-campeão no mundial de futsal

A equipe de futsal da Polícia Militar do Estado de Sergipe venceu o 15º Torneio Mundial de Futsal entre Corporações Policiais no início da tarde desta quinta-feira, 26, na Bélgica. O grupo chegou à final invicto e se sagrou campeão após derrotar o time da Eslovênia, por dois gols a zero.

O comandante da Polícia Militar do Estado de Sergipe, coronel José Carlos Pedroso Assumpção, recebeu a notícia por meio de um telefonema do subcomandante da PMSE e chefe da delegação, coronel Eduardo Santiago, que expressou a alegria de representar tão bem, não só o estado de Sergipe, mas o Brasil.

Durante o campeonato, que teve início na segunda-feira, 23, o time sergipano fez um total de 31 gols, sofreu três e chegou à final após vencer as equipes da Alemanha, Bélgica, Espanha, Holanda, Inglaterra, Itália, Polônia, Croácia e Romênia. O torneio teve a participação de 33 países.

O time da PMSE, que foi patrocinado pelo Banese Card, levou 16 policiais militares para a Bélgica, entre atletas e comissão técnica. A equipe deve chegar à capital aracajuana na tarde da segunda-feira, 30, quando será recebida pelo comandante geral e por colegas de farda no Aeroporto Santa Maria. Mais informações serão divulgadas posteriormente.

Fonte: PMSE

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Comando da PM se reúne mais uma vez com associações

O Comandante Geral da Polícia Militar, coronel Pedroso, recebeu mais uma vez em seu gabinete representantes de associações representativas dos militares. A reunião contou também com a participação do Subcomandante da PM, coronel Santiago, e do coronel Braz.

O Comandante da PM falou, entre outros assuntos, sobre as constantes denúncias e críticas relacionadas à instituição. Em especial, o coronel Pedroso fez referência à denúncia exibida pela TV Sergipe acerca das instalações da 1ª Cia. do 1º BPM, em São Cristóvão. O coronel afirmou que não tinha conhecimento da situação em que se encontrava o prédio e criticou o fato de os comandantes de Cia. que se sucederam terem deixado a situação chegar a tal ponto. Segundo o Comandante da PM, se ele tivesse tomado conhecimento da situação anteriormente, já teria adotado as providências necessárias.

Para o coronel Pedroso o papel das associações é extremamente importante, principalmente quando atuam como parceiras da instituição. No entanto, o coronel criticou o que chamou de "fogo amigo", referindo-se às denúncias que são levadas à mídia sem que as informações sejam levadas antes ao Comando. Em razão disso, o coronel solicitou mais uma vez às associações que levem os problemas identificados primeiramente ao Comando, a fim de que se busquem as soluções devidas para os mesmos.

Segundo Pedroso, os problemas já apresentados ao Comando foram enaminhados ao Secretário da Segurança Pública e provocaram ações concretas, como as reformas que estão sendo feitas em várias delegacias do interior. Além disso, o Comandante falou que várias instalações da PM se encontram em obras, a exemplo do CFAP, e outras obras serão iniciadas, como a da Companhia de N. Sra. da Glória. Ele disse ainda que gostaria de ter condições de realizar todas as obras necessárias na corporação, mas existem limites orçamentários que impedem a execução de mais obras.

Reivindicações

Os representantes das associações ouviram atentamente as considerações do Comandante Geral, e aproveitaram para também fazer as suas reivindicações, entre elas a definição da carga horária e a saída dos PMs das delegacias.

Em relação à carga horária, o Comandante afirmou que será publicada uma norma definindo as jornadas de trabalho a serem utilizadas na PM, o que ainda não representa a definição da carga horária, como reivindicam as associações. "Precisamos definir nossa carga horária para que o Estado tenha um limite a respeitar. Além disso, essa definição é imprescindível para que o nosso direito de receber pelas horas extras seja respeitado", lembrou o sargento Araújo, presidente da Asprase.

Quanto à presença de PMs nas delegacias, o coronel Pedroso disse que não vê problema no fato de policiais militares e civis trabalharem nas mesmas instalações. Para ele o problema está na execução do serviço, ou seja, cada um deve cumprir o seu papel.

Pedroso acredita que a presença da PM nas delegacias deve continuar em razão da deficiência de efetivo das duas instituições, porém, as associações foram unânimes em solicitar ao Comandante que lute para que a Polícia Civil mantenha agentes em todas as delegacias, a fim de permitir que os policiais militares realizem o seu verdadeiro papel, que é policiar as ruas e garantir segurança à comunidade.

Postura

O sargento Araújo, da Asprase, fez um pedido contundente ao coronel Pedroso. Para ele, os oficiais da PM precisam ter mais postura em certas ocasiões, a exemplo do que fazem os delegados da Polícia Civil. "Quando uma instalação não oferece condições de trabalho, o delegado oficia a SSP e informa que não trabalha mais naquele local até que ele se encontre em condições. Com a PM é o oposto, tudo que vem pra nós é refugo e nós aceitamos. Sempre mandam para nós o que não serve mais para os outros", disse indignado o sargento. A opinião de Araújo é idêntica a das demais lideranças, que também se mostram inconformadas com o descaso do Estado em relação à PM.

O coronel Pedroso respondeu que nem sempre é tão fácil agir dessa forma, mas informou que em algumas situações o atual Comando já tem começado a adotar esse procedimento, citando como exemplo o fato de a PM ter rejeitado a doação de mais uma remessa de revólveres da Polícia Militar do Paraná, como foi feito no Comando anterior. Ao contrário disso, o coronel Pedroso afirmou que está lutando junto à SSP para que sejam adquiridas mais pistolas para a PMSE. O objetivo, segundo ele, é que cada policial militar possa no futuro ter a sua pistola cautelada pela corporação.

Acordo

Comando e associações firmaram um acordo com o objetivo de que os problemas identificados na Polícia Militar possam ser discutidos regularmente. O acordo se baseia na realização de uma reunião mensal com as associações, onde estas levariam ao Comando suas reivindicações e apresentariam relatórios com os problemas encontrados nas diversas Unidades, Subunidades, Postos ou quaisquer instalações onde haja a atuação de policiais militares. As reuniões deverão acontecer na última quarta-feira de cada mês, sendo a próxima no mês de dezembro.

Participaram da reunião, além dos oficiais mencionados, os presidentes da Asprase, da ASSPM/SE, da AAM/SE e representantes da ABSMSE.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Associações se reúnem com Comissão de Oficiais para debater propostas sobre leis


Oficiais da Polícia Militar que compõem a Comissão responsável pela elaboração das propostas da nova LOB e demais leis, receberam hoje pela manhã representantes das Associações Unidas no Quartel do Comando Geral da PMSE.

A reunião aconteceu no gabinete do Subcomandante e além da Comissão, estiveram presentes representantes de cinco entidades: ASPRASE, ASSOMISE, ASSPM, ABSMSE e ACSPM.

Foram discutidos no encontro alguns pontos que podem ser incluídos na nova legislação da PM. As inovações não atingem apenas a LOB, mas também o Estatuto da PM, as Leis de Promoções e o Código de Ética e Disciplina, por exemplo.

Os representantes das associações não só ouviram as propostas dos oficiais, como também fizeram sugestões para inclusão nas propostas. Uma das sugestões, defendida pela Asprase, trata da redução dos níveis de Soldado de três para dois, com redução da estabilidade para três anos, como prevê o Art. 41 da Constituição Federal.

As associações também defendem que o princípio da presunção da inocência seja plenamente contemplado, como ocorre com outras carreiras do serviço público. As entidades entendem que não há motivos para que o militar seja impedido de ser promovido por responder a um processo, já que outros também não são e isto é um direito previsto na Lei Maior do país.

Também se discute a supressão da graduação de Subtenente, sendo que as vagas desta graduação seriam transformadas em vagas para 2º Tenente. O mérito intelectual também deve ser contemplado, sendo que cinquenta por cento das vagas para todos os acessos seriam preenchidas por antiguidade e as outras cinquenta por cento através de uma seleção interna. O nível superior para ingresso na PM também deve ser inserido como proposta.

No caso dos policiais militares especialistas, devem ser mantidos apenas os quadros de saúde e músicos. Os demais devem permanecer na sua especialidade até o final da carreira, mas poderão concorrer ao Quadro de Oficiais da Administração ao atingirem todas as condições que forem definidas.

O coronel Ramos, um dos membros da Comissão, fez questão de deixar claro para todos que tudo o que foi apresentado ainda está em fase de discussão e são apenas propostas, e não decisões definitivas. Amanhã (18) à tarde, às 14:00 horas, as associações se reúnem com os militares para discutir o assunto e dar conhecimento sobre o andamento do trabalho da Comissão.

domingo, 9 de agosto de 2009

Denúncia da Asprase produz resultado e delegacia começa a ser reformada no interior de Sergipe

Delegacia de Santana do São Francisco está em reforma

Após denúncia feita pela Asprase e exibida pela TV Sergipe no último dia 18 de julho, no SE TV 2ª Edição, mostrando a situação de precariedade da delegacia de Santana do São Francisco, na região do Baixo São Francisco, providências concretas começaram a ser tomadas para mudar a situação.

Representantes da Asprase na região informaram que dias depois da reportagem ser mostrada na TV, as mudanças começaram a acontecer. Os presos teriam sido transferidos para a delegacia de Neópolis, os policiais foram transferidos para outro imóvel em Santana e a delegacia começou a ser reformada. Em nova matéria exibida ontem, 8, também no SE TV 2, as informações foram confirmadas.

A delegacia que era ocupada apenas por policiais militares e abrigava ainda três presos, não oferecia as mínimas condições de trabalho para os policiais. Conforto, salubridade e segurança, eram itens inexistentes.

Diretores da Asprase estiveram visitando a delegacia e uma equipe da TV Sergipe filmou as instalações. Entre tantos problemas identificados, o que mais indignou os diretores da associação foi o fato de o alojamento onde os policiais deveriam descansar encontrar-se com a janela quebrada, sem um dos vidros, deixando os policiais totalmente vulneráveis a qualquer investida de marginais.

Onde deveria estar a janela, pedaços de madeirite, um colchão e uma porta de madeira escondiam a abertura. De tão grave, o fato não foi mostrado pela TV Sergipe para não dar conhecimento a pessoas de má índole que porventura quisessem se aproveitar da situação, já que às vezes apenas um policial militar ficava de plantão na delegacia.

Em Ilha das Flores a situação também não é muito diferente. A delegacia que também foi visitada pela Asprase no mesmo dia em que foi feita a visita em Santana, teve sua situação mostrada pela TV Sergipe na matéria exibida ontem, mas segundo fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSP) a reforma deve começar ainda este ano, porém sem previsão de data.

Além das providências adotadas em Santana do São Francisco, o Comando da Polícia Militar já havia informado que pretende promover melhorias nas instalações das Unidades e Subunidades da Corporação na capital e no interior, além de aumentar o efetivo no interior do Estado. Na última sexta-feira, 7, o Subcomandante da PM, Cel Santiago, se reuniu com oficiais do Estado Marior para discutir o assunto. Esperamos que as mudanças ocorram logo e que melhorem as condições de trabalho dos policiais militares.

Abaixo o link para que você possa assistir a matéria exibida ontem, 8, no SE TV 2ª Edição.

http://emsergipe.globo.com/multimidia/?id=30589

Clique aqui para ver a denúncia exibida no dia 18/07/2009 no SE TV 2ª Edição, sobre a situação da delegacia de Santana do São Francisco.

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sábado, 8 de agosto de 2009

Estado Maior Geral discute reforma de unidades e subunidades da Polícia Militar

Representantes do Estado Maior Geral reuniram-se na manhã desta sexta-feira, 7, com o intuito de discutir melhorias nas condições de trabalho dos integrantes da corporação. O encontro, presidido pelo subcomandante da Polícia Militar, coronel Eduardo Santiago, aconteceu no quartel do Comando Geral e teve como pauta a reforma e a padronização de Batalhões, Companhias e Postos de Atendimento ao Cidadão (PACs) ligados à PMSE e o remanejamento de pessoal.

“Este foi mais um de uma série de encontros previstos pelo Subcomando da PM para discutir melhorias nas unidades e subunidades da Polícia Militar na capital e no interior”, informou o chefe da 5ª Seção do Estado Maior Geral, coronel Carlos Magno Ornellas, responsável pelo setor de relações públicas da corporação. De acordo com o oficial, a ideia é levantar informações acerca das condições logísticas e de infraestrutura das unidades e subunidades da PM para, num segundo momento, discutir e viabilizar os projetos.

Dentre os pontos abordados no encontro, estão a padronização dos prédios e das viaturas da Polícia Militar, que deverão ser de cor branca, para que sejam identificadas com maior facilidade pela sociedade em geral. Já as instalações serão reformadas e adquirirão uma nova pintura, a ser definida pelos representantes do Estado Maior Geral. Outra questão levantada foi o remanejamento de efetivo entre as unidades da PM, com vistas a atender com maior presteza às necessidades de segurança das populações da capital e do interior sergipano.

As reuniões têm acontecido regularmente e possibilitado e compartilhamento dos conhecimentos técnicos de cada oficial responsável pelos diversos setores de trabalho do Estado Maior Geral. Novo encontro está previsto para o dia 21 de agosto, quando serão discutidas novas diretrizes de trabalho para a corporação. “É importante frisar as propostas resultantes desses encontros refletirão diretamente na qualidade do serviço prestado pela corporação aos cidadãos sergipanos”, concluiu coronel Ornellas.

Fonte: Site da PMSE


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terça-feira, 21 de julho de 2009

Comandante Geral e Subcomandante da PM recebem representantes de associações

Comandante se reúne com presidentes de associações

Na tarde de hoje, 21, o Comandante Geral da Polícia Militar, coronel Pedroso, e o Subcomandante, coronel Santiago, estiveram reunidos no Quartel do Comando Geral com representantes das associações da classe.

A conversa em tom amistoso serviu para informar aos líderes classistas sobre o trabalho que vem sendo realizado pelo Comando Geral junto à Secretaria de Segurança Pública, com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos policiais militares.

Entre outras informações, o Cel Pedroso disse que é desejo do secretário João Eloy adquirir armas em quantidade suficiente para que cada policial militar tenha a sua arma cautelada, como ocorre com a Polícia Civil. O Comandante informou também que pretende promover algumas mudanças na Corporação, a fim de ajustar o efetivo às necessidades da PM. O trabalho nos presídios também terá atenção do Cel Pedroso, que pretende mudar as escalas de plantão nas guaritas dos presídios, tornando-as menos desgastantes para os policiais militares que lá atuem.

Sobre as condições de trabalho dos policiais que atuam no interior do Estado, a exemplo do município de Santana do São Francisco, mostrado no último sábado pelo SE TV 2ª Edição, o Comandante solicitou a colaboração e compreensão das lideranças. "Eu gostaria muito de visitar cada DPM, mas infelizmente não tenho tempo", disse o Comandante.

Ele pediu aos presentes que tragam para o Comando todas as informações sobre situações irregulares encontradas nas visitas que têm sido feitas pelas associações, principalmente no interior, que segundo ele terá prioridade na redistribuição do efetivo. Para o coronel o secretário João Eloy tem sido um parceiro, a quem ele pretende levar todos os problemas apresentados pelas associações em busca de soluções.

LOB e Código de Ética

Sobre a nova Lei de Organização Básica (LOB) da PMSE e sobre o Código de Ética e Disciplina, o Cel Santiago informou que os trabalhos estão em andamento. Ele disse que as associações têm liberdade para apresentar sugestões para a formatação das duas propostas, devendo encaminhá-las ao Sub-Chefe do EMG, Cel Genário.

O Cel Santiago disse ainda que o prazo para apresentar as propostas termina em 14 de agosto, mas ele pretende finalizá-la no dia 04, a fim de ter tempo de discutir com as associações possíveis alterações no projeto final. Também sobre a carga horária e nível superior, o Cel Pedroso disse que o Comando está aberto às sugestões, mas que as discussões sobre os dois temas só devem ocorrer a partir do próximo mês de agosto.

sábado, 18 de julho de 2009

Comando da PM cria comissão para analisar propostas da LOB e Código de Ética e Disciplina

O Comandante da Polícia Militar, coronel Pedroso, designou através de nota publicada no Boletim Geral Ostensivo (BGO) nº 112, do dia 15 de julho, seis coronéis da PMSE para procederem a análise a apresentação das propostas da nova Lei de Organização Básica (LOB) e do novo Código de Ética e Disciplina da PMSE.

Os coronéis designados foram os seguintes: Cel. Santiago, Cel. Dilson, Cel. Ramos, Cel. Sobrinho, Cel. Bomfim e Cel. Genário. A nota informa ainda que estes oficiais terão um prazo máximo de 30 (trinta) dias para apresentarem as respectivas propostas. Representantes das Associações Unidas já informaram que solicitarão a participação ativa das entidades representativas da classe na elaboração das propostas.

sábado, 11 de julho de 2009

Haverá algo por trás da exoneração do Capitão Henrique do Comando do COE?

Assessoria da PM diz que não houve motivo específico para a exoneração

Major Aragão assumirá o Comando do COE

O site Infonet divulgou esta semana a saída do Comandante da Companhia de Operações Especiais (COE), capitão Luís Henrique Rocha, publicada na última quinta-feira, 9, no Boletim Geral Ostensivo (BGO) da Polícia Militar (PM). Segundo informações da assessoria de comunicação da PM, não houve razão especial para a exoneração do comandante.

O Portal Infonet tentou entrar em contato com o capitão Henrique, mas não obteve sucesso, pois o militar está de férias e não foi localizado para falar sobre o assunto. No retorno das férias, o capitão Henrique deve assumir o comando da 1ª Companhia do 1º Batalhão, em São Cristóvão. Já o seu lugar no COE será ocupado pelo major Sílvio Cesár Aragão.

A exoneração do capitão Henrique causou certa surpresa entre os militares e na própria sociedade. Algumas atitudes tomadas pelo capitão durante o movimento reivindicatório da classe, a exemplo de ter realizado o policiamento ostensivo à pé ao lado de seus comandados, quando os PM's se recusaram a dirigir as viaturas policiais, fizeram com que se levantasse também a suspeita de que a exoneração do capitão teria se dado como uma retaliação por conta desses fatos, hipótese negada pela PM.

Para o bem da Polícia Militar, de seus integrantes e da própria sociedade, é bom mesmo que a tranferência do capitão Henrique não tenha sido motivada por qualquer tipo de perseguição. Do contrário, ficaria evidenciada a mesquinhez do Comando ao lidar com a administração e com os rumos da Corporação, característica que aparentemente não combina nem com o coronel Pedroso, nem com o coronel Santiago.

De toda forma, a exoneração do capitão Henrique traz à tona a questão do tipo de aproveitamento que a Polícia Militar faz de seus servidores. Não é de hoje que se observa que muitas vezes, um policial especializado em uma determinada área de atuação dentro da Corporação, é classificado em uma Unidade ou Subunidade que tem atuação totalmente distinta daquela para a qual ele se especializou. Não que estejamos pregando a eternização do militar em um único local de trabalho, mas acreditamos que a qualidade e as habilidades de cada profissional devem ser aproveitadas da maneira mais adequada possível.

Este é um dos problemas de gestão da segurança pública, que a partir de agora, passada a discussão sobre o reajuste salarial, será um dos focos da luta contínua das associações militares. Não basta apenas reformular a Lei de Organização Básica (LOB) e criar o nosso próprio Código Disciplinar. Estas atitudes precisam sim ser tomadas, mas além delas a PM precisa também corrigir muitos erros, o que esperamos que possa ser feito pelo atual Comando, que com o fim da negociação salarial pode respirar mais aliviado e pensar em soluções para pelo menos alguns dos tantos problemas que temos a enfrentar.

sábado, 27 de junho de 2009

Militares ainda aguardam fechamento de acordo com o governo

Militares lotam mais uma vez o Colégio Militar

Capitão Samuel informa aos militares sobre andamento das negociações

Lideranças do movimento: "A união tem sido nossa maior arma"

Na tarde desta sexta-feira, 26, policiais e bombeiros militares se reuniram em mais uma assembleia geral para discutir o andamento da negociação salarial entre a categoria e o governo do Estado. O encontro foi novamente no Colégio Militar e a expectativa era grande, já que paralelamente à reunião dos praças e oficiais, também estavam reunidos o Comandante Geral da PM, coronel Pedroso, e o secretário da Fazenda, João Andrade, além de assessores.

Antes, pela manhã, lideranças dos militares que integram as Associações Unidas estiveram no Quartel do Comando Geral da PM (QCG) em reunião com o Comandante e o Subcomandante da corporação. Na reunião, tanto o Cel Pedroso quanto o Cel Santiago fizeram questão de deixar os representantes das associações a par da situação de momento.

Lideranças são recebidas no QCG pelo Comando da PMSE

Eles informaram que as negociações tinham avançando em termos de valores, mas que havia surgido um novo entrave, já que o governo propôs uma dilação maior no tempo necessário para o cumprimento da terceira etapa do reajuste, justamente a mais esperada por todos, prorrogando-a até o início de 2011.

Cel Pedroso e Cel Santiago: "A luta é para dignificar a classe como um todo"

Assim como o Comando, as associações também não se agradaram da idéia, motivo pelo qual o Cel Pedroso disse que não teria como adiantar números. Segundo ele, o secretário João Andrade já havia apresentado uma tabela ao Comando, mas diante da resistência ele retirou a proposta e a levou para nova análise na tentativa de atender às expectativas do comando e da tropa, e por consequência os números apresentados poderiam ser alterados a qualquer momento.

À tarde, às 15:00h, mesmo horário da assembleia geral dos militares, houve uma reunião entre o Cel Pedroso e o secretário João Andrade, na qual a expectativa era de fechamento de uma proposta definitiva. Após esse encontro seria marcada uma reunião com o governador Marcelo Déda para que enfim fossem fechados os números e divulgados à classe e à imprensa.

Durante a assembleia dos militares chegou a informação de que a reunião entre secretário e comandante já havia acabado, e que estes estavam se dirigindo para o Palácio de Despachos. A expectativa dos militares aumentou e todos aguardaram até aproximadamente às 18:00h para saberem o resultado da reunião, porém a informação até esse horário foi de que por algum motivo a reunião com o governador não aconteceu, o que fez com que os militares fossem embora sem uma resposta definitiva.

A categoria já marcou uma nova assembleia geral para a próxima quarta-feira, 1° de julho, às 14:00h no Colégio Militar, podendo haver alteração do local para o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe.

Definições

Até o momento o que se sabe é que o governo deverá mesmo atender a reivindicação dos militares no que diz respeito à carga horária, que deverá ser de 40 horas semanais a partir de 2010, e da exigência de nível superior para ingresso tanto na carreira de oficiais quanto de praças.

Quanto às etapas para o parcelamento do reajuste, tudo indica que a primeira será em julho, com pagamento retroativo ao mês de maio. A segunda etapa deverá ser paga em outubro. Já a terceira que era esperada para março de 2010, agora está indefinida.

Números

Segundo lideranças dos militares não foram divulgados números por conta da negociação ainda estar em aberto. "O que podemos dizer, tendo por fonte o próprio Comandante Geral, é que houve um avanço significativo em relação aos valores que tínhamos como base na semana passada. Como o governo quer dilatar o prazo, a classe já se posicionou e diz que só aceita a dilação de prazo se houver aumento de valores. Cremos que não há nada mais justo", declarou o sargento Araújo, presidente da Asprase e integrante das Associações Unidas.


Sargento Araújo ao lado da Sra. Eliane, representante das esposas dos militares, e dos sargentos Vieira e Prado

Questionado sobre qual seria o salário de um coronel pela atual proposta, o sargento Araújo foi enfático: "Como já dito, a proposta está em aberto e não podemos nos precipitar falando em valores que podem ser alterados. Mas quero dizer que o papel das associações é lutar pelo bem da classe como um todo, e temos uma preocupação especial com a base, pois são os homens da base que estão nas ruas e arriscam suas vidas cotidianamente. Além disso, a posibilidade de um cargo comissionado e de outras regalias para quem está na base é muito menor do que para quem está no topo. No entanto, também é direito do Comando lutar pela valorização do alto escalão, responsável pela administração e pelo planejamento das ações da corporação. Espero apenas que haja bom senso no escalonamento dos valores para que não se crie um abismo entre o topo e a base, e que se lute pelo melhor possível para os nossos soldados. Acredito que isso está sendo feito e que todos nós seremos valorizados", declarou Araújo.

sábado, 13 de junho de 2009

Sem acordo com o Governo, Polícia Militar deu início a “Operação Tartaruga”

Numa tentativa de demonstrar que o policiamento em Aracaju, está sendo feito de forma normal, o Comando da Polícia Militar colocou algumas viaturas espalhadas em pontos estratégicos da capital, porém, essas não saem do lugar, uma vez que os motoristas não podem dirigir legalmente, já que encontram-se com suas habilitações vencidas e não possuem o curso prático de motoristas de viaturas de emergência, pois se assim o fizessem estariam “afrontando a legislação”.

Esta situação não tem um prazo fixo para se encerrar, já que o governo do estado não acena para que a mesa de negociação volte a se reunir, assim como foi feito na época em que Nilson Lima era o Secretário de Finanças do estado. A situação tende a se piorar a partir de agora.

Policiais militares que atuam no município de Itabaiana também se negam a conduzir as viaturas, fazendo as mesmas alegações. Em outras cidades do interior, as delegacias que eram atendidas por policiais militares, encontram-se fechadas.

Para complicar ainda mais o relacionamento entre a Policia Militar e o Governo do Estado, nesta sexta-feira (12), milhares de mulheres de PMs, fizeram um protesto, visando chamar a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se encontrava em Aracaju. Com faixas e dizeres, “A família militar e a comunidade apóiam Lula. Nos ajude presidente”, elas percorreram as principais ruas do centro da capital, porem, não conseguiram se aproximar do presidente, o que acabou gerando uma revolta no meio das mulheres e até mesmo aos PMs.

Para o presidente das Associações Unidas, capitão Samuel Barreto e para o sargento Vieira, os policiais vão continuar cumprindo a lei e não vão ceder as pressões do Comando. Os policiais estão unidos e vão continuar sem dirigir as viaturas, até que a situação seja regularizada. Se o Estado cobra do cidadão ele tem que ser o primeiro a cumprir as leis, afirmam os representantes das associações.

Durante toda a semana, o subcomandante da PM/SE, cel. Eduardo Santiago, tentou convencer os policiais militares do Batalhão de Choque e da Radiopatrulha para que esses voltassem a dirigir, porém os PMs se recusaram a atender aos apelos do subcomandante.

Desde o inicio das negociações, o FAXAJU, alertou para a situação que seria criada, caso governo e PM não chegassem a um acordo, uma vez que, sem policiamento, o índice de criminalidade iría crescer. A “greve branca”, ou “operação tartaruga”, já foi deflagrada. Os PMs estão na rua, porem a pé, sem motivações e sem condições de combater o crime.

A população deve ficar atenta, já que, durante os festejos de São João, poucos policiais estarão prestando serviços e, os poucos que irão trabalhar, irão sem animo e sem disposição para combater o crime, já que estão revoltados com a maneira que estão sendo tratados, no que se refere às negociações. A população deve evitar as grandes concentrações, uma vez que os marginais irão aproveitar a falta de policiamento para agir.

Fonte: www.faxaju.com.br

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Praças se recusam a dirigir e viaturas ficam no quartel

Viaturas foram guardadas dentro das companhias, sob a alegação de que as carteiras de habilitação daqueles cuja função é dirigi-las estão vencidas.

Policiais Militares permaneceram nas unidades que estão lotados.

“Eu, Soldado Decepcionado, (...), venho por meio desta dar ciência que encontro-me impossibilitado para conduzir viatura policial ou quaisquer outros veículos de emergência por não possuir o CPME - Curso Prático de Motoristas de Viaturas de Emergência, oferecido por essa instituição”. Este é o início de um modelo de ofício que circulou via internet entre os praças da Polícia Militar, que foi preenchido e entregue em massa aos comandantes de vários batalhões e companhias da corporação. A ação fez parte da operação-padrão feita pela categoria desde a sexta-feira passada, em protesto contra o governo estadual.

No início da manhã, muitos dos policiais que assumiram o turno entregaram os ofícios preenchidos aos seus superiores. Muitos carros de unidades como a Companhia de Radiopatrulha (CPRP), a Companhia de Turismo (CPTur), o Batalhão de Choque (BPChq), o Centro de Suprimento e Manutenção (CSM), e outras companhias de Polícia Comunitária da capital, ficaram retidos nos pátios dos quartéis. Em outras unidades, a exemplo do 8º BPM, responsável pelos centros comerciais da cidade, oficiais e praças mais graduados que estavam com a habilitação em dia foram convocados para dirigir as viaturas e fazer as rondas.

Uma orientação passada pelo Comando da PM ordenou que os militares participantes da operação-padrão fizessem suas rondas de rua a pé. As guarnições fardadas, em grupos de até seis policiais, foram vistas caminhando pelas ruas de determinados bairros. “A Polícia Militar não se concentra em um único padrão de policiamento e este (de rondas a pé) é um dos mais antigos e principais que desenvolvemos”, afirmou o chefe de relações-públicas da PM, coronel Carlos Magno Ornelas.

Por volta das 12h, uma manobra dos militares que despertou rumores de aquartelamento: as poucas viaturas que faziam as patrulhas de rua foram recolhidas aos quartéis para a hora do almoço. Daquele momento até por volta das 15h, nenhuma viatura da PM foi vista nas ruas da capital. O coronel Ornelas explicou que houve um erro na formatação da escala dos carros, que não reservou uma frota de retaguarda para guarnecer as ruas durante a pausa do almoço. No entanto, a situação se repetiu entre as 18h30 e as 20h30, após a troca de turno dos militares. De acordo com as Associações Militares Unidas, os que assumiram o plantão noturno, às 19h, também entregaram ofícios preenchidos aos comandantes, recusando-se a pilotar as viaturas de rua.

No final da tarde, todos os PM’s que se recusaram a sair com as viaturas foram convocados ao quartel do 5º Batalhão da PM, em Socorro, para conversar com o sub-comandante da corporação, coronel Eduardo Santiago, que tentou um acordo para que eles voltassem a exercer a função. No entanto, a tropa decidiu manter a operação-padrão.

Fonte: Jornal do Dia

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Coronel Pedroso recebe Associações no QCG


Com o objetivo de manter um entendimento com as lideranças das Associações Unidas dos servidores militares, o novo comandante geral da PM, coronel Pedroso, recebeu em seu gabinete representantes das entidades para discutir as reivindicações da classe e as estratégias para que a categoria possa ser ouvida pelo governo.

Reafirmando o discurso do governador Marcelo Déda, o Cel Pedroso disse que enquanto comandante-geral estará à frente da negociação e que procurará conquistar o melhor para a tropa. Pedindo sinceridade aos líderes da categoria, ele ouviu os desabafos dos militares, cansados de tantos meses de enganação, e a afirmativa de que eles não concordavam com a idéia de que o "patrão negociasse com patrão", numa referência ao cargo de confiança ocupado pelo coronel. "Patrão tem que negociar com o trabalhador, e o próprio governador concordou com isso quando assinou um decreto em 2007 dizendo que nós éramos competentes pra negociar as reivindicações da classe", lembrou o sargento Araújo, presidente da Asprase.

No entanto, como se comprometeu em levar ao governo os anseios da tropa, ouvindo as entidades representativas, Pedroso conseguiu conquistar dos líderes o voto de confiança. O comandante disse que se reunirá constantemente com as entidades e que as manterá informadas sobre toda a negociação. Na reunião foi informado também que a comissão parlamentar que está acompanhando a negociação da categoria visitará o comandante-geral na próxima terça-feira, quando debaterão o assunto.

“Sabemos que o governador fechou as portas para as associações, e esperamos que ele não faça o mesmo com o comandante-geral e com os deputados, em quem estamos depositando agora nossa confiança a fim de que essa situação se resolva. Pouco nos importa quem ficará com os ‘louros da fama’, o que nos interessa é o resultado”, declarou Araújo.

Participaram do encontro representantes da Assomise, Asprase, ASSPM, ABSMSE, AAM/SE e ACSPM, além dos coronéis Santiago, Ramos e Ornellas. Na próxima quarta-feira (03), deverá haver outro encontro entre o comandante-geral e as associações.

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