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terça-feira, 8 de abril de 2014

Cicatrizes do autoritarismo, país ainda sofre com as consequências da ditadura na educação, na segurança pública.

Quase três décadas após o fim do regime militar, país ainda sofre com as consequências da ditadura na educação, na segurança pública e, principalmente, na cultura política dos brasileiros

Ulysses celebra a Constituição de 88, que restabeleceu a democracia

Nenhum país passa impunemente por duas décadas de ditadura. Mesmo depois de restabelecida a democracia, as marcas do período de exceção se espalham por várias áreas e por muitos anos. No caso brasileiro, nem mesmo quem nasceu depois da Constituição de 1988 está totalmente livre dos efeitos do golpe de 1964: eles estão presentes na educação, na segurança e, principalmente, na cultura política dos brasileiros.

E embora haja muitos que ainda considerem o período da ditadura como um tempo com menos escândalos políticos ou como uma época mais segura – até em função de a censura ter barrado à época notícias que não interessavam ao regime –, os índices de corrupção e de insegurança de hoje podem ter sido causados em grande medida devido às decisões tomadas naquela época. A desmobilização da sociedade, a divisão cada vez mais forte entre governados e governantes e a crença de que só o poder central poderia resolver os problemas da nação levaram o país a ter uma sociedade civil fraca e impotente – incapaz de fazer os políticos agirem como devem e de cobrar medidas para melhorar os serviços públicos.

Daniel Medeiros, historiador e doutor em Educação pela UFPR

Apagando as marcas

Desde a fase final do regime militar, o país foi eliminando aos poucos o aparato legal que permitiu os abusos da ditadura

1978 - Depois de dez anos de vigência, o Ato Institucional nº 5, baixado pelo presidente Costa e Silva, deixa de valer. Sua eliminação foi um dos passos dados pelo presidente Ernesto Geisel rumo à “abertura”.

1979 - O presidente João Figueiredo assina, ainda no primeiro ano de seu mandato, a Lei de Anistia, que garante que crimes políticos cometidos durante o regime não serão punidos. A anistia permitiu a volta ao país de esquerdistas, a libertação de presos políticos e também garantiu a impunidade a agentes do regime que cometeram abusos.

1988 - O país promulga a sua nova Constituição, que substituiu a anterior, de 1967, e elimina os traços ditatoriais da revisão constitucional de 1969, que havia incorporado vários itens importantes do AI-5.

“Criou-se uma ética da servidão”, resume Roberto Romano, professor de Ética e de Ciência Política da Unicamp. Nesse sistema, quem tem o poder recebe as garantias de que, faça o que fizer, ninguém poderá lhe cobrar nada. E quem não governa sabe que, se tiver “juízo”, meramente obedecerá. A cultura do autoritarismo sempre existiu no país. Mas, segundo Romano, intensificou-se e se centralizou com as duas ditaduras do século 20 – a de Getúlio Vargas e a dos militares. “Antes, o medo era do coronel da região. Depois, passou a haver temor físico do Estado central.”

Nesse modelo ético, o povo deixa de assumir a responsabilidade por seus atos, delegando soluções para quem ocupa cargos e posições. O outro lado, porém, também perde responsabilidade, e até os servidores menos importantes, amparados na impossibilidade de fiscalização, agem como quiserem. “O vice-presidente Pedro Aleixo definiu magistralmente a situação quando lhe disseram que o presidente Costa e Silva não abusaria do AI-5. O problema, disse ele, não era o presidente, mas o guarda da esquina”, diz Romano.

Na sala de aula

A desmobilização da sociedade não se deu apenas em razão da ausência de eleições ou da postura autoritária dos governos. Foi criada também dentro das salas de aula. Segundo o professor Ângelo de Souza, do Núcleo de Políticas Educacionais da UFPR, a desmobilização na escola não ocorreu devido a um projeto consciente dos militares. “Simplesmente era um regime que não tinha uma proposta educacional. Não era importante para eles”, afirma.

Souza aponta três consequências duradouras do ciclo ditatorial que ainda permanecem vivas. Uma foi a fusão de dois ciclos completamente diferentes naquilo que hoje se chama ensino fundamental. Outra, a falta de um projeto para o ensino técnico, que num momento era visto como algo a ser separado da área de Humanidades e em outro voltava a fazer parte de um ensino mais amplo. E a terceira foi a perda de um sentido para o ensino médio – até hoje, ninguém sabe exatamente qual deveria ser a principal função dos anos que antecedem a entrada na universidade.

Outras reformas feitas na ditadura trouxeram consequências na educação. Retiraram-se do currículo disciplinas como Filosofia e puseram outras destinadas a ensinar assuntos relacionados à política de uma maneira menos profunda, como a Educação Moral e Cívica e a Organização Social e Política do Brasil (OSPB). “Era uma educação tecnicista. Faltava aquilo a que a filósofa Hannah Arendt se referia como amor mundi, o amor à humanidade”, afirma Daniel Medeiros, historiador e doutor em Educação pela UFPR. Segundo ele, criou-se uma geração de “ignorantes políticos”. “Quando a democracia voltou, achávamos que tudo estaria resolvido e nos surpreendemos quando descobrimos que também num regime democrático havia pessoas em altos cargos que não estavam interessadas em fazer o bem comum. Como víamos um mundo apenas de mocinhos e vilões, nos tornamos ingênuos. Viramos fiscais do Sarney, imagine!”

Ordem? Que ordem?

Na área de segurança, os males causados pelo período pós-64 são muitos. Há casos em que a origem do problema é controversa. Exemplo é a tese de que presos políticos, deixados em cadeias junto com presos comuns, teriam ensinado pessoas ligadas ao tráfico a se organizar, o que teria redundado na criação de facções como o Comando Vermelho – a teoria é contestada; antes mesmo desse convívio, havia criminosos que praticavam os assaltos a banco que lhes teriam sido ensinados pelos guerrilheiros, por exemplo.

Em outros aspectos, a herança é mais visível. Cada vez que um policial sai fardado às ruas, por exemplo, fica evidente a militarização da segurança. A Polícia Militar foi usada pelo regime como parte de sua doutrina de segurança. A derrocada do regime não pôs fim à militarização das polícias. “Na área da segurança, o instrumento que era realmente definidor do regime de 1964 continua praticamente intocado”, afirma Pedro Bodê, do Núcleo de Estudos da Violência da UFPR. É claro que os exemplos mais radicais de interferência das Forças Armadas no policiamento sumiram, como os DOIs – órgãos de repressão política comandados pelo Exército. Mas isso não impede que a militarização siga seu curso.

Bodê diz que as PMs assumem cada vez mais tarefas e passam a ter um projeto para o país, o que classifica como “muito perigoso”. “Neste ano, Goiás repassou o controle de dez escolas públicas para a PM por acreditar que havia muita violência lá. Militares não servem para resolver nem mesmo problemas de segurança entre civis, quanto mais para dar educação”, diz o professor.

Outra cicatriz deixada pelo regime na segurança foi a politização da Justiça Militar, encarregada de julgar quem cometesse crimes dentro das Forças Armadas e da PM. O direito a que os militares fossem julgados unicamente por seus pares levou a uma espécie de acordo tácito em que ninguém punia ninguém, criando um ciclo de violência. Isso traz consequências até hoje – basta ver as inúmeras acusações de truculências que pesam contra as polícias.

“Os excessos se devem à impunidade dos excessos anteriores”, diz Edson Fachin, professor de Direito da UFPR. “O que se quer é a garantia de que a ordem será feita dentro da liberdade. Mas, do jeito como as coisas estão postas hoje, nem está se garantindo a liberdade nem se garante a ordem.”

A ordem a que Fachin se refere era um dos sonhos da Constituição que sepultou o regime autoritário, em 1988. O documento registrou a vontade de um povo não só de sair da ditadura como de garantir direitos. Como qualquer lei, é imperfeita, e não resolveu todos os problemas criados a partir de 64 – mesmo porque isso não se faz a canetadas. Vinte e seis anos depois, porém, continua sendo a base da jovem democracia brasileira, e a garantia de que os erros de 50 anos atrás não se repitam nunca mais.

Fonte: Apra/Associação de Praças do Estado do Paraná

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Juristas querem cibercrimes e colarinho branco no Código Penal

O presidente da Comissão de Juristas encarregada de elaborar um anteprojeto de Código Penal, Gilson Dipp, informou que vai pedir a prorrogação por mais 30 dias do prazo para conclusão dos trabalhos, marcado para 25 de maio. O objetivo é estudar a inclusão de outros temas no anteprojeto, como os crimes cibernéticos e os de “colarinho branco”, além de equalizar as penas propostas e redigir a justificativa das mudanças sugeridas.

A Comissão de Juristas, está reunida nesta segunda-feira (7) para deliberar sobre três temas: crimes contra a administração, contra a incolumidade e contra as relações de consumo. Os chamados cibercrimes, isto é, cometidos com o intuito de fraudar um computador, sistemas de informática ou redes como a internet ainda não têm uma lei que os tipifique. Um projeto com origem na Câmara foi modificado pelo Senado em julho de 2008 e devolvido àquela Casa. Os crimes do colarinho branco, aqueles praticados contra o Sistema Financeiro Nacional, estão enquadrados na Lei 7.492/1986. .

- Precisamos fazer uma revisão e limpeza na Lei do Colarinho Branco, de modo que fique mais clara, objetiva e aplicável – explicou Dipp.

Incolumidade

O relator do colegiado, procurador Luiz Carlos Gonçalves, informou haver intenção de sugerir amplas alterações na parte do código que trata dos crimes contra a incolumidade. Classificam-se nesse tipo os crimes que afetam a segurança da população, envolvendo alto risco para a vida e prejuízos patrimoniais de largo alcance, como a provocação de explosões, incêndios e atentados contra qualquer meio de transporte.

No anteprojeto da comissão, explosões, incêndios e outros tipos de atentados também poderão ser considerados como atos terroristas, dependendo da intenção de quem os praticou.

Em reunião no dia 30 de março, a comissão decidiu caracterizar como terrorismo o ato de “causar terror na população” mediante condutas como sequestrar ou manter alguém em cárcere privado; usar, portar ou trazer consigo explosivos, gases tóxicos, venenos, conteúdos biológicos ou outros meios capazes de causar danos; incendiar, depredar, saquear, explodir ou invadir qualquer bem público ou privado; e interferir, sabotar ou danificar sistemas de informática e bancos de dados.

Os juristas consideram ainda terrorismo sabotar o funcionamento ou apoderar-se do controle de comunicação ou de transporte, de portos, aeroportos, estações ferroviárias ou rodoviárias, hospitais, casas de saúde, escolas, estádios, instalações públicas ou locais onde funcionem serviços públicos essenciais, inclusive instalações militares.

Mas para que o terrorismo seja caracterizado como tal é preciso que as condutas tenham determinado tipo de finalidades, segundo o texto, como obter recursos para financiar grupos armados que atuem contra a ordem constitucional ou forçar autoridades públicas a fazer o que a lei não exige ou deixar de fazer o que a lei não proíbe. A pena sugerida para o crime é de prisão de oito a 15 anos.

Após a apresentação do anteprojeto pela comissão de juristas, instituída pelo presidente do Senado, José Sarney, por sugestão do senador Pedro Taques (PDT-MT), o texto começará a tramitar como projeto de lei ordinária.

Fonte: Exército/Senado Federal

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Juristas debatem em São Paulo reforma do Código Penal

A Comissão de Juristas responsável por elaborar proposta de reforma do Código Penal realiza nesta sexta-feira (24) audiência pública em São Paulo, para debater sugestões de mudanças no capítulo que trata dos crimes contra a vida. O debate começa às 14 horas no Palácio da Justiça, no centro da capital paulista.

Formada por 16 juristas, a comissão trabalha desde outubro em um anteprojeto de novo Código Penal, que será apresentado em maio ao presidente do Senado, José Sarney. A partir daí, o texto tramitará no Congresso como projeto de lei, sendo primeiro analisado pelo Senado e depois pela Câmara dos Deputados.

De acordo com o senador Pedro Taques (PDT-MT), autor do requerimento de criação da comissão, mais de 200 instituições, como sindicatos e associações de classe, já se inscreveram para participar da audiência.

Os juristas têm recebido inúmeras sugestões para atualização do Código Penal (Decreto-Lei 2.848/1940), considerado atrasado frente às atuais exigências da sociedade brasileira. Para Pedro Taques (PDT-MT), que sugeriu a criação da Comissão de Juristas, o texto em vigor estaria "quase se aposentando compulsoriamente", por ter sido elaborado há mais de 70 anos, quando o Brasil ainda era um país rural.

Em entrevista à imprensa, o relator da Comissão de Juristas, procurador Luiz Carlos Gonçalves, informou que muitas das propostas enviadas ao colegiado sugerem o aumento de penas para crime de corrupção na administração pública. Conforme observou, o anteprojeto de novo Código Penal visa modernizar a legislação e consolidar as diversas leis que foram criadas ao longo dos quase 72 anos de vigência do código.

As sugestões podem ser apresentadas individualmente ou por meio de organizações da sociedade civil, em página no site do Senado, criada para receber as propostas: http://www.senado.gov.br/senado/alosenado/codigo_penal.asp

Agenda

Além do encontro em São Paulo, nesta sexta-feira, já estão agendadas outras três reuniões: no dia 9 e no dia 30 de março, em Brasília, e no dia 13 de abril, em Aracaju. Antes disso, no dia 8, os juristas deverão se reunir com a Subcomissão Permanente de Segurança Pública, criada no âmbito da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), para falar do andamento dos trabalhos.

Iara Guimarães Altafin

Agência Senado

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Projetos para uma Justiça mais ágil e justa vão continuar em destaque

Propostas legislativas para dar mais celeridade, acesso e efetividade à Justiça vão continuar recebendo a atenção do Congresso na nova legislatura, a partir de fevereiro. O ano que passou foi encerrado com aprovação, pelo Senado, entre outras matérias de grande repercussão, dos Códigos de Processo Penal (CPP) e Processo Civil (CPC), já encaminhados para exame na Câmara dos Deputados. Comissões de especialistas devem acelerar agora os trabalhos de reforma do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e do Código de Processo Eleitoral (CPC), em fase de anteprojeto. Há ainda matérias pontuais, entre projetos ordinários e emendas constitucionais, em exame ou que só dependem de acordo para votação.

Nos últimos anos, o Senado tratou com alta prioridade matérias desse grupo, como parte dos compromissos assumidos em decorrência do Pacto Republicano, firmado pelos chefes dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário em 2004, após a Reforma do Judiciário. Em bases renovadas, o Pacto II, assinado em 2009, incluiu matérias do acordo anterior que ficaram pendentes ao lado de propostas novas, como a sugestão de reforma do CDC, que nesse momento está sob os cuidados de uma comissão de juristas, para elaboração do pré-projeto, devendo ficar pronto esse ano.

A comissão do CDC foi instalada pelo presidente do Senado, José Sarney, no início de dezembro. Naquele momento, os trabalhos para a aprovação do CPP e CPC já estavam na reta final. Na solenidade, Sarney disse que o atual CDC (Lei 8.078/90) foi uma das leis mais importantes produzidas no Brasil no século passado e pode ser considerada uma "unanimidade nacional". No entanto, destacou, seu texto precisa de atualização.

- O sucesso do CDC é razão para inspirar um permanente esforço de aperfeiçoamento legislativo, sempre no sentido de fazer avançar e de ampliar os direitos do consumidor, jamais de retroceder na quantidade, qualidade ou grau dos que já lhe são assegurados presentemente - declarou então.

Desde o início, a lista de propostas do Pacto Republicano inclui tanto projetos de iniciativas dos próprios parlamentares e outras originárias do Executivo ou do próprio Judiciário, como as que se destinaram a criar novas varas de Justiça e novos cargos na magistratura, carente de juízes para atender a demanda de processos.

Exemplo de iniciativa do Executivo foi o projeto da Lei Orgânica da Defensoria Pública da União, sancionada no fim de 2009, com o objetivo de organizar, ampliar e modernizar o papel dessa instituição, responsável por fazer a defesa jurídica da população carente. A DPU também ampliou o quadro de defensores e, na defesa dos interesses de grupos de cidadãos sem recursos, ganhou ainda o direito de peticionar na Justiça por meio da ação civil pública.

Foro privilegiado

No Pacto II, entre as propostas de iniciativa parlamentar, há proposta para regulamentar a prescrição de crimes cometida por pessoas com foro privilegiado, além de determinar que as ações sejam julgadas mais rapidamente pelos tribunais superiores. Chefes de governo, parlamentares e juízes podem ser alcançados pelas novas regras sugeridas pelo senador Eduardo Suplicy. O texto (PLS 281/07) foi aprovado pelo Senado e foi remetido à Câmara dos Deputados.

Outra iniciativa parlamentar enquadrada entre as prioridades do Pacto II está projeto do senador Demostenes Torres (DEM-GO) prevê que o uso de algemas ocorra apenas caso o preso em flagrante delito ofereça resistência ou tente fugir, em circunstâncias excepcionais quando o policial julgar indispensável ou ainda quando não houver outros meios idôneos para realizar a prisão. O texto (PLS 185/04) aguarda inclusão em Plenário, depois de ter voltado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para análise de emendas.

Gorette Brandão

Fonte: Agência Senado

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Senado aprova reajuste salarial de parlamentares e integrantes do Poder Executivo


Os senadores aprovaram nesta quarta-feira (15) o Projeto de Decreto Legislativo (PDS 683/10) que iguala os subsídios dos parlamentares, dos ministros de Estado, do presidente e do vice-presidente da República aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), fixados em R$ 26.723,13. Aprovado pela manhã pelos deputados, o texto segue para a promulgação.

O novo valor será pago a partir da próxima legislatura, que começa em fevereiro de 2011. A medida não terá impacto sobre o salário dos servidores do Senado. O relator da matéria e líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RO), apresentou parecer pela aprovação. A equiparação com os subsídios dos ministros do STF, no entanto, pode não durar muito tempo. Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei de iniciativa do STF elevando o valor pago aos ministros para 30.675,48.

Votos contrários

Três senadores se manifestaram contra o aumento salarial. A senadora Marina Silva (PV-AC) apontou a baixa média salarial do país e a necessidade de corte de gastos públicos. Marina justificou sua posição dizendo que o momento atual é de grave crise econômica global e que, embora o Brasil não tenha sido "dramaticamente afetado" por seus efeitos, nenhum trabalhador recebeu aumento da ordem de 60%, como o que estava sendo proposto para os parlamentares e integrantes do Poder Executivo.

- Gostaria de manifestar minha posição contrária. O mais correto seria um ajuste equivalente à inflação, como defende o PSOL - declarou Marina.

O líder do PSOL, senador José Nery (PA), apresentou voto contrário do partido.

- Não tivemos a mesma coragem e determinação para aprovar o reajuste do salário mínimo para R$ 580 por mês. O governo e sua representação no Congresso não permitiram que [o aumento do mínimo] fosse de acordo com a inflação - criticou.

O líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PR), disse concordar que há defasagem no salário dos parlamentares, mas que o aumento só seria plausível se viesse com um corte das verbas de gabinete. Antes da votação, o presidente do Senado, José Sarney, disse que ouviria os líderes partidários sobre o assunto.

- Vou ver a resolução e ouvir os líderes, a decisão não é da Presidência, é da Casa, e o nosso sistema é sempre ouvir as lideranças - afirmou Sarney antes da votação da matéria, que já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados.

Cristina Vidigal

Agência Senado

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Plenário aprova novo Código do Processo Penal

O Senado aprovou na noite desta terça-feira (7), em sessão extraordinária, o substitutivo do senador Renato Casagrande (PSB-ES) ao PLS 156/09, com o novo Código do Processo Penal. Assinada pelo presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP), a proposta é fruto do trabalho de uma comissão externa de juristas e de uma comissão de senadores designada pelo presidente da Casa para esse fim.

O substitutivo recebeu 214 emendas em Plenário, das quais 65 foram aprovadas, enquanto outras 32 foram parcialmente aproveitadas como subemendas do relator. O novo CPP será enviado, agora, à Câmara dos Deputados. Compareceram à votação o ministro do Superior Tribunal de Justiça Hamilton Carvallido, que presidiu a Comissão de Juristas, e o relator, o procurador do Distrito Federal Eugênio Pacelli.

A aprovação concluiu um processo iniciado em 2008, quando, a convite do presidente Sarney, foi constituída a Comissão de Juristas. Seu objetivo era reunir sugestões de modificação do código vigente, considerado ultrapassado. Para tanto, a comissão realizou 17 audiências públicas em várias capitais brasileiras. O trabalho culminou na entrega do anteprojeto do novo código, convertido no PLS.

Direito das vítimas

Para o senador Renato Casagrande, que ressaltou a contribuição que o novo Código de Processo Penal trará à sociedade brasileira, uma das modificações mais importantes introduzidas pelo substitutivo é a garantia do direito da vítima. Pelo texto aprovado, ela adquire, por exemplo, o direito de ser informada desde a prisão até a absolvição ou condenação do acusado, obter cópias de peças do inquérito policial e do processo penal.

Já para Demóstenes Torres (DEM-GO), que presidiu a comissão de senadores encarregada de elaborar o novo CPP, entre seus méritos está o fim das chamadas "prisões especiais".

- Qual a diferença entre um pedreiro assassino e um senador assassino? São todos criminosos, e devem ir para o mesmo lugar - disse.

Na presidência da sessão, José Sarney agradeceu a colaboração de todos os envolvidos, especialmente a dos membros do Judiciário.

Raíssa Abreu

Agência Senado

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Procuradores defendem poder investigatório em reunião com Sarney


Representantes de procuradores da República de 20 estados brasileiros, liderados pelo presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Antonio Carlos Bigonha, foram recebidos nesta quarta-feira (4) pelo presidente do Senado, José Sarney.

Em entrevista à imprensa, Bigonha informou que os procuradores acompanham projetos de interesse da área, como o que limita a atuação do Ministério Público, em tramitação no Congresso. A categoria luta para que o MP consiga a manutenção do seu poder investigatório e de controle externo da atividade policial.

Ele esclareceu que o MP age como advogado da sociedade e quando propõe uma ação o faz em nome do cidadão. Por isso, em sua opinião, é importante a independência e o fortalecimento da instituição.

Os procuradores também vieram conhecer o dia a dia do Parlamento e pregaram a aproximação entre o Direito e a Democracia.

Fonte: Agência Senado de Notícias

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Anteprojeto do Código de Processo Civil

Objetivo

Enfrentar o problema da morosidade da Justiça, dando resposta às demandas do cidadão em prazo razoável. O pressuposto é de que Justiça lenta equivale a Justiça inacessível.

Diagnóstico

O Judiciário não consegue julgar os processos em tempo razoável por três motivos essenciais: a) O volume de ações é exacerbado, em decorrência de litigiosidade crescente desde os anos 70, ainda em expansão; b) os processos incluem formalidades e ritos desnecessários; c) os advogados podem lançar mão de quantidade exagerada de recursos durante o andamento dos processos.

Soluções

- Simplificação

As formalidades serão reduzidas. Como exemplo, o juiz fica dispensado de ouvir a outra parte do processo quando o autor da ação formula pedido na contramão da jurisprudência (conjunto das decisões e interpretações das leis feitas pelos tribunais superiores). A petição poderá ser automaticamente indeferida. Além do mais, a parte litigante não poderá recorrer contra a jurisprudência, devendo decisões formadas por esse meio ser aplicadas a todos os recursos que forem levados aos tribunais superiores.

- Uniformização

Quando um mesmo direito for requerido em múltiplas ações, haverá solução mais célere e uniforme para todas as demandas. A decisão será aplicada a todos os processos por meio do incidente de resolução de demandas repetitivas.

- Contenção dos recursos

Atualmente, os advogados podem recorrer de todas as decisões intermediárias que forem tomadas pelos juízes durante o andamento do processo. Com isso, eles podem prolongar o momento da decisão final quando o resultado esperado for contrário ao que se pretende. Para mudar essa situação, o anteprojeto admite apenas um recurso na sentença final e, no curso do processo, recurso em face de decisões liminares e de mérito.

- Punição financeira

"Aventuras judiciais" serão desestimuladas por meio de sanções financeiras, aplicáveis aos casos de recursos que os juízes considerem infundados. A parte pagará custas de sucumbência e honorários toda vez que o recurso for negado, em cada grau recursal, desde o primeiro grau de Justiça até o Superior Tribunal de Justiça (STJ), se levar adiante a pretensão para tentar ganhar tempo e voltar a perder. Atualmente, o autor paga apenas a despesa do recurso inicial e recorre em grau superior sempre que desejar.

Tramitação

O anteprojeto será entregue nesta terça-feira (8) ao presidente José Sarney, que deverá encampá-lo e apresentá-lo como um projeto de lei. É possível que nesta terça mesmo a matéria seja lida em Plenário. Em seguida, a Mesa do Senado deve solicitar aos líderes partidários a indicação de nomes para compor uma comissão temporária exclusiva que se encarregará de instruir a matéria, com prazo de 20 dias para o recebimento de emendas. É o que prevê o Regimento Interno do Senado. Aprovado o parecer da comissão, a matéria vai a Plenário, onde o projeto será examinado em sessão extraordinária exclusiva. Em turno único, a votação se dará ao fim de três sessões de discussão. Em seguida, o texto seguirá para revisão na Câmara dos Deputados.

Na quarta-feira (9), os senadores vão discutir o assunto em audiência pública na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) com o ministro Luiz Fux, do STJ, presidente da Comissão de Juristas constituída pelo Senado para elaborar o texto. Esta reunião da CCJ é apenas para debater o anteprojeto. Embora no caso do Código de Processo Penal (CPP), a CCJ tenha aprovado parecer sobre a matéria (março deste ano), depois de o texto passar na comissão temporária especial (dezembro de 2009), não há previsão no Regimento para esse modelo de tramitação, possível apenas por um acordo político.

Fonte: Agência Senado

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Para saber mais:

http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=102637&codAplicativo=2 - Comissão de Juristas apresenta a Sarney nesta terça-feira proposta de reforma do CPC

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Giro de notícias - Agência Senado - 31 de maio de 2010

http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=102503&codAplicativo=2

Setores aeronáutico e naval precisam de investimentos contínuos, dizem especialistas na CI

Representantes dos setores aeronáutico e naval defenderam, nesta segunda-feira (31), em painel promovido pela Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI), a aplicação constante de recursos públicos a fim de possibilitar o desenvolvimento desses ramos industriais no país. O painel, o 12º da Agenda Desafio 2009-2015 - Recursos Humanos para Inovação e Competitividade, abordou os desafios, necessidades e perspectivas da formação e capacitação de recursos humanos na área aeronáutica e de transportes aquaviários.

Hermann Ponte e Silva, vice-presidente-executivo de Organização e Recursos Humanos da Embraer, destacando a importante posição ocupada pela indústria aeronáutica brasileira em nível mundial, reclamou da falta de mecanismos adequados de apoio ao desenvolvimento de novas tecnologias no Brasil, semelhantes aos existentes em países como Estados Unidos e outros da União Européia.

O vice-chefe do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Coppe/UFRJ, Luiz Felipe Assis, considerou necessário não apenas elevar os investimentos na formação de recursos humanos para o setor naval, mas também manter as aplicações na manutenção dos equipamentos, como tanques oceânicos, já existentes nas escolas de engenharia naval.

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http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=102501&codAplicativo=2

Tramita no Senado projeto para coibir crimes contra crianças e adolescentes na internet

O combate a crimes contra crianças e adolescentes que envolvam a internet pode ganhar a cooperação efetiva dos provedores e fornecedores do serviço. O projeto em exame no Senado fixa responsabilidades para as empresas e determina punição para quem descumpri-las.

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http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=102498&codAplicativo=2

Novo CPC: preocupação em agilizar a Justiça

A criação do "incidente de resolução de demandas repetitivas" foi um dos destaques entre as medidas sugeridas pela comissão de juristas. Esse mecanismo vai possibilitar uma resolução mais rápida e uniforme para as demandas de massa - quando um mesmo direito é reivindicado em uma quantidade expressiva de ações -, já que uma decisão única será adotada pela Justiça. Um exemplo desse tipo de ação são as reclamações contra a cobrança de assinatura básica pelas empresas de telefonia.

Pelo novo CPC, tanto o juiz quanto as partes poderão invocar o "incidente" junto aos tribunais estaduais ou superiores (STJ ou Supremo Tribunal Federal - STF) para pacificar a questão. Enquanto um número reduzido de "processos-pilotos" será julgado com base nesse instrumento, a tramitação dos demais sobre o mesmo assunto ficará paralisada aguardando essa decisão. A sentença aplicada valerá para aqueles já em andamento e para os que ingressarem posteriormente no Judiciário.

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http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=102497&codAplicativo=2

Votação do texto final do novo CPC está marcada para esta terça

O resultado final do trabalho dessa comissão de juristas - voluntário e sem remuneração - será conhecido pelo presidente José Sarney no dia 8 de junho, um dia antes de a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) debater o anteprojeto do novo CPC em audiência pública. A expectativa é de que as inovações sugeridas por esses especialistas reduzam em 70% o tempo de tramitação de um processo sobre demandas em massa (aquelas presentes em uma quantidade expressiva de ações) e em 50% a duração dos pleitos individuais, desde a abertura da ação até a decisão final.

Para traçar essas metas, entretanto, a comissão de juristas não só se debruçou sobre o texto vigente e as possíveis modificações na Lei nº 5.869/73 ao longo de 13 reuniões, mas também colheu sugestões (260) em oito audiências públicas promovidas em Manaus, Fortaleza, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre entre fevereiro e abril de 2010.

domingo, 30 de maio de 2010

Comissão conclui revisão de novo Código de Processo Civil, que deve ser votado na terça

O Ministro Luiz Fux, presidente da Comissão de Juristas, juntamente com a Dra. Teresa Wambier, relatora e o consultor-geral legislativo do Senado Federal e membro da Comissão, Bruno Dantas trabalharam mais de 14 horas ininterruptas nessa última sexta-feira, 28 de maio para revisar de forma definitiva o texto do novo Código de Processo Civil que será votado no âmbito do grupo de especialistas na próxima terça-feira, 1 de junho.

Somente nessa última semana foram quatro dias inteiros de reuniões. Como resultado foram analisados os textos dos mais de 1.000 artigos que devem passar a compor o Código de Processo Civil. A simplificação das formalidades legais resultou, também, em uma redação normativa mais clara e em uma diminuição de, aproximadamente, 200 artigos, além da reorganização dos livros que compõe o atual texto legal para uma sistemática mais lógica e direta.

Para o Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Luiz Fux, o esforço pessoal que os membros da Comissão vem empreendendo nos últimos meses é significativa,mas plenamente justificável, afinal, segundo ele, esta sendo construída uma norma que garantirá o duração razoável dos processos e, com isso, cumprirá os anseios do País por um sistema judicial mais célere e uniforme.

O anteprojeto do novo Código de Processo Civil será entregue ao Presidente Congresso Nacional, Senador José Sarney, no próximo dia 08 de junho.

Fonte: Agência Senado de Notícias

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Comissão de juristas busca Código de Processo Civil mais claro e simples



A comissão de juristas que prepara o anteprojeto do novo Código de Processo Civil (CPC) tratou nesta terça-feira (13) da reorganização da chamada "parte geral" do código. Segundo o presidente da comissão, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luiz Fux, esta é "a parte capital e mais importante do CPC".

A ideia é criar um Código de Processo Civil mais ágil que permita mais velocidade na tramitação de processos. A comissão pretende simplificar o processo civil. No anteprojeto já consta, por exemplo, que na primeira instância haverá apenas quando sair a sentença do juiz, evitando-se manobras processuais.

- Nossa preocupação é com a clareza e simplicidade - disse Fux.

De acordo com o presidente da comissão, na reunião desta terça-feira - que teve início às 9h e se estenderá até as 19h - os juristas procurarão agrupar na parte geral o que é comum a todas as formas de aplicação da Justiça, na busca de um parâmetro.

Para Fux, a parte mais trabalhosa está sendo a elaboração de conceitos. Os juristas debateram acaloradamente e definiram nesta reunião termos como sentença, deveres das partes, poderes do juiz e intervenção de terceiros.

Relatório final

A comissão deverá entregar o texto final do anteprojeto do novo CPC ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no próximo dia 27. A proposta será então apresentada à Mesa da Casa, que encaminhará, como autora, a proposta do novo código a uma comissão especial. Caso aprovado, o projeto em seguida vai ao Plenário.

Mas antes disso, a comissão ainda tem muito trabalho pela frente. Nesta quinta-feira (15) realiza audiência pública em Porto Alegre e na sexta-feira (16) em Curitiba. Na próxima semana, a comissão reúne-se de terça a sexta-feira em Brasília, inclusive no feriado da quarta-feira (21).

Fonte: Agência Senado

quinta-feira, 18 de março de 2010

Comissão de juristas debate em Brasília ideias para a reforma do CPC


Inicia-se agora, no auditório Petrônio Portela, audiência pública com a comissão de juristas que o presidente do Senado, José Sarney, encarregou de elaborar um anteprojeto de Código de Processo Civil.

A ideia é substituir o texto em vigor desde 1973, adequá-lo aos recursos tecnológicos hoje disponíveis, reduzir o excesso de recursos que abarrotam os tribunais brasileiros e propiciar justiça mais rápida e menos dispendiosa para a população.

Desde o final do ano passado, essa comissão de juristas tem colhido sugestões da sociedade, a fim de ajustar esse texto às demandas nacionais. Uma das novidades a serem inauguradas deve ser o "incidente de coletivização", recurso de que vai dispor a sociedade para obter justiça mais rápida para uma causa de interesse coletivo.

Por exemplo, se um cidadão sentir-se lesado por pagar mensalmente uma taxa inexplicável a uma companhia telefônica, poderá acionar a justiça para não ser mais alvo desse tributo. Nesse momento, o juiz provocado poderá cancelar processos semelhantes instaurados em todo o país, prolatar uma única sentença e contemplar a todos, encerrando assim a cobrança do mencionado tributo.

Esta é a quarta audiência pública da comissão. As outras três aconteceram em Belo Horizonte, Fortaleza e Rio de Janeiro.

Fonte: Agência Senado

domingo, 15 de novembro de 2009

Sarney e Renan dizem a Almeida que ele pode ser ministro; senador assumirá “função espinhosa” semana que vem

O senador Almeida Lima (PMDB) revelou nesta sexta-feira (13), durante entrevista concedida a Gilmar Carvalho, na Rede Ilha, que foi sondado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB) e o líder de seu partido naquela Casa, Renan Calheiros, sobre a possibilidade de assumir um ministério no governo Lula.

Ele disse que, se não for ministro, será candidato ao governo ou ao Senado, em 2010.

FUNÇÃO ESPINHOSA

Na entrevista, Almeida também revelou que foi convocado para assumir na próxima semana “uma função espinhosa”, e que dará a informação, em primeira mão, ao programa Jornal da Ilha, apresentado por Gilmar.

A função espinhosa pode ser o comando de um ministério.

Fonte: NE Notícias

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sarney: piso salarial dos policiais e bombeiros será votado logo


O presidente do Senado, José Sarney, afirmou na manhã desta quinta-feira (05) que, tão logo seja possível, submeterá à votação do plenário a proposta de emenda à Constituição que fixa um piso nacional de salário para policiais e militares do Corpo de Bombeiros. Quando definitivamente aprovado, o valor desse piso será fixado por lei ordinária e deverá entrar em vigor num prazo máximo de um ano após a promulgação da emenda.

- Nós estamos com a pauta trancada em razão de uma medida provisória que está em votação. Mas, logo que a pauta seja aberta, há uma prioridade já estabelecida entre as lideranças de darmos preferência a todos os processos relativos à segurança pública - afirmou Sarney.

Fonte: Agência Senado

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